<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962</id><updated>2011-11-26T10:02:34.983-08:00</updated><category term='Tocar a trombeta'/><category term='Deus está pasdsando'/><category term='peixes e pão'/><category term='aprendendo - santa ceia'/><category term='vida que vale a pena'/><category term='soberba'/><category term='visão'/><category term='porta estreita'/><category term='A Totalidade da Palavra'/><category term='tribulação'/><category term='torcida'/><category term='cidadão do Reino'/><category term='bater à porta'/><category term='25ª hora'/><category term='igreja de Cristo'/><category term='alegria'/><category term='careca'/><category term='crer'/><category term='Palavra que ilumina'/><title type='text'>Sermões Pregados na Primeirona</title><subtitle type='html'>Aqui estão alguns sermões pregados pelo Pastor Pedro na 1ª IP do Tabuleiro</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-5090031830806163865</id><published>2009-05-30T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T07:42:13.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crer'/><title type='text'>Creia somente!</title><content type='html'>Marcos 5:21 em diante. A igreja acompanha a leitura que vou fazer agora. — Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar. 22 Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés 23 e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá. 24 Jesus foi com ele.&lt;br /&gt;E, agora, nós pulamos alguns versículos e passamos à leitura do v.35 em diante... Acompanhem em suas Bíblias...&lt;br /&gt;35 Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre? 36 Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente. 37 Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João. 38 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que choravam e os que pranteavam muito. 39 Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme. 40 E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava. 41 Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! 42 Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.&lt;br /&gt;Reparem que o texto sofre uma interrupção na sua seqüência cronológica. Esse texto fala a respeito de um chefe de sinagoga, um homem importante, da liderança religiosa do povo, que se prostra diante de Jesus, na busca de solução para a enfermidade, certamente grave, da sua filha.&lt;br /&gt;E Jesus atende ao pedido daquele homem  e vai com ele. Mas, nessa caminhada, Jesus  é interrompido por uma mulher, que vindo por detrás Dele,  toca na orla da sua veste, na busca da cura da sua enfermidade, que já se prolongava por muito tempo (12 anos). &lt;br /&gt;Era uma enfermidade que a excluía do convívio social. E Jesus dá toda a atenção a essa mulher. Aí sim, depois de curar a mulher, segue com Jairo para sua casa, e antes de chegar na casa do chefe da sinagoga, ouve a noticia de que a menina já morrera.&lt;br /&gt;Mas Jesus, diz a Jairo: — Não temas, crê somente. Vamos enfrente... E, então, acontece o que acabamos de ler. Em cima desse texto, quero ser bem objetivo e falar sobre quatro realidades.&lt;br /&gt;1ª realidade — A crise, seja ela qual for, é a oportunidade da  fé.&lt;br /&gt;Reparem na crise vivida por esse homem chamado Jairo, chefe da sinagoga. Sua filha de doze anos, gravemente enferma, ameaçada pela morte. &lt;br /&gt;Nada podia ser mais dramático na vida daquele homem, do que isso. A crise de Jairo.  E é na hora da crise desse homem, que a fé ganha a sua oportunidade.&lt;br /&gt;Jairo, reparem no texto, era um dos principais da sinagoga. Não era, portanto, um homem qualquer. Era um homem comprometido com a liderança religiosa daquele lugar. Com uma crença definida, o judaísmo.  &lt;br /&gt;Uma crença a que Jesus NÃO correspondia inteiramente. Pois bem, esse homem, à luz do texto, não somente busca em Jesus uma solução de vida para sua filha, como se expõe para todas as outras pessoas daquela comunidade.&lt;br /&gt;O texto diz que Jairo se aproxima e se prostra diante de Jesus. E não é uma coisa velada. Jairo não faz isso num cantinho, atrás da porta, ou na intimidade de um gabinete.&lt;br /&gt;Jairo NÃO diz — Olha Jesus, eu não posso me expor, mas eu queria suplicar que tu atendas o meu pedido e salves a minha filha que está a morte. Mas procure Jesus, entender a minha situação, eu não posso me expor.&lt;br /&gt;Não. Não foi assim não! Esse homem invade a multidão e chega diante de Jesus e se prostra. Ele se despoja. Ele se desnuda. Ele se compromete. Ele se arrisca. Tal era a sua crise. (E como nós temos ouvido falar em crise nos últimos tempos, hem?)&lt;br /&gt;Por isso é que a crise é a oportunidade da fé. Mas dessa fé! Dessa fé, que não considera as aparências. Que não se importa com os comentários.&lt;br /&gt;Que não se detém no que vão dizer. Uma fé que só busca a  resposta. Uma fé que se sobrepõe as próprias convicções antigas. Cristalizadas. &lt;br /&gt;Jairo era um homem sério, era um principal da sinagoga. Às vezes, a crise que tanto nos incomoda, a crise que tanto nos aflige, é a oportunidade da fé no Senhor Jesus. É essa fé...&lt;br /&gt;Não uma fé escondida, tímida, camuflada. De quem não se expõe. De quem não se compromete. Mas uma fé que se desnuda. Uma fé que descobre a alma. Uma fé que escancara o ser. &lt;br /&gt;É uma FÉ que não vê outra coisa, senão o poder de Deus naquele que ali está, o Senhor Jesus, o Senhor da Vida. Assim, para esse homem, principal da sinagoga, chegar a tal atitude, é porque havia nele uma sensibilidade profunda, de que nesse tal de Jesus de Nazaré, havia algo que até então ele não conhecera. &lt;br /&gt;Jairo, embora fosse, certamente, um homem entendido nas escrituras, que já ouvira falar de muitos milagres... Ele compreendeu que ali estava alguém, que contradizendo todas as tradições, lhe passava esta certeza de que era capaz de tirar a sua filha do perigo da morte eminente.&lt;br /&gt;Assim, lá está Jairo, prostrado, prostrado, aos pés de Jesus. Sob o olhar, certamente espantado, de muitas pessoas.  Isso sem falar do olhar de censura dos que exerciam funções iguais ou superiores a dele na sinagoga.&lt;br /&gt;Guarde bem isso &gt; A crise que incomoda você, (e a crise incomoda mesmo), pode ser a oportunidade da fé. Fé nesse Jesus maravilhoso que traz a novidade de vida. Que traz um poder que não se conhece. A não ser nessa intimidade.&lt;br /&gt;Eu sei do que eu estou falando irmãos. Foi na crise mais aguda. Foi na crise mais intensa, que me prostrei aos pés de Jesus. &lt;br /&gt;Um Jesus de quem eu já tinha ouvido falar. Mas com o qual NÃO tinha a menor intimidade. Mas a crise era tanta, que eu estabeleci intimidade com Ele, uma intimidade que nunca imaginei poder estabelecer.&lt;br /&gt;Eu me prostrei, literalmente, me prostrei. Me abri. Me desnudei. Me descobri por inteiro. Me esgarcei. Me virei do avesso. E disse: — Jesus, por favor, salva-me!&lt;br /&gt;A crise é a oportunidade da fé.  Essa é a 1ª lição.  Mas há uma outra, eu falei em quatro. Vou falar da Segunda.&lt;br /&gt;2ª lição - É que a fé uma vez exercida, na oportunidade que a crise estabelece, ela promove o exercício da paciência.&lt;br /&gt;Por isso a leitura que fizemos foi interrompida na cura da mulher, que nada tinha a ver com Jairo e sua filha. E eu fico pensando no que é Jairo sentiu naquela hora. &lt;br /&gt;Depois de se escancarar todo, depois de se prostrar aos pés de Jesus e depois conseguir levá-lo consigo para sua casa, nessa caminhada, que para Jairo era urgentíssima.&lt;br /&gt;Depois disso tudo, Jesus simplesmente pára, e atende aquela mulher. E isso levou tempo. O que a igreja acha que Jairo sentiu? O que você sentiria numa hora dessa?&lt;br /&gt;Imagine se a sua filha estivesse a morte! Se você tivesse se exposto inteiro diante do Cristo! Se ele estivesse disposto a caminhar com você, e de repente Jesus lhe dissesse: — Espera um pouquinho. Um pouquinho só, Jairo, só um instantinho que eu vou atender ali aquela mulher.&lt;br /&gt;Levou tempo! Jesus teve que descobrir no meio da multidão quem o tocou e ninguém sabia.  Até que ela mesma se revela. E ele fala e conversa. &lt;br /&gt;O que a igreja acha que Jairo sentiu? — Jesus, por favor, vamos embora. Deixa essa mulher ai, ela já sofre há doze anos, ela pode esperar mais um dia! Mas a minha filha está morrendo. &lt;br /&gt;— Jesus, será que não dá pra ir logo. Depois eu até volto com você. Posso até lhe ajudar com meus recursos. Mas vamos embora logo.&lt;br /&gt;E Jesus pára. Pára e diz. — Quem me tocou? — E ninguém sabia. Até que a mulher sem saída se identifica. Fui eu! Fui eu Mestre. Perdoa-me!&lt;br /&gt;— Não! Não, filha. A tua fé te salvou!  Mas o que eu quero é que tu te identifiques, porque a comunhão comigo não pode ser escondida! Tem que ser como a de Jairo. Aos olhos de todos. Pública.&lt;br /&gt;Saia desse teu anonimato. Deixa que te vejam, curada, para que todos aprendam contigo. E lá está o pobre do Jairo. — Mas, Jesus, vamos embora. A minha filha está morrendo!&lt;br /&gt;Mas é isso mesmo, a fé impõe paciência. Porque a crise reclama solução rápida! É ou não é? Quem é que está em crise e não tem pressa?&lt;br /&gt;Mas a fé diz assim: — Só um instantinho! Só um momentinho! Porque não é só você, não. Não é só você que está sofrendo, não.&lt;br /&gt;Não pense que você é a vítima do mundo e da vida. A única vítima. Calma! Espera! Eu sei o tempo. Não te preocupes. Não te agites. Não te apresses. Não te desesperes. Espera! &lt;br /&gt;É lindo isso! Eu sei que Jesus deve ter observado Jairo, na sua infinita sensibilidade. Jesus deve ter percebido a inquietude daquele homem.&lt;br /&gt;E lá está o Senhor Jesus parando. Parece que NÃO se preocupa com coisa alguma. Se a crise é a oportunidade da fé, a fé é o exercício da paciência.&lt;br /&gt;Essa é a 2ª Lição &gt; ESPERE!&lt;br /&gt; Espere! Tenha calma! Jesus parou, para atender outra desesperada. Mas não se esqueceu de Jairo. Estava em sua cabeça. Estava em seu coração divino. &lt;br /&gt;Jesus tem em si toda a noção do tempo que, tantas vezes, foge ao nosso controle. E o amanhã, se transfere para o hoje. E a crise, que já é intensa, torna-se mais intensa ainda, porque ela se acumula nos dias que se juntam num só.&lt;br /&gt;Por isso é que Jesus diz: — Basta ao dia, o seu mal.&lt;br /&gt;Mas, existe uma terceira lição.&lt;br /&gt;3ª lição - A crise é a oportunidade  - diga igreja - da fé. A fé é o exercício da paciência.  A paciência está aqui. Leiam, agora, comigo o v.35&lt;br /&gt;— Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre?&lt;br /&gt;Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: — diga a igreja agora —  Não temas, crê somente.&lt;br /&gt;Essa é a terceira lição. A crise é a oportunidade da fé. A fé é o exercício da paciência. E a paciência é o desafio da PERSEVERANÇA.&lt;br /&gt;E Jairo ia desistir? — Jesus, minha filha já morreu, pode voltar. Não vou mais tomar o seu tempo. — Ou, então, ele podia ter pensado: — Viu só? Jesus parou para curar aquela mulher, e perdi minha filha.  &lt;br /&gt;Mas isso seria muito pior! Jesus, por conhecer a alma humana, imediatamente, SEM deixar que Jairo dissesse qualquer coisa, afirma: &lt;br /&gt;— Jairo, não temas, crê somente!  Ou seja, Persevera! Já fostes paciente. Agora persevera. Persevera diante daquilo que lhe parece uma impossibilidade.&lt;br /&gt;Porque, agora, era um impossibilidade. Antes era um atraso. Agora, era um impossibilidade.  A menina já morreu! — Jairo, nem fales! Ouve, apenas. Crê, somente! Continua! Vamos em frente! Persevera!&lt;br /&gt;Já que você me buscou. Já que você desnudou a sua alma. Já que você se expôs.  Já que você se comprometeu. Já que você se prostrou. Já que você esperou um pouco, enquanto eu curava aquela mulher. Continua. Insiste. Persevera.&lt;br /&gt;Porque você não me buscou à toa. Você não fez o que fez por uma razão tola. Mas sim, porque você teve sensibilidade para perceber, quem EU SOU.&lt;br /&gt;Você teve paciência até aqui! Então continua, persevera, vamos embora. Não dê ouvido a essa gente. Não que eles sejam mentirosos. A menina morreu mesmo. Mas vamos lá.&lt;br /&gt;A perseverança é isso. A perseverança é a paciência diante da impossibilidade. Porque ter paciência é uma coisa. Enquanto for possível eu vou esperando.&lt;br /&gt;Mas, diante da impossibilidade, a paciência tem que se transformar em perseverança. E quando for assim – aí temos a última lição.&lt;br /&gt;4ª lição - A perseverança é a benção do milagre (v.41) — E Jesus tomando a menina pela mão, disse: Talitá cumi. Menina, eu te mando, levanta-te! Imediatamente a menina se levantou, e pôs-se a andar.&lt;br /&gt;O Milagre parece que se tornou uma coisa tão vulgar, nos dias de hoje. Tão vulgar! Com hora marcada. Em reuniões extraordinárias. Em montagens litúrgicas sedutoras. (culto do descarrego, templo dos milagres)...&lt;br /&gt;Mas nós temos um verdadeiro milagre aqui. Partindo de uma crise, que dá oportunidade à fé. Uma fé que desnuda. Que descobre. Que  compromete. Uma fé que exige paciência. &lt;br /&gt;É a espera que às vezes se torna numa impossibilidade. Não tem mais jeito. A menina morreu. Sua filha morreu. — Jairo! Jairo! Por mais que sejam verdadeiras as palavras dessa gente, não  temas! Crê somente! Porque o impossível NÃO existe em mim. Vamos lá.&lt;br /&gt;— Menina eu te mando. Levanta-te! Volta a vida! Caminha! Alegra a sua casa outra vez! Retoma o seu futuro. Volta aos seus projetos. Mesmo que isso resulte no riso das pessoas. &lt;br /&gt;Reparem, vejam ai! Vejam ai, v.40. O quê que está escrito? Quando Jesus diz: — A criança não está morta, mas dorme. — O quê eles fizeram? – Riram.&lt;br /&gt;Mesmo que riam de você. Esse camarada é um louco! Já não sabe que é impossível, fica ele ai a falar desse Jesus. Fica esse cabra a ir a igreja aos domingos para ouvir aquele pastor a falar dessas bobagens.&lt;br /&gt;Vai pra igreja para ficar cantando hinos. — Mesmo que riam. Não temas! Creia somente! E lá sai a menina do seu quarto, e torna amarelo o riso daquela gente.&lt;br /&gt;Riam! E lá vem Jesus atrás dela. Riam! Deixe que riam. Creia somente! Deus abençoe a igreja 9 de Dezembro!&lt;br /&gt;Guardem essas quatro lições. &lt;br /&gt;A crise é a oportunidade da fé.&lt;br /&gt;A fé é o exercício da paciência. &lt;br /&gt;A paciência é o desafio da perseverança.&lt;br /&gt;A perseverança é a benção do milagre.&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-5090031830806163865?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/5090031830806163865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/creia-somente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5090031830806163865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5090031830806163865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/creia-somente.html' title='Creia somente!'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-6694242654806348464</id><published>2009-05-26T11:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T11:19:19.327-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadão do Reino'/><title type='text'>Cidadão do Reino de Deus</title><content type='html'>Salmo 122, que lemos no início do culto, que certamente você já leu antes ou que, certamente, você já ouviu. &lt;br /&gt;Diz assim o salmista: — Alegrei-me quando me disseram: — e a igreja responde — vamos à Casa do Senhor.&lt;br /&gt;Muito bem. Esta é a primeira afirmação do texto. É uma afirmação de alegria. De quem se entusiasma com a possibilidade de estar na Casa do Senhor.&lt;br /&gt;Por que o salmista se alegrava? Porque você se alegra, quando você vem à Casa do Senhor? Você já perguntou isso a você mesmo?&lt;br /&gt;Qual é a sua grande motivação para vir à igreja? Qual é? Por que você vem  à Casa de Senhor, e por que você se alegra tanto com isso?&lt;br /&gt;Respondam! Estou ouvindo.&lt;br /&gt;Por que é Cícero, que você se alegra tanto em vir a Casa de Senhor? Porque é a casa do Pai. A casa do seu pai. Para que você veio aqui? &lt;br /&gt;Render graças ao Senhor.  Agradecer ao Senhor.   Conhecer a sua Palavra.  Alimentar o seu espírito. Que mais? Agradecer as bênçãos recebidas.  Os livramentos. Estar em comunhão com Deus. O que mais?&lt;br /&gt;Louvar aos Senhor. Orar a Deus. Glorificar o nome do Senhor. Prestar culto. Que mais? Marcar um encontro com Deus. Que mais? Buscar a paz do Senhor.&lt;br /&gt;Os irmãos acham que a alegria do salmista era por isso? Porque ninguém disse aquilo que deve ser uma das maiores motivações para estarmos aqui. Ninguém disse!&lt;br /&gt;Eu até esperava que ninguém dissesse. E até se alguém dissesse ia estragar um pouco a introdução do sermão. &lt;br /&gt;Uma das maiores motivações para estar aqui é encontrar o povo de Deus, neste lugar. Porque tudo isto que a igreja respondeu, independe deste lugar.&lt;br /&gt;Será que eu preciso marcar um encontro com Deus aqui? Ou melhor, será que eu preciso marcar encontro com Deus. Se eu preciso marcar um encontro com Deus, eu estou dizendo que Deus NÃO está o tempo todo comigo. Não pode!&lt;br /&gt;Se eu preciso vir aqui para ouvir a palavra de Deus, eu estou dizendo que a palavra de Deus depende do pregador. Como se a palavra de Deus, não fosse por si só pregada.&lt;br /&gt;Eu sou o eu sou! É a prova concreta desta palavra. A minha conversão aconteceu dentro da minha casa lendo o Evangelho de João. Antes eu não sabia o que era igreja.&lt;br /&gt;Se eu preciso vir aqui para cultuar o meu Deus, eu faço o quê, durante o resto do meu tempo? A grande motivação de estar aqui  é encontrar o povo de Deus.&lt;br /&gt;Reparem que eu estou falando  de encontrar o povo de Deus! Por que? Porque tudo é a partir de Deus, porque sem Deus, não há povo de Deus.&lt;br /&gt;Porque o único lugar onde temos expressão de povo é no santuário. Na minha casa, eu faço parte do povo, mas eu não estou com o povo.&lt;br /&gt;No seu trabalho, na faculdade, seja lá onde for, você é povo, mas você não está com o povo. E no final de tudo, quando você não vem à igreja no Domingo, o que você sente mesmo, durante toda a semana que começa, é essa ausência do povo de Deus, ausência dos irmãos.&lt;br /&gt;Porque, repare, se você me disser que: porque você não veio Domingo a igreja, você sente a ausência de Deus em sua vida; então você esta me dizendo, que Deus não está com você, o tempo todo e em todo lugar. &lt;br /&gt;É ou não é?  É isso! É para a igreja ficar me olhando assim mesmo, e dizendo: — Pastor, espera ai, deixa eu entender isso melhor. &lt;br /&gt;É isto mesmo. Eu estou fazendo uma afirmação que não é comum. E por que estou dizendo isso?  Porque é preciso definir isso muito bem.&lt;br /&gt;Porque é isto que explica, muitas atitudes. É isto que explica, muitas vezes, a ausência de pessoas na comunhão da igreja. Por que você acha que as pessoas deixam de vir aos cultos?&lt;br /&gt;Será que é porque elas NÃO encontraram Deus aqui?  Não! Elas deixam de vir, quando elas já NÃO encontram aqui, o povo de Deus.&lt;br /&gt;Quando elas NÃO encontram mais aqui, a sua identidade de cidadão do Reino de Deus. Quando este espaço deixa de ser, um território sagrado. &lt;br /&gt;O que é que define uma nação? O  que é que define uma nação? Diga igreja! O que é que define o povo? O que é que define o nosso país?  O nosso povo brasileiro?&lt;br /&gt;O que é que está sobre o povo? Território! Não há nação sem território. Pode até haver povo sem território, mas nação não. Nação tem território e o que mais? Governo, lei, constituição, é ou não é? O que mais?&lt;br /&gt;Língua e idioma. Isto define um povo e uma nação. Aqui está no salmo: — Senhor! Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor.&lt;br /&gt;Agora, vamos ler o resto do salmo. Salmo 122 — Pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém! 3 Jerusalém, que estás construída como cidade compacta, 4 para onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, como convém a Israel, para renderem graças ao nome do SENHOR. &lt;br /&gt;Aqui está o território!  As tribos viviam separadas, mas havia um espaço onde elas se reuniam.  Onde elas se faziam uma só e ganhavam a identidade, fundamental, de nação.&lt;br /&gt;Lá em Jerusalém, como convinham às tribos do Senhor. O prazer estava ali, na reunião das tribos. Num território particular, privativo, especial, sagrado.&lt;br /&gt;Como este lugar aqui! Esta é a nossa Jerusalém. É para cá que correm todas as tribos que compõem esta igreja.&lt;br /&gt;O Irmão Amadeu compõem uma tribo, ele é o cabeça da sua tribo. A irmã Neuza tem a sua tribo.  Você tem a sua tribo! Viu, Gil? Você tem a sua tribo.&lt;br /&gt;Mas é quando estamos aqui juntos, é que somos um povo, uma nação. É por isso que viemos ao templo. É por isso que estamos aqui. Eu venho, você vem, e nós viemos. &lt;br /&gt;É isso que diz o salmista: — Alegrei-me quando me disseram:  vamos à Casa do Senhor. Vamos ao nosso território! Vamos nos encontrar com todas as tribos!  Vamos ter identidade de povo e de nação! &lt;br /&gt;Vamos ver quão fortes somos quando nos juntamos! E é por isso, que você sente falta por toda semana, quando você NÃO vem. Porque você ficou só, isolado, solitário.&lt;br /&gt;Você não recuperou a sua identidade de povo! Você não reconstruiu a sua identidade de nação! E você passa a semana na solidão.&lt;br /&gt;Povo que tem território , que tem lei, lá estão os tronos de justiça. &lt;br /&gt;Os tronos da casa de Davi.  Lá está a lei, lá está o governo. O trono, mas que trono? De justiça. &lt;br /&gt;Aqui está o trono de justiça. Nós temos esse território. Nós temos uma constituição perfeita (Bíblia), com todos os seus artigos, com todos os seus parágrafos, e não há nada que possa escapar dessa legislação.&lt;br /&gt;Porque a constituição é que define a vida; uma constituição forjada pelo Senhor da justiça, sendo ele a próprio a justiça. E aqui, nesse lugar, eu sinto a justiça.&lt;br /&gt;A justiça que não ouço nos noticiários, as notícias que não percebo nas novelas da TV. Aqui eu tenho justiça.  A justiça  de Deus, em Cristo Jesus, que me purifica de todos os pecados.&lt;br /&gt;Aqui eu tenho o Cristo que morreu por mim, que venceu a morte, para  que eu viva, sem cobrar coisa alguma. É justiça cheia de misericórdia. Essa justiça eu não conheço lá fora. &lt;br /&gt;Se eu não vier a Casa do Senhor, se eu não me encontrar com o seu povo. Se eu não perceber o trono de justiça de Deus, se eu não me alimentar dessa misericórdia, dessa lei perfeita, a minha semana nem começou.&lt;br /&gt;Somos um povo, porque temos um território. Este é o nosso território. Esse é nosso! Aqui, mandamos nós. Somos uma super potência.&lt;br /&gt;Temos todos os recursos, temos todas as armas. Temos toda a economia. Não dependemos de ninguém, porque é o Senhor quem nos sustenta.&lt;br /&gt;E não há pobre nem rico, branco ou preto, culto ou inculto, forte ou fraco. Somos todos parte de um povo poderoso. E temos uma língua, um idioma.&lt;br /&gt;E lá diz o salmista: — Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. 7 Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios. &lt;br /&gt;Essa é a nossa língua. A língua da fé, a língua que ora. A língua que sabe a quem dirigir uma súplica. A língua da esperança, de prosperidade, de futuro, de sustento.&lt;br /&gt;A língua do amor, que estabelece solidariedade.  Que comunica compreensão, que transfere tolerância. Eu chego a esta casa, motivado por esse encontro.&lt;br /&gt;Não o encontro com o meu Deus. Porque o meu Deus está em mim e comigo o tempo todo. Eu chego a esta casa para exercitar a minha identidade de cidadão do Reino de Deus. &lt;br /&gt;Saber que tenho um chão. Me lembrar que tem uma lei, que tem uma constituição, plena de justiça e de misericórdia. E que tenho uma linguagem, que só aqui ganha expressão total e completa.&lt;br /&gt;Durante a semana você NÃO pode falar a mesma linguagem que fala aqui. Porque você tem que falar outros idiomas. Mas aqui você expressa um vocabulário que só o povo de Deus conhece.&lt;br /&gt;O vocabulário da fé, o vocabulário que ora. O vocabulário da  esperança que não teme o amanhã. Do amor que estabelece encontro, que perdoa, que tolera, que incentiva, que anima.&lt;br /&gt;Eis a minha alegria quando venho aqui. A alegria de encontrar a igreja. Ver você. Uma vez eu ouvi alguém dizer que não gosta do momento em que nos abraçamos.&lt;br /&gt;A pessoa disse —  eu não gosto de gente que não conheço vir me abraçar. —  Quem diz isso é gente que não tem alegria. Nem sabe para que veio. &lt;br /&gt;Não entendeu o por quê deste espaço. Desta casa. Por isso que é bom quando, por exemplo, a irmã Graça me abraça do seu jeito. Na sua simplicidade. No exercício do seu carinho.&lt;br /&gt;Imaginem se Jesus nos abraçasse porque somos cheirosos. Porque somos bondosos, porque somos solidários, porque somos carinhosos. Porque somos perfeitos, porque somos fieis.&lt;br /&gt;Nós não ganharíamos um abraço dele. Jesus nos abraça do jeito que somos. É esse o abraço que eu estendo a você. Não quero saber o que você fez durante  a semana.&lt;br /&gt;Não quero saber se você entregou o seu dízimo ou não. Não quero saber de nada. Só quero saber que você está aqui. Só quero saber que você é povo de Deus, como eu.  &lt;br /&gt;Só quero saber que nós estamos juntos. E se eu precisar, vou contar com seu apoio. Só quero saber que vou contar com a sua oração.&lt;br /&gt;Que vou contar com a sua mão estendida &gt; Alegrei-me quando me disseram:  vamos à Casa do Senhor. Por isso é que a igreja precisa cuidar do seu ambiente, do seu território. &lt;br /&gt;E é isto que estamos fazendo. Cuidar da lei que aplica, para que seja justa, mas acima de tudo misericordiosa. De tal forma que não pese sobre ninguém.&lt;br /&gt;E que essa lei tenha uma linguagem de fé, de esperança e de amor. A igreja não pode se descuidar do seu ambiente. A igreja não pode se perder nos seus confrontos pessoais.&lt;br /&gt;A igreja não pode esquecer aquilo que é &gt; Povo de Deus! Que se encontra e tem prazer no encontro, no abraço. Que tem chão próprio.&lt;br /&gt;Que tem lei justa e amorosa. Que tem linguagem de fé, de esperança e de amor. Deus abençoe a você!  Que faz parte da Primeirona do Tabuleiro...&lt;br /&gt;Alegre-se! Venha! Não perca essa oportunidade. Ela é dominical. Mas ela é fundamental. Sem ela você perde a sua identidade de cidadão do Reino de Deus.&lt;br /&gt;Com ela você faz parte de maneira viva, concreta, dinâmica, de um povo maravilhoso. Sem igual. De um povo que não anda só. De um povo que não depende de outros povos.&lt;br /&gt;De um povo que tem autonomia. De um povo que tem soberania. De um povo que tem para onde ir. Povo de Deus!!!&lt;br /&gt;Deus nos abençoe, abençoe a igreja, abençoe a Primeirona do Tabuleiro! Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-6694242654806348464?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/6694242654806348464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/cidadao-do-reino-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/6694242654806348464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/6694242654806348464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/cidadao-do-reino-de-deus.html' title='Cidadão do Reino de Deus'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-4063893475753495429</id><published>2009-05-19T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T05:04:25.706-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus está pasdsando'/><title type='text'>Aproxime-se! Deus Está Passando.</title><content type='html'>Mateus 7.28-29&lt;br /&gt;Nada do que qualquer homem tenha dito, até hoje, em termos de discurso, ou de literatura, ou de qualquer outra manifestação artística, pode chegar aos pés do que Jesus disse no Sermão da Montanha...&lt;br /&gt;O Sermão do Monte é tão importante que, Mahatma Gandhi, que nem cristão era, mas sim indu, disse que, “se todas as bibliotecas do mundo fossem destruídas, mas se sobrasse o Sermão do Monte, a humanidade não teria perdido nada”.&lt;br /&gt;Quem nunca ouviu falar sobre o Sermão do Monte? Mesmo aquelas pessoas que não têm intimidade com a Bíblia Sagrada, sabem, muito bem, que, um dia, Jesus proferiu esse insuperável discurso que está registrado no Evangelho de Mateus, capítulos  5, 6 e 7. &lt;br /&gt;É claro que não vamos ler agora todo esse texto. Não há tempo pra isso. Mas uma parte da Igreja já conhece e, os que ainda não conhecem devem ler o Sermão da Montanha, pela grandeza do seu texto, pela significância do seu conteúdo, pela beleza literária da sua composição.&lt;br /&gt;Mas, logo depois que Jesus proferiu o Sermão do Monte, o Evangelho de Mateus, lá no final do capítulo 7... vejam lá: Evangelho de Mateus, capítulo 7, bem no seu final, versículos 28 e 29. &lt;br /&gt;Mt 7.28 e 29. O evangelista diz assim — Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; 29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.&lt;br /&gt;O final do Sermão do Monte é este, e não podia ser outro. Depois de tanta beleza, depois de tantas mensagens de tão grande significado, a reação das multidões não podia ser outra. &lt;br /&gt;Elas estavam maravilhadas, perplexas, extasiadas, com tudo o que haviam ouvido. Mas o texto prossegue e narra um acontecimento na vida de um leproso. &lt;br /&gt;A narrativa é tão singela, que pode perder muito da sua força, porque ela vem, exatamente, logo depois do Sermão da Montanha, que por si só é impressionante. &lt;br /&gt;Mas é a respeito do milagre que está registrado logo depois do Sermão do Monte que eu desejo falar à Igreja nesta noite.&lt;br /&gt;Ou seja, é em Mt 8.1-3 que está o texto da nossa mensagem. Abram e confiram nas suas Bíblias. — Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. 2 E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. 3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.&lt;br /&gt;Só isso. Um incidente, aparentemente insignificante, não percebido por todos, porque estavam todos ainda sob a forte impressão do Sermão do Monte proferido há pouco, mas ali está... ali está o registro de um milagre.  &lt;br /&gt;A cura de um leproso. De uma pessoa que, naquela época, era desprezada, era excluída do convívio social por conta da sua enfermidade. &lt;br /&gt;Mas o milagre aconteceu! Jesus, mesmo tendo sido aclamado pelas multidões; Jesus, mesmo tendo percebido como as multidões ficaram maravilhadas, é capaz de olhar e sentir compaixão  por aquele pobre coitado.  &lt;br /&gt;Jesus não se deixou seduzir pelo louvor das multidões, como, tantas vezes, acontece conosco. Nós somos, às vezes, tão honrados, que não percebemos os desesperos à nossa volta. &lt;br /&gt;Não é assim? E o pastor, principalmente, precisa tomar muito cuidado com isso! Ou seja, nas homenagens que recebemos, não podemos perder a sensibilidade para as pessoas que estão à nossa volta e que, às vezes, desejam a nossa atenção.&lt;br /&gt;Mas Jesus não se descuidou disso. Não se deixou seduzir pela aclamação popular e curou aquele leproso. &lt;br /&gt;Mas há uma palavra, nos versículos que lemos, que define esse milagre. Reparem — Descendo Jesus do monte, grandes multidões o seguiram e eis que um leproso, tendo se aproximado...&lt;br /&gt;Esta é a palavra, ou são as palavras. Esta aproximação, este chegar perto, este ficar ao alcance, foi isso o que permitiu a Jesus fazer o milagre. &lt;br /&gt;É isso que nos permite entender e nos permite receber, com intensidade, a misericórdia do Senhor. É na medida em que nos aproximamos de Jesus. &lt;br /&gt;Porque, reparem bem, as multidões estavam seguindo Jesus. Isso significa dizer que havia uma distância entre as multidões e o Senhor Jesus Cristo. &lt;br /&gt;A multidão não estava tão perto. A multidão apenas o seguia. Eles viam Jesus adiante, uns mais próximos e outros mais distantes, porque era muita gente. &lt;br /&gt;Mas todos guardavam uma certa distância de Jesus, para que ele pudesse caminhar na frente de todos. &lt;br /&gt;Se você ler com atenção o Sermão do Monte, ao final, você vai estar também do mesmo jeito: Maravilhado. Porque o Sermão do Monte é de uma profundidade sem igual, é de uma excelência extraordinária, é de uma beleza literária  incomparável, e é isso o que fica nas pessoas que lêem: &lt;br /&gt;— Uma completa disposição de se exaltar. De se maravilhar e, a uma certa  distância, as pessoas se maravilham com a doutrina de Jesus, mesmo que não O conheçam bem. &lt;br /&gt;Mas quem pode ficar indiferente às palavras de Jesus — Por que você anda ansioso pelo que você tem que comer e vestir? Por que? Não é a vida mais do que o alimento? &lt;br /&gt;Não é o corpo mais do que a veste? Ora! Reparem as aves do céu. Não semeiam, não ajuntam em celeiros; contudo, o seu Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais do que as aves? Ah! Observai os lírios do campo. Não trabalham, não tecem, não fiam. Mas eu digo que, nem o Rei Salomão, em todo o esplendor da sua glória, vestiu-se como um lírio. Ah, mas se Deus alimenta as aves do céu, veste a erva do campo dessa forma, que hoje existe e amanhã é queimada, não alimentará e vestirá a vós, que sois seus filhos? &lt;br /&gt;Como você pode ouvir uma palavra dessa e ficar indiferente? Não! Você fica é maravilhado como a multidão, mesmo à distância. &lt;br /&gt;Mas, se à distância, alguém pode se maravilhar da doutrina de Jesus, aproximando-se, como fez o leproso, chegando perto, mais do que se maravilhar da doutrina, a pessoa se rende aos pés do Senhor.&lt;br /&gt;Diz o texto: “... aproximando-se, adorou Jesus”. No evangelho de Marcos diz que ele se pôs de joelho, e no de Lucas, que ele se prostrou com o rosto em terra. &lt;br /&gt;Ou seja, esta é a atitude de quem cultua, de quem adora. É de perto que reconhecemos e que podemos nos render à divindade do Senhor. &lt;br /&gt;Enquanto você não reconhecer e não se render à divindade de Jesus, por mais que você se maravilhe da sua palavra, você ainda estará à distância. &lt;br /&gt;E, assim, o milagre não acontece. Você pode até perguntar: — Mas como é que eu posso me aproximar de Jesus que não está mais entre nós, fisicamente, para entender e reconhecer a sua divindade? &lt;br /&gt;Ele está sim! Muito mais perto do que você imagina. Jesus está na Igreja, no seu corpo místico, do qual ele mesmo é o cabeça. E é aproximando-se da Igreja que você se aproxima do próprio Senhor Jesus. &lt;br /&gt;É na comunhão do Culto aqui na Igreja que você pode reconhecer e se render à divindade do Senhor. &lt;br /&gt;Sem comunhão, sem exercício do culto, sem a celebração dos sacramentos, não há milagre.  Por quê? Porque não há proximidade. A Igreja está aqui pra isso. &lt;br /&gt;Para que você se aproxime do próprio Cristo. Entendeu? Portanto, não pergunte mais: — Mas, pastor, onde está Jesus, para que eu possa chegar tão perto? &lt;br /&gt;Ele está aqui, no meio do seu povo, na sua Igreja constituída, na comunhão dos seus filhos, na celebração litúrgica do culto, na ministração dos sacramentos. &lt;br /&gt;Venha! Venha à Igreja! Venha Primeirona. Esteja conosco e você não apenas vai se maravilhar da doutrina de Jesus, mas você vai se render à sua divindade. E vai fazer como o leproso, que se aproximou e disse, em adoração, prostrado: &lt;br /&gt;— Senhor — essa foi a palavra que ele usou. Palavra reservada à divindade. Não o chamou de Rabi ou de Mestre, mas o chamou de Senhor. &lt;br /&gt;Então, à distância, longe, você pode se maravilhar com a doutrina de Jesus, mas, de perto, você vai se render à sua divindade, e o milagre então acontece. &lt;br /&gt;Mas, tem outra coisa: A multidão que ia a uma certa distância de Jesus, diferentemente do leproso, que se aproximou, podia sentir o poder de Jesus, porque esse poder é visível, é reconhecido pelo mundo inteiro. &lt;br /&gt;Como não sentir o poder do Senhor? É por isso que o texto diz:  — Elas estavam maravilhadas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade e, não, como os escribas. &lt;br /&gt;Havia algo de diferente que emanava do homem de Nazaré. À distância, podemos perceber o poder de Jesus, mas o texto diz que o leproso, aproximando-se, prostrando-se, adorando, disse: &lt;br /&gt;— Senhor, se quiseres, podes purificar-me. &lt;br /&gt;Não é assim que está escrito?  Esse poder se sente à distância, mas, de perto, o leproso queria descobrir outra coisa &gt; O querer de Jesus. “Se quiseres, podes”. &lt;br /&gt;E pode mesmo! Quero saber, se queres. E é isso que falta a muita gente. Descobrir o querer de Jesus. &lt;br /&gt;Mais do que descobrir o seu poder, porque o poder Dele é inquestionável, é testemunhado pela própria história e pelo tempo. &lt;br /&gt;Mas o querer de Jesus nós só descobrimos na proximidade, porque Jesus diz assim, bem próximo do leproso: — Quero! Quero sim! É isso que queres saber? Eu quero! Fica limpo! &lt;br /&gt;E você pode perguntar — Mas, pastor, como é que eu posso chegar tão perto de Jesus para descobrir o seu querer?&lt;br /&gt;Aqui, oh! (mostrando a Bíblia).  Todo o querer de Jesus para nós está aqui, oh! A divindade você descobre na comunhão do Culto.&lt;br /&gt;Mas, o querer de Jesus você descobre na leitura da Palavra. Aqui está o querer de Jesus para você. Não precisa que ninguém lhe diga, basta que você leia. E tudo se resume num só desejo divino: — Que você tenha vida e vida em abundância. &lt;br /&gt;A vontade e o querer de Jesus NÃO É a Igreja que define, mas é a Palavra do Senhor que estabelece. Porque, às vezes, a Igreja pretende definir o querer de Jesus. &lt;br /&gt;E, aí, entende mal o querer de Jesus, e impõe o querer da própria Igreja, oprimindo as pessoas, sobrecarregando os que têm fé, e espantando os que não têm, com suas imposições descabidas e suas regras sem consistência.  &lt;br /&gt;O querer de Jesus está aqui, oh! (mostrando a Bíblia). Descubra você mesmo. Aqui está o Senhor Jesus. Aproxime-se, leia, e você vai descobrir o que o leproso descobriu. &lt;br /&gt;Não o poder que ele sentiu à distância, mas o querer que ele descobriu tão perto. “Quero!” É isso que o Senhor Jesus quer dizer a você com sua palavra: &lt;br /&gt;— Eu quero que você tenha vida, e vida abundante. Vida significativa. &lt;br /&gt;Coisa maravilhosa!  E mais... À distância, você há de se maravilhar da doutrina, mas, de perto, você há de se render à divindade do Senhor. &lt;br /&gt;À distância, você pode ouvir a sua voz, como as multidões ouviram, tanto que estavam maravilhadas da sua doutrina. À distância, todos andam ouvindo a voz de Jesus, na pregação do evangelho, hoje tão difundida no rádio e na TV. &lt;br /&gt;Mas, é estando perto que você experimenta o seu toque. Aproximando-se, o leproso, perguntou: — Senhor, queres curar-me, porque eu sei que podes. &lt;br /&gt;E Jesus disse: “Quero!” É o que diz o texto!  “E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe o corpo”, porque o homem estava bem perto, ao alcance da mão de Jesus. &lt;br /&gt;Ou seja, aquele leproso se colocou  ao alcance de Jesus.  Não que Deus não possa alcançar a qualquer distância, mas é assim que deve ser, para o nosso bem: &gt; Temos que nos aproximar de Jesus.&lt;br /&gt;“E, estendendo a mão, tocou-lhe o corpo enfermo”. Tocou-lhe o corpo cheio de feridas, o corpo asqueroso, o corpo nojento, tomado pela lepra que o excluía de tudo e de todos. &lt;br /&gt;É esse o Senhor Jesus que, aclamado pelas multidões, foi sensível à dor daquele homem e, mais do que isto, estendeu a Sua santa mão e tocou as feridas daquela carne leprosa. &lt;br /&gt;Isso para surpresa de todos e muito mais do próprio leproso, de quem ninguém se aproximava. É lindo isso! &lt;br /&gt;Como Jesus é capaz de se sobrepor a todas as nossas contradições, a todos os nossos preconceitos...&lt;br /&gt;Não somos assim? Você encosta em todo mundo? Encosta? E tem tanta gente carente de um abraço, carente de uma mão que se estenda e toque. &lt;br /&gt;Já ouvi reclamações assim. — Pastor, eu não fui nem abraçado. — E você abraça todo mundo? Confesse! Todo mundo estimula o seu abraço?  &lt;br /&gt;É difícil, não é? Tem gente até que nem disfarça isso. Mas Jesus, não! Aquele homem, ferido, nojento, é a esse homem que Jesus, sensível, estende a mão e nele pousa a sua graça, recuperando-lhe a saúde. &lt;br /&gt;Maravilha! Esse toque de Jesus que não exclui ninguém, que não discrimina, sem reservas, é o toque que senti a tantos anos atrás, quando me aproximei do Senhor pela leitura da Palavra. &lt;br /&gt;Você já se sentiu assim? E veio o Senhor e me tocou. E veio o Senhor e tocou no Diácono João e disse: — Levanta, João. Fica curado!&lt;br /&gt;E você pode perguntar:  — Mas, pastor, como é que eu faço para chegar perto de Jesus a ponto de experimentar o seu toque? &lt;br /&gt;É na prece, é na oração, é na comunhão mais profunda do seu ser com o Espírito de Deus. É assim que você sente a mão poderosa de Jesus alcançando a sua alma. &lt;br /&gt;A sua alma que, às vezes, está cheia de feridas e leprosa do pecado. São três coisas: — 1. O Culto, na comunhão do povo de Deus. 2. A leitura da Palavra; e 3. O exercício da Oração. &lt;br /&gt;Se você fizer isso, você estará pertinho de Jesus, e o milagre há de acontecer, seja ele qual for. Aproxime-se. Deus está passando, aclamado pela história, pelo mundo, por tudo aquilo que disse e fez, mas Ele está sensível à sua dor. &lt;br /&gt;Sensível ao seu clamor, querendo dizer a você: — “Eu sou o Deus todo poderoso, curve-se em adoração. Confesse-me aos homens. Eu sou o Senhor! &lt;br /&gt;E, aí, você descobrirá o querer de Jesus, e mais, você experimentará o seu toque curativo. Deus abençoe a Igreja, neste domingo maravilhoso, de tantas bênçãos, de tantas alegrias. &lt;br /&gt;Que o milagre aconteça na sua vida. &lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-4063893475753495429?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/4063893475753495429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/aproxime-se-deus-esta-passando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4063893475753495429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4063893475753495429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/aproxime-se-deus-esta-passando.html' title='Aproxime-se! Deus Está Passando.'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-3989299707457507571</id><published>2009-05-08T05:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T05:14:38.019-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aprendendo - santa ceia'/><title type='text'>Aprendendo à luz da Palavra</title><content type='html'>Mateus 26:26-30&lt;br /&gt;Aqui está a mesa da Santa Ceia. A Santa Ceia é uma cerimônia que, para os olhos de uma pessoa incrédula, para as almas insensíveis, e para as inteligências ainda distantes da  plena compreensão do seu significado  parece um evento monótono, cansativo e sem graça.&lt;br /&gt;Mas reparem bem! Para olhos incrédulos, para almas insensíveis, e para inteligências distantes do pleno significado de tudo isso, pode ser que seja uma cerimônia monótona, cansativa e sem graça.&lt;br /&gt;Eu digo isso, porque foi assim comigo também. Quantas vezes, em outros ambientes religiosos, participei ou acompanhei a celebração da Eucaristia, não necessariamente nos moldes do nosso ambiente protestante e reformado.&lt;br /&gt;E naquele tempo parecia mesmo muito cansativo. Eu não sabia nada daquilo. Eu não cria naquilo! Mas a Santa Ceia, aos olhos da fé, para as almas crentes, e para as inteligências que compreendem o seu significado, é exatamente o contrário. &lt;br /&gt;É uma cerimônia extremamente dinâmica, extremamente movimentada. Não no caminhar dos presbíteros que servem os elementos da Ceia à igreja.&lt;br /&gt;Não na condução do oficio Eucarístico pelo pastor. Não! A dinâmica da Santa Ceia está muito acima de tudo isso.&lt;br /&gt;Vamos ficar de pé e abrir a Bíblia no Evangelho de Mateus no capitulo 26, e acompanhar a leitura que faço a partir do verso 26 também.&lt;br /&gt;Mt 26.26 diz assim: — Enquanto comiam ( quem comiam? &gt; Jesus e seus doze discípulos) tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu a seus discípulos, dizendo: tomai, comei;  isto é o meu corpo.&lt;br /&gt;Vamos, por enquanto, ler apenas o v.26. Deixe sua bíblia aberta onde está, depois nós voltaremos ao texto. Reparem irmãos, isso é a igreja que vai responder agora. No v.26 que acabamos de ler, quantos tempos verbais você identifica? Quantos verbos você encontra nesse versículo?&lt;br /&gt;Nove. Vamos conferir &gt; Comiam, tomou, abençoando-o, partiu, deu, dizendo, tomai, comei, é.   Nove.&lt;br /&gt;E o que, na frase, representa o verbo?  Representa AÇÃO! É ou não é! Então, num versículo, e eu não li todo texto que fala da Santa Ceia, só neste v.26 você encontra nove verbos.&lt;br /&gt;Reparem quanta ação, quanta dinâmica existe na Santa Ceia. E nem lemos os outros versos! O que eu quero dizer é que a Santa Ceia, a princípio, pode parecer, para algumas pessoas, que já especifiquei, algo cansativo, monótono, sem graça. &lt;br /&gt;Tem gente que até dorme durante a celebração da Santa Ceia. É verdade! Porque parece algo assim, algo sonolento.&lt;br /&gt;Existem igrejas até, e isso ainda hoje, que colocam os presbíteros todos de preto. Na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro é assim. &lt;br /&gt;É uma tradição antiga que ainda é mantida em algumas igrejas presbiterianas. Os presbíteros vão todos de preto, aí fica mais sonolento ainda. &lt;br /&gt;Aí, se você ficar olhando o tempo todo para os presbíteros, todos de preto e os pastores de toga preta, e olhando para mesa, dá sono mesmo!&lt;br /&gt;A não ser que você perceba aquilo que o texto ensina, que a Santa Ceia é um tempo de muita ação, de muita dinâmica Divina. E tudo isso é atribuído a Jesus!&lt;br /&gt;A não ser o fato de que foi no contexto da refeição de todos eles. E é isso que nos precisamos ver na mesa eucarística &gt; Não apenas uma solenidade, uma cerimônia que se repete sempre todos os meses, e que talvez nos traga a lembrança do sacrifício de Jesus. &lt;br /&gt;Mas será apenas isso? Não! A Santa Ceia, para a teologia presbiteriana, não é um simples memorial. Não é apenas uma memória de museu, uma memória estática. &lt;br /&gt;Você já foi a um museu? A Lysia é diretora do Museu Teo Brandão. E você vai lá e fica olhando quadros, esculturas, objetos do folclore, seja lá o que for. E aquilo é absolutamente estático. &lt;br /&gt;Se você for a um museu de História Natural, você fica sabendo que o dinossauro podia ter sido daquela forma que está ali. &lt;br /&gt;Lá no museu Imperial, em Petrópolis, você vê que Dom Pedro II usou uma certa coroa, mas a coroa não se mexe, o fóssil do dinossauro fica imóvel. Essa é a memória de museu.&lt;br /&gt;Mas a memória da Santa Ceia, a memória eucarística, é  uma memória dinâmica! É a memória da ação de Deus a nosso favor. E é assim que funciona o tempo todo, não apenas na celebração da Eucaristia.&lt;br /&gt;A celebração eucarística é a renovação desta verdade, é a atualização deste ensino em nós. Mas a Eucaristia acontece o tempo todo, porque nós e a nossa vida, somos o maior dos sacramentos.&lt;br /&gt;Às vezes, a nossa vida, aos nossos próprios olhos — olhos que muitas vezes se tornam incrédulos — a nossa própria alma, que às vezes se torna insensível, a nossa própria inteligência, que às vezes, perde o significado que deve ter, na eucaristia diária, se faz monótona, cansativa e dá sono. &lt;br /&gt;E tem gente vivendo assim, com sono! Porque a vida se tornou assim para essas pessoas.&lt;br /&gt;Ah, mas se aprendermos hoje, à luz da Palavra, na celebração da Santa Ceia, que existe uma enorme movimentação. Que há uma grande dinâmica divina na eucaristia! Ai, SIM, faremos de nossa vida uma eucaristia dinâmica.&lt;br /&gt;Mas onde está a dinâmica Divina, na Santa Ceia, e que está em nossa vida diária?  Está aí, no contexto da refeição!  No contexto da mesa que nos oferece o alimento, portanto num contexto comum, absolutamente comum. &lt;br /&gt;No contexto diário da nossa vida. Não havia novidade naquela ceia de Jesus e dos discípulos, ainda que eles estivesse celebrando a páscoa judaica. &lt;br /&gt;A mesa era a mesma mesa. A mesa da refeição, uma realidade absolutamente deles, dos discípulos. Não era o momento de uma grande solenidade, de uma grande festa. &lt;br /&gt;Era o momento da mesa. Portanto, nesse momento diário, comum, repetitivo, é que chega a novidade. Jesus toma o pão diário, o pão comum, o abençoa e faz do pão o seu corpo.&lt;br /&gt;Jesus muda, não a natureza do pão, que permaneceu pão, mas muda o seu significado. Altera o seu sentido. Daqui para frente este pão, sob a minha benção, não é mais um simples pão!&lt;br /&gt;Esse pão se torna meio da Graça! Portanto, estenda a sua mão e coma. Como se você estivesse comendo a minha própria carne, ainda que o gosto lhe pareça e é o gosto do pão. &lt;br /&gt;Que coisa maravilhosa! Assim será a vida! Muitas vezes, a vida se tornará tão repetitiva que se fará monótona e sem graça. Mas, nessa hora, lembre-se da Santa Ceia. &lt;br /&gt;Porque é no contexto da sua vida diária, que Eu tomo aquilo que é tão comum, e tão sem graça, e abençoou e devolvo a meus discípulos pleno de novo sentido. &lt;br /&gt;Pleno de novo significado. Pleno de bênçãos. E, agora SIM, a vida ganha expressão, porque ela se faz corpo de Cristo.&lt;br /&gt;Portanto, se é assim como posso dormir durante a vida? Como posso ficar insensível a vida que se desenvolve, em mim?! &lt;br /&gt;Como posso perder a noção da novidade que Deus implanta em minha vida. A cada dia! Novidade de vida que vou deixando de perceber, porque minha visão Eucarística se desfaz e some de mim. &lt;br /&gt;E não existe memória. É tão comum. Por exemplo, não há nada mais repetido do que acordar todo dia, é ou não é? &lt;br /&gt;Mas se você parar para pensar que você podia NÃO ter acordado, o acordar ganha um novo significado. Acordei!  Estou vivo! Meu Deus! Ainda existe uma oportunidade, ainda dá tempo!&lt;br /&gt;Há uma oportunidade de mudar tudo, de fazer alguma coisa nova! Deus abençoou a minha vida, enquanto eu dormia! Tomou a minha vida em suas mãos, abençoou, e me disse: Vive!&lt;br /&gt;E eu acordei! Aí a vida é o que há de ser, um grande sacramento! Lembrem-se disso! Você que anda acordando todo dia e já acorda zangado, mal-dizendo, reclamando, cheio de dor, murmurando. Lastimando o fato de ter que ir trabalhar.&lt;br /&gt;Será que você não percebeu? O dia anterior passou, você sobreviveu a todas as coisas. Você pôde dormir, na sua casa, num quarto quentinho e confortável. &lt;br /&gt;E melhor ainda, você despertou, enquanto muitos já estão sepultados. Acorde assim! Acorde com a visão da Eucaristia que a mesa do Senhor ensina.&lt;br /&gt;Porque, enquanto eles comiam, algo absolutamente comum na vida deles, Jesus tomou o pão, que também era o pão diário. Não havia novidade alguma naquilo! &lt;br /&gt;Jesus tomou o pão e abençoou o pão! Ah!  Aí mudou tudo! Coma! Coma! Isso é o Meu corpo que é dado por vocês. Não é mais o pão que vocês têm comido. É o pão Eucarístico. &lt;br /&gt;Toma! E faça isso em memória dinâmica de mim. Não fique a olhar o pão e o vinho, nessa contemplação estática de um Cristo crucificado. Preso no madeiro.&lt;br /&gt;Oh! Lá está o Senhor Jesus Cristo, exangue, quebrado, sofrido. Não! Porque isso é memória estática. Olhe para o Cristo da Santa Ceia, além da morte! Vivo!&lt;br /&gt;Olhe para Jesus e veja o Cristo que lhe oferece vida e vida em abundância. Aprenda isso hoje! Leia só o v.26, os outros vocês já conhecem. &lt;br /&gt;Conte de novo os verbos desse verso 26. Nove, apenas em um versículo. Quanta ação! Quanta dinâmica! Quanta benção! Quanta oportunidade! Quanta misericórdia! Quanto milagre!&lt;br /&gt;E faça da vida um sacramento diário permanente, porque tudo que lhe tem sido absolutamente comum, repetido, não é monótono nas mãos do Senhor Jesus.&lt;br /&gt;Se a vida lhe parece isso, convide o Senhor! Diga — Senhor Jesus, assente-se aqui comigo! Enquanto eu vou comendo, faz  o milagre eucarístico. &lt;br /&gt;Toma o que é meu, que já me cansa, e transforma em teu corpo, redivivo e eterno. E me faz viver, Senhor, eucaristicamente.&lt;br /&gt;Deus abençoe você! Deus abençoe a Primeirona! E participe assim da Santa Ceia. &lt;br /&gt;Reparem que, desse ponto de vista, ela não lhe dá sono. Reparem que o andar dos presbíteros, que tem que ser lento, não cansa a sua paciência. &lt;br /&gt;Lembrem-se que — Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu a seus discípulos, dizendo: tomai, comei;  isto é o meu corpo. &lt;br /&gt;Deus nos abençoe! Amém!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-3989299707457507571?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/3989299707457507571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/aprendendo-luz-da-palavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/3989299707457507571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/3989299707457507571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/05/aprendendo-luz-da-palavra.html' title='Aprendendo à luz da Palavra'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-4613108629061607841</id><published>2009-04-22T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T07:25:16.726-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peixes e pão'/><title type='text'>Ainda há algum recurso</title><content type='html'>João 6.1–15 —&lt;br /&gt;Evangelho de João, capítulo seis, que nos fala da multiplicação de pães e peixes. Historia muito conhecida, não só pela igreja, mas por muita gente. Porque é um acontecimento que se conhece por outros meios, não só através da bíblia, mas através da TV e do cinema. Agora, é um acontecimento que realmente impressiona. Vamos ler então.&lt;br /&gt;João 6.1-15 — Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. 2 Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. 3 Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. 4 Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. 5 Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? 6 Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. 7 Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço. 8 Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: 9 Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? 10 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. 11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. 12 E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido. 14 Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. 15 Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.&lt;br /&gt;Está ai! O texto fala por si mesmo. O texto é bastante claro, e nos coloca dentro do acontecimento. Porque nos mostra a beleza do milagre de Jesus, mas também nos revela lições preciosas que nos servem até os dias de hoje.&lt;br /&gt;Porque todo registro sagrado tem um objetivo último, que é o de trazer à nossa consideração aquilo que nos serve agora. Não apenas uma simples lembrança do que se passou, mas as aplicações para as nossas vidas, hoje.&lt;br /&gt;Reparem. Uma grande multidão, cerca de cinco mil homens, além das mulheres e das crianças. Era muita gente!&lt;br /&gt;Num lugar deserto, afastado dos povoados, porque foi um lugar, que Jesus escolheu para descansar um pouco. Portanto, um lugar retirado.&lt;br /&gt;O dia já estava no fim, a noite vinha chegando, e Jesus percebeu que aquela gente que estava com ele há tanto tempo, certamente já devia estar com fome. &lt;br /&gt;O senhor percebeu, também, que se despedisse aquela multidão como estava, não daria tempo para chegarem às suas casas. Entretanto, não havia condições de se alimentarem antes do regresso. &lt;br /&gt;Era uma situação de emergência, e Cristo, sensível a tudo isto, aproveita o incidente para realizar um milagre e para nos ensinar lições importantíssimas.&lt;br /&gt;Assim, Jesus diz a Filipe — Filipe, onde compraremos pães para lhes dar a comer? — E Filipe responde — Não lhes bastaria duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.&lt;br /&gt;Reparem como é interessante a atitude de Filipe, diante da pergunta de Jesus — Onde compraremos pães para lhes dar de comer?&lt;br /&gt;Não que Jesus precisasse da resposta. Até o próprio texto diz que Jesus perguntou isso para experimentar Filipe, porque Ele já sabia muito bem o que estava para fazer.&lt;br /&gt;Ou seja, a pergunta é para provocar em Filipe uma atitude. E a atitude está posta aqui. Respondeu-lhe Filipe — Não bastaria a essa gente duzentos denários de pão para receber cada um o seu pedaço. &lt;br /&gt;Não era pouco dinheiro, não. Aqui está um homem como tantos outros. Aqui está um homem comum. Aqui está um homem que se encontra em qualquer lugar. Aqui está um homem que faz contas.&lt;br /&gt;Prontinho, fez as contas na hora!  Calculou tudo, olhou a multidão, pensou no preço &gt; duzentos denários não bastariam.&lt;br /&gt;A visão de Filipe é uma visão objetiva, é uma visão da realidade fria. É a visão de qualquer pessoa comum. Se Jesus lhe fizesse esta pergunta, você não responderia muito diferente disto, não. &lt;br /&gt;Porque é assim que, normalmente, a gente responde a esse tipo de pergunta. Onde compraremos pães para toda essa gente? &lt;br /&gt;Essa pergunta se repete em nosso dia-a-dia. Não necessariamente, na necessidade do pão, mas nas diferentes necessidades da nossa vida. &lt;br /&gt;A vida que é um dom de Deus, a vida que Deus sustenta, nos faz essa pergunta em nome de Jesus! Onde? Onde encontraremos pão?&lt;br /&gt;Como alimentaremos a multidão? Onde está o recurso? Onde obteremos o sustento? Onde descobriremos aquilo que esperamos?&lt;br /&gt;Está é a pergunta que prevalece o tempo todo, em todos nós. Esta é a pergunta que se repete, no nosso dia-a-dia. Por isso é que Jesus faz a pergunta. &lt;br /&gt;Reparem que Jesus pergunta, mas sabendo muito bem o que estava para fazer.  O Senhor Jesus não estava interessado em saber onde e como comprar o pão. Onde? Com que dinheiro?&lt;br /&gt;Não, Jesus não estava interessado nisto, não. Estava interessado na resposta de Filipe. Porque a resposta de Filipe é, quase sempre, a resposta de cada um de nós.&lt;br /&gt;Porque quando surgem as necessidades, quando surgem os imprevistos, quando surgem as emergências, a pergunta se impõe. — Onde? Onde vamos arrumar recursos? &lt;br /&gt;E as contas são feitas! Fazemos as contas. Não necessariamente as contas que vão pagar o pão. Não! Mas as contas que precisamos para responder aos compromissos da própria vida.&lt;br /&gt;As nossas contas resultam nas contas de Filipe. Não nos bastariam duzentos denários de pão para receber cada um o seu pedaço.&lt;br /&gt;Não tem jeito. Não tem dinheiro. Porque duzentos denários, que era uma grande quantia, não seria suficiente.&lt;br /&gt;É assim que respondemos a esse tipo de pergunta. Pergunta que é feita, freqüentemente, não pelas pessoas, mas pela própria vida.&lt;br /&gt;E é pela vida que a pergunta de Jesus se renova. — Filipe, o que é que vamos fazer? Está ai a multidão, mais de cinco mil pessoas. Estamos aqui, num lugar distante dos recursos. A noite já chegou. E agora Filipe! Como é que vamos resolver essa questão?&lt;br /&gt;Não é isso que a vida pergunta a você, tantas vezes. Quando cai a noite. Quando cai a noite é a hora do silêncio. É a hora da solidão. &lt;br /&gt;É a hora em que cada um se encontra consigo mesmo, na sua intimidade. Aí, essa pergunta vem forte. Onde? Onde conseguiremos os recursos?&lt;br /&gt;E qual é a resposta que surge? É quase sempre a resposta de Filipe. — Ah! Nem duzentos denários. Nem mil reais. Nem cinco mil reais resolve.&lt;br /&gt;Onde? Cadê os recursos, pergunta a irmã Neuza e a sua família! Onde, Senhor, comprar esses pães? Como comprar os remédios? Onde estão os recursos para tanta necessidade? Onde?&lt;br /&gt;E fazemos as contas, esticamos aqui, encolhemos ali. Não tem jeito. E é assim que tanta gente vive a responder esta pergunta, que insiste em cada um.&lt;br /&gt;Mas, hoje ou amanhã, você terá que responder a esta pergunta. Onde compraremos os pães? Mas não pense em pães. Pense em tantas outras coisas que fazem parte das nossas necessidades.&lt;br /&gt;O lugar é deserto. O lugar é afastado. Os recursos estão distantes. Não há dinheiro suficiente.&lt;br /&gt;A pergunta de Jesus parece uma pergunta má. Quem não raciocinar direito pode até pensar isso &gt; Esse Senhor Jesus é muito mau. Que pergunta maluca. Ele sabe muito bem que é impossível alimentar tanta gente.&lt;br /&gt;Mas é isto mesmo. A pergunta de Jesus é a pergunta da vida, que, às vezes, é má sim. É má sim. Quantas vezes a vida se apresenta a nós dessa forma? Cruel. Impiedosa. É ou não é?&lt;br /&gt;— Pastor, não sei o que faço. Nem duzentos denários resolve, nem sei onde comprar.  Tá muito difícil, tá muito difícil. Tenho que pagar a prestação do fogão e não tenho dinheiro! &lt;br /&gt;Puxa vida! Eu não pensei que chegasse a tanto. E como é que eu resolvo isto. Já fiz as contas, nem duzentos denários! Nem toda a minha inteligência, nem toda a minha cultura , nem toda a minha competência. Nada disso adianta, pastor!&lt;br /&gt;Aí está a pergunta. Aí está a resposta. A resposta de Filipe é a resposta de muita gente. É a resposta do ser humano comum. &lt;br /&gt;Mas agora, repare no v.8. — Um dos discípulos de Jesus chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas o que é isto para tanta gente? &lt;br /&gt;Muito interessante! Se a pergunta de Jesus parece revelar um Senhor mau, que provoca e incentiva a dificuldade, a palavra de André nos parece mostrar um homem tolo. &lt;br /&gt;Diante daquilo. Mais de cinco mil pessoas. Jesus querendo saber como alimentar. Onde comprar. Filipe dizendo que não tem jeito. Nem uma quantia tão grande. &lt;br /&gt;Então, vem esse tal André  dizer isso a Cristo — Mas, Senhor, tem um rapaz aí com cinco pães e dois peixinhos. — E acrescenta — O que é isso para tanta gente?&lt;br /&gt;Então pra quê que disse?  Pra quê disse isso, se ele mesmo reconhece que isto é nada para tanta gente. Por que disse? &lt;br /&gt;Era o caso de alguém lhe dizer — Ô André, não era melhor você ter ficado calado! Porque pra você vir dizer isto, era melhor você não dizer nada.  &lt;br /&gt;Agora, por que André disse isto? Ah! Porque, agora, não é o homem comum que falou. O homem das contas negou a possibilidade de uma solução. Contas que não resolvem. &lt;br /&gt;Mas, agora, é o homem da fé que fala. Ele se lembrou de tudo. Ele se lembrou do que Jesus já fizera. E disse, lá dentro de sua alma: — Senhor, eu sei que é muito pouco, mas olha aqui, tem  ali, cinco pães e dois peixinhos.&lt;br /&gt;Ah! Nessa atitude de André, encontramos essa fé, que estava ali, percebendo a impossibilidade do momento, mas enxergando, o poder do seu mestre. Poder que ele já testemunhara.&lt;br /&gt;Ah! Esse é o homem incomum. Esse é o homem crente. Esse é o cara! A pessoa crente não é uma pessoa que se exclui da vida. &lt;br /&gt;A pessoa crente não é uma pessoa que censura as outras. A pessoa crente não é uma pessoa que julga as outras pessoas. O homem crente é o homem que vê possibilidade onde não existe.&lt;br /&gt;— Ah! Senhor, não pense que sou um tolo, porque sei muito bem de que isto nada vale, mas tem aqui, ó, cinco pães e dois peixinhos. E eu sei do que Tu és capaz. &lt;br /&gt;— A palavra de Filipe não me bastou. Está bem, ele está correto. É impossível. Não há recursos. Não há tempo. Mas eu já te vi, Senhor, fazendo grandes sinais. E eu sei que há uma chance aqui. Ainda há alguma possibilidade aqui.&lt;br /&gt;É possível porque Tu estás aqui, Senhor. A multidão te espera. Ainda há algum recurso. Então, é possível. É possível. Toma, Senhor! &lt;br /&gt;Ai Jesus diz — É isso mesmo, André. Era isso o que eu queria ouvir. Filipe disse o que se espera de todos. Mas o que quero é essa atitude de fé.&lt;br /&gt;Sem cálculos, sem medições, sem matemática. Uma visão de quem enxerga a possibilidade. Vem cá, André, junta-te aos discípulos. Pegue estes pães e esses peixes, que passo a abençoar, e alimenta esta gente. &lt;br /&gt;Mas pode ter parecido aos discípulos uma absoluta loucura, e fica muita gente pensando: — Como é que foi isso? Jesus pegou ali, num passe de mágica, e apareceu um monte de pão. Será que foi cada pedaço que cada um recebia que se transformava em um pão?&lt;br /&gt;Não entendo! Não interessa! Não se perca nisso! Como foi? Eu não quero nem saber!&lt;br /&gt;O que eu quero saber é que as cinco mil pessoas, ou mais, foram alimentadas. E além disto, recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.&lt;br /&gt;Porque milagre é assim! Não queira explicar o milagre! Creia nele. Deixe que ele se realize na sua vida. Creia na soberania do Senhor, porque Ele faz do jeito que ele quer.     &lt;br /&gt;Mas que haja fé! Quando a pergunta surgir, e surgirá!  — Onde compraremos pães para tanta gente? — A pergunta surgirá em você, em sua vida! Como? Como, Senhor?&lt;br /&gt;A vida há de lhe perguntar isso. Como? Fiz as contas e não tem jeito. Nem se eu tivesse duzentos denários.&lt;br /&gt;Nessa hora, faça como André. — Olha Senhor, Filipe está certo. Eu não posso discordar dele, mas que contas são estas. Porque tem uma coisa, Senhor, que tal aqui cinco pães e dois peixinhos.&lt;br /&gt;Jesus dirá — É o bastante. É o bastante! Traga! Traga seus cinco pães e dois peixinhos. E ai deixe comigo.&lt;br /&gt;Isto é milagre! Milagre é aquilo que os cálculos declaram inviável, impossível. Portanto, quando nós tomamos decisões administrativas na igreja, nenhuma delas se baseia em cálculos. Porque não nos bastariam duzentos denários. Ainda que pareça muito. &lt;br /&gt;Mas temos aqui, Senhor, cinco pães e dois peixinhos. Temos aqui uma comunidade. Temos aqui um povo que se multiplica nas tuas mãos. Toma aqui, Deus! Toma aqui, Senhor, o nosso pouco! Porque é contigo que contamos.&lt;br /&gt;A noite chegou, mas ainda não se fizeram as trevas. O povo é grande, mas Tu estás presente. Tu és o Senhor e continuas conosco! Estás aqui! Não leves em conta a nossa pobreza, Senhor Jesus.&lt;br /&gt;São cinco pães e dois peixinhos, para mais de cinco mil. Mas é o que temos, e para nós é o que serve. Nas tuas mãos, Senhor, hão de se multiplicar de maneira extraordinária!&lt;br /&gt;É assim que vive o povo de Deus &gt; Como André. Como Filipe, vive este mundo, sem resposta. — Onde compraremos? Ah! Senhor, nem duzentos denários seriam suficientes.&lt;br /&gt;Mas o povo de Deus não é assim. O povo de Deus é um povo que pega o que tem e diz: Senhor, só temos isto. Tá bom?&lt;br /&gt;E o senhor responde à nossa súplica — Tá bom! Deixe comigo.&lt;br /&gt;Deus abençoe a igreja! Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-4613108629061607841?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/4613108629061607841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/ainda-ha-algum-recurso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4613108629061607841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4613108629061607841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/ainda-ha-algum-recurso.html' title='Ainda há algum recurso'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-908375066124044301</id><published>2009-04-12T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T19:41:57.549-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='soberba'/><title type='text'>Afastamento de Deus</title><content type='html'>Êxodo 32 – Esse texto é um texto que fala a respeito da idolatria de Israel, quando eles saíram do Egito. Esse texto fala do bezerro de ouro que eles fizeram para adorar. &lt;br /&gt;Possivelmente, muitos aqui já ouviram mensagens baseadas nesse texto, falando qual é o bezerro de ouro da sua vida e coisas desse tipo. &lt;br /&gt;Eu não pretendo tratar a respeito disso, porque Deus colocou no meu coração falar uma outra coisa com a amada igreja nesta noite. &lt;br /&gt;Naturalmente também, a mensagem dessa noite NÃO será algo inédito, algo novo, porque não existe nada de novo debaixo do sol.&lt;br /&gt;Sempre que a gente pensa que irá falar algo que nunca foi dito antes, depois a gente descobre que muitas pessoas falaram a respeito daquele assunto.&lt;br /&gt;No entanto, vamos, nesta noite, meditar a respeito desse texto, sobre algumas coisas que chamaram a minha atenção, quando eu o li nestes dias de feriado.&lt;br /&gt;Êx 32.1-10 — Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte (monte Sinai = Orebe), acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2  Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3  Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao SENHOR. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. 7 Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz (coração). 10 Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação.&lt;br /&gt;Perigos que corremos quando nos afastamos de Deus. É a respeito disso que eu gostaria de refletir com os irmãos, nessa noite. &lt;br /&gt;Sempre que nos imaginamos bons o suficiente em determinada área da nossa vida, nós corremos o risco de errar, exatamente, naquilo em que nos tornamos capazes, naquilo em que nos achamos melhores.&lt;br /&gt;Isso acontece porque haverá um relaxamento natural, quando achamos que somos infalíveis naquilo que fazemos. Isso é uma mostra na nossa soberba, da nossa arrogância.&lt;br /&gt;Quanto mais hábeis, ou capazes, nós somos, ou nos tornamos, em determinada área de atuação, mais nós corremos o perigo de nos achar bons o suficiente, e assim, banirmos da nossa mente a idéia de que precisamos da ação divina para nos orientar.&lt;br /&gt;Por exemplo, há pouco tempo atrás, um homem chamado Steve Irving (lembram-se dele?), um dos homens mais capazes e acostumado a lidar com animais selvagens. &lt;br /&gt;Um cara que enfrentava tigres, serpentes venenosas, crocodilos e todo tipo de animal, mergulhou pra caçar tubarões, foi atacado por uma arraia, cujo ferrão penetrou no seu coração e ele morreu.&lt;br /&gt;Esse homem era um camarada hábil. A TV chegou a mostrá-lo alimentando crocodilos ferozes com seu filho pequeno no colo. Isso gerou uma polêmica muito grande nos Estados Unidos e no mundo.&lt;br /&gt;Mas a confiança dele era tão grande, a capacidade que ele possuía era tão extraordinária, que ele achava que tinha completo domínio sobre qualquer situação que envolvia sua própria vida. &lt;br /&gt;Ele pensava que jamais seria atacado e morto por um crocodilo, por uma serpente ou por um tubarão. Aí, de repente, ao mergulhar para caçar tubarões ele é atacado e morto por uma arraia.&lt;br /&gt;Quando NÃO tomamos certos cuidados, nossas habilidades geram em nós um certo tipo de soberba e de auto confiança. Coisas que podem determinar o nosso fracasso e a nossa destruição.&lt;br /&gt;Na nossa vida cristã, muitas vezes, nós nos acomodamos, pensando que já sabemos de tudo, e isso pode nos levar à ruína. &lt;br /&gt;Quanto mais você achar que já sabe tudo de teologia, tudo da Bíblia, que você já tem a salvação e não precisa se preocupar com mais nada, mais próximo você está do fracasso espiritual.&lt;br /&gt;Isso foi o que aconteceu com o povo de Israel. E isso tem acontecido com muitos crentes nos dias de hoje. Israel viu muitos milagres, muitas intervenções de Deus para lhe dar livramento.&lt;br /&gt;No entanto, esse texto nos conta a história de uma das traições mais terríveis, de um dos atos mais vis, mais infames, contra Deus, quando eles resolvem fazer um bezerro de ouro pra adorar.&lt;br /&gt;Esse texto é a demonstração da vida de um povo auto confiante que analisou a sua situação através de uma visão henoteista.&lt;br /&gt;Eu vou explicar o que é isso. Tem gente que tem medo de falar certas palavras e depois não saber explicar o que significam. O henoteismo é uma crença, ou forma de religião, em que se cultua um só Deus, mas SEM que se exclua a existência de outros deuses.&lt;br /&gt;O povo de Israel cria no Deus todo poderoso, mas cria também em deuses menores, criados ou inventados por eles mesmos. Ou seja, eles criam no Deus do pacto, mas NÃO o consideravam um Deus supremo a quem deveriam amar e servir com exclusividade, e se santificar a esse Deus.&lt;br /&gt;É assim que a gente entende que o afastamento de Deus, claramente visível nesse texto, é também um afastamento completo da confiança e da fé que devemos ter no Deus da Aliança.&lt;br /&gt;Quando nós nos afastamos do Deus das Escrituras, da Palavra de Deus, nós corremos alguns perigos.&lt;br /&gt;Em 1º lugar – Um perigo é esquecer  que a intervenção de Deus nas nossas vidas acontece no tempo que o próprio Senhor determinou que acontecesse.&lt;br /&gt;É isso o que nos diz o v.1 — vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que aconteceu com ele.&lt;br /&gt;Reparem que Deus havia libertado de forma extraordinária, o povo de Israel de seus inimigos. Aquele povo acabara de ver a atuação milagrosa de Deus em suas vidas, retirando-os do Egito, libertando-os do jugo de Faraó, fazendo-os passar a pés enxutos pelo Mar Vermelho. &lt;br /&gt;Mas esse povo, além de ser um povo ingrato, era um povo vexado, um povo que não sabia esperar o tempo de Deus. Eles haviam passado 430 anos como escravos no Egito, mas foram incapazes de esperar um pouco mais, porque Moisés havia se retirado por apenas 40 dias para falar com Deus no monte Orebe. &lt;br /&gt;Assim, quando nos esquecemos que a intervenção de Deus nas nossas vida acontece no tempo do Senhor e não no nosso, nós tentamos culpar ao próprio Deus pela demora e nos afastamos Dele. É aqui que mora o perigo.&lt;br /&gt;Moisés se ausentara para subir ao monte Sinai e receber das mãos de Deus as Tábuas da Lei, receber de Deus a orientação necessária para suas vidas. Mas, na ausência de Moisés, o povo se impacienta, achando que Moisés estava demorando muito.&lt;br /&gt;Isso evidencia a arrogância e a soberba daquele povo que não sabia entregar os seus caminhos ao Senhor, descansar Nele, e esperar com paciência.&lt;br /&gt;Aí eles se entregam à idolatria. Esse é um dos pecados mais funestos, mais infames que alguém pode cometer contra Deus. Sempre que desejamos algo e não sabemos esperar em Deus, quando passamos a confiar em nossas próprias capacidades para fazer isso ou aquilo, corremos o risco de nos entregar à idolatria. &lt;br /&gt;Corremos o risco de achar que Deus NÃO tem competência para fazer o que queremos, e que podemos fazer tudo com as nossas próprias habilidades. Ou seja, tiramos Deus de cena e colocamos o homem como o centro de tudo.&lt;br /&gt;Mas as coisas não funcionam assim. Deus é o Senhor soberano e tudo no universo está no controle Dele. Tudo acontece no tempo de Deus, e não no nosso.&lt;br /&gt;Eu me lembro que na época daquele acidente do avião da Gol que se chocou com um jatinho Légacy, quando morreram 155 pessoas, um cidadão foi entrevistado no aeroporto de Manaus.&lt;br /&gt;Essa pessoa contou que chegou para embarcar naquele vôo, mas o seu nome não constava na lista de reservas. Ele esbravejou e discutiu para tentar embarcar, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;Aí ele recebe a notícia de que o avião caiu e que todos morreram. Imaginem como deve ter ficado a cabeça desse cidadão. E ele diz na entrevista — Foi Jesus quem me salvou. Não morri porque Deus não quis. Ele tem um propósito na minha vida...&lt;br /&gt;As coisas acontecem no momento de Deus, não no nosso. E quando nos afastamos de Deus, nos tornamos mais vulneráveis a não compreender isso.&lt;br /&gt;Em 2º lugar – Esse texto nos ensina que, quando nos afastamos de Deus, corremos o perigo de ter medo de dizer NÃO. Mesmo quando o SIM vai contra a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;É isso o que dizem os v.2-6 — Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3  Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao SENHOR. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.&lt;br /&gt;Que coisa terrível fez Arão. Ele teve medo de dizer NÃO, sabendo que o SIM seria ofensivo a Deus. E isso é muito comum nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Muitas vezes, nós ficamos com medo de magoar as pessoas e acabamos sendo coniventes com os pecados que elas praticam, com os atos perversos que elas realizam.&lt;br /&gt;Arão era irmão de Moisés, um homem que viu as grandes maravilhas que Deus realizou no meio de seu povo. No entanto, em vez de se manter firme, como sacerdote que ele era, e dizer NÃO ao que o povo lhe havia pedido, ele faz, exatamente, o que o povo quer.&lt;br /&gt;Arão sucumbe ao desejo do povo. Esses v.2-6 mostram que ele não sabia a quem deveria agradar, aos homens ou a Deus. Imaginem a confusão que estava acontecendo na cabeça de Arão. &lt;br /&gt;Porque, entre agradar a Deus ou agradar a homens, não pode haver dúvida no coração do verdadeiro crente. Sempre que quisermos agradar às pessoas, terminamos por desagradar a Deus.&lt;br /&gt;Reparem que Arão faz o bezerro de ouro, mas, ao mesmo tempo, ele tenta se justificar diante de Deus, criando um caminho, como se diz, “em cima do muro”.&lt;br /&gt;Claramente, Arão tenta agradar aos homens e a Deus. Como se diz, agradar a “gregos e troianos”. E sempre que isso acontece, nós desagradamos a Deus.&lt;br /&gt;O v.5 mostra isso de maneira taxativa — Arão, vendo isso, — vendo o que? Que o povo adorou o bezerro que ele fez — edificou um altar — para tentar resgatar na mentalidade do povo o henoteismo... a crença de que eles poderiam adorar a vários deuses, mas que existia um Deus maior &gt; é por isso que ele disse — Amanhã, será festa ao SENHOR.&lt;br /&gt;Nesse verso, nós vemos Arão achando que o seu SIM para o povo, construindo aquele objeto de idolatria, poderia ser consertado depois, pela adoração ao Deus verdadeiro. &lt;br /&gt;Ou seja, pela construção de um altar onde eles deveriam buscar o Deus vivo. No entanto, quando nós agimos assim, nós perdemos a identidade de servos de Deus e passando a idéia de um deus frouxo e sem caráter. Um deus permissivo que nos deixa fazer todas as coisas.&lt;br /&gt;(ilustração) Quinta feira eu estava no super mercado, e o cidadão que estava na minha frente, começou a conversar sobre a falta de responsabilidade e seriedade do povo brasileiro... Aí, vira-se e diz — Eu passei sábado, domingo e 2ª feira no carnaval de Barra de São Miguel. Mas, na 3ª feira, eu voltei pra Maceió e fui pra missa na igreja dos Capuchinhos... (olha aí o henoteismo &gt; um deus permissivo que nos deixa fazer todas as coisas).&lt;br /&gt;Nós não podemos servir a dois senhores. Ou servimos a Deus de maneira integral e completa, ou servimos ao diabo. Mas nesse mundo em que vivemos, nós estamos sempre sofrendo pressões. &lt;br /&gt;Há pressões na área política, na área social, na área moral. Nós sofremos pressões pra dizer SIM a diversos bezerros de ouro, como por exemplo, ao adultério, ao homossexualismo, à corrupção... &lt;br /&gt;Ou seja, sofremos pressão para aceitar a idéia de um deus que é conivente com os nossos pecados, que não cobra nada de nós, que sempre vai entender as misérias dos pecados que praticamos.&lt;br /&gt;Tem gente que chega a dizer que Deus é tão bom que nós nunca chegaremos a sofrer as conseqüências desses nossos maus comportamentos.&lt;br /&gt;Todavia, os crentes têm que dizer NÃO a todas essas coisas, mas não dizem por medo das pressões. Então, as pessoas fazem dois altares &gt; um onde as satisfações do coração são preenchidas, outro onde tentam adorar a Deus.&lt;br /&gt;Em resumo, nós temos que dizer SIM para aquilo que Deus diz SIM, e dizer NÃO para aquilo que Deus diz NÃO.&lt;br /&gt;Em 3º lugar – Esse texto nos ensina que, quando nos afastamos do Senhor, corremos o perigo de deixar de respeitar a Deus, mesmo sendo Deus quem ele é.&lt;br /&gt;Esse é um perigo tremendo, porque corremos o risco de banalizar uma relação que deveria ser estruturada a partir do respeito e do temor.&lt;br /&gt;Reparem o que diz o v.7-9 — Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz (coração). &lt;br /&gt;A visão do povo estava tão obscurecida, turva, embaçada, quanto à grandeza de Deus como Senhor e Rei, como Criador do Céu e da Terra, que a analise deles estava centrada no homem. Estava centrada em Moisés, na atuação de Moisés na libertação do Egito.&lt;br /&gt;É isso o que nos revela o v.1, v.7 e v.8 &gt; Moisés, o homem que nos tirou do Egito... Reparem que Deus usa, inclusive, de ironia e diz a Moisés &gt; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu... &lt;br /&gt;Porque é assim que o povo pensa, que foi Moisés quem os tirou do Egito. E a Palavra acrescenta &gt; São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.&lt;br /&gt;Ou seja, não existe aqui nenhuma menção de que foi DEUS quem os tirou do Egito. Vemos aqui, portanto, um óbvio destemor e desrespeito para com Deus.&lt;br /&gt;Vemos aqui o povo atribuindo a glória ao homem. Glória que deve ser atribuída unicamente ao Deus Todo Poderoso, Criador de todas as coisas. SOLI DEO GLORIA.   &lt;br /&gt;Ou seja, quando nos tornamos fabricantes de ídolos, esses ídolos nos mostram a quem, de fato, nós servimos. A idolatria toma de Deus o temor e o respeito que deveríamos ter pelo Senhor, porque coloca o homem como o centro de todas as coisas, faz do homem deus...&lt;br /&gt;Se somos crentes, devemos temer e respeitar somente a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. O Senhor é que deve ser o centro da nossa adoração.&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, a igreja dita cristã está, hoje, cheia de cristãos idólatras. E não pensem que idolatria se refere somente a adoração de imagens. Não!&lt;br /&gt;A idolatria é qualquer ato que nos distancia da verdadeira adoração a Cristo Nosso Senhor. A idolatria é qualquer ato que coloca qualquer outra coisa como mais importante do que Deus na nossa vida.&lt;br /&gt;Assim, por exemplo, o dinheiro pode ser uma idolatria para nós. E a Bíblia diz que os idólatras não herdarão o Reino do Céu... Portanto, como crentes, não podemos deixar que nada assuma importância maior na nossa vida do que Cristo.&lt;br /&gt;O nosso trabalho, a nossa família, os nossos bens, as nossas amizades, enfim, nada deve ser mais importante do que Jesus Cristo na nossa vida.&lt;br /&gt;Quem nos salvou, quem nos libertou do império do pecado, quem nos tirou das trevas e nos trouxe para sua maravilhosa luz, foi Deus, foi Cristo... Portanto é a Ele que devemos dedicar toda a nossa adoração. &lt;br /&gt;Meditem, portanto, nos perigos que corremos quando nos afastamos de Deus. SOLI DEO GLORIA. Amém e graças a Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-908375066124044301?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/908375066124044301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/afastamento-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/908375066124044301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/908375066124044301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/afastamento-de-deus.html' title='Afastamento de Deus'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-8358806628388819151</id><published>2009-04-08T05:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T05:26:38.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visão'/><title type='text'>A visão ampliada de Deus</title><content type='html'>Gn 13.14-18&lt;br /&gt;A fonte da nossa reflexão, nesta noite, é o livro de Gênesis capitulo 13 a partir  do versículo 14. Essa história que vamos ler agora, ela resulta de um momento de separação entre Abraão e toda a gente que vivia com ele. &lt;br /&gt;É a separação de Abraão de Ló, seu sobrinho, e toda a gente que também vivia com Ló. Eles agora possuíam gado, bens, mas ainda não tinham uma terra em que pudessem se fixar.&lt;br /&gt;E como a casa de cada um deles havia crescido bastante, as suas posses também se ampliaram, o seu gado se desenvolveu, e eles precisavam de mais espaço.&lt;br /&gt;A Bíblia nos versículos anteriores —  e você em casa depois pode conferir — diz que Abraão propôs a Ló uma separação. E Abraão com sua capacidade de dividir as coisas, permitiu que o seu sobrinho Ló escolhesse a terra que pretendia habitar, com sua casa, com o seu gado, com as pessoas que com ele viviam.&lt;br /&gt;E diz o texto, anteriormente, que Ló escolheu as Campinas do Jordão. Ló foi esperto. Escolheu a melhor terra, a terra fértil. Porque era assim naquele tempo, antes da destruição de Sodoma e Gomorra.&lt;br /&gt;Assim, reparem, na hora da escolha, Ló, inteligentemente, escolheu as Campinas do Jordão. E Abraão ficou com o que restara. &lt;br /&gt;É neste contexto de separação, de divisão de espaços, ainda que não possuídos integralmente, que a historia acontece. &lt;br /&gt;Vamos, então, ler agora, a partir do verso 14 do capitulo 13 de Gênesis  — Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele: Abraão ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; 15  porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e a tua descendência para sempre. 16 Farei a tua descendência  como pó da terra, de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. 17 Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na largura; porque eu ta darei. 18 E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos Carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom, e levantou ali um altar ao Senhor.&lt;br /&gt;Aí está a historia, aí está o momento, aí está à separação, aí está a nova realidade que Abraão teria que viver. Eles haviam acabado de chegar do Egito, onde viveram por algum tempo, devido à escassez de alimentos na terra que lhes era prometida.&lt;br /&gt;E, agora, estavam de volta! Abraão ali estava, com a terra que lhe restara, com a perspectiva da posse de um território que lhe sobrou, uma vez que Ló havia escolhido o melhor pedaço. &lt;br /&gt;Mas é neste contexto que Deus diz a Abraão — Abraão ergue os olhos! E olha! Olha a terra! Olha para o norte, para o sul, para o ocidente, para o oriente. Porque toda esta terra que vês, Eu darei a ti.&lt;br /&gt;Mas, reparem, irmãos, o que está no texto, e que nos chama a atenção. Olhem bem esse v.14 — Ergue os olhos e olha – diga a igreja - e vês desde onde estás.&lt;br /&gt;Isso, às vezes, nos escapa na leitura do texto. Por quê? Porque chama muito mais a atenção Palavra do Senhor, falando da experiência, da expectativa e da amplitude da promessa.&lt;br /&gt;Assim, deixamos de perceber a expressão — Ergue os olhos, Abraão, e olha desde onde estás. — Olha daí! &lt;br /&gt;Eu não sei, exatamente, onde Abraão estava.  A Bíblia nos dá uma idéia geográfica muito geral, mas exatamente onde Abraão estava não sabemos. &lt;br /&gt;Mas isso não importa. Importa é saber que era de onde Abraão estava que ele devia olhar. Deus não tira Abraão de onde ele estava para levá-lo a um pináculo de templo que nem existia, ou ao cume de uma montanha onde pudesse ver mais.     &lt;br /&gt;Não, não, não. Deus não faz isso. Ele diz — Abrão, olha de onde estás, olha a partir da tua realidade, agora. Olha pro norte, olha pro sul, olha para o oriente, olha para o ocidente. E vê o que puderes ver.&lt;br /&gt;É isso que Deus nos diz. É isso o que Deus diz a você e diz a mim insistentemente. Olhe de onde você está, porque não dá para olhar de onde NÃO estamos. &lt;br /&gt;Deus NÃO nos impõe uma impossibilidade. Deus NÃO nos diz: Olha do céu; olha do fundo do mar; olha dos confins da terra. Não! Olha de onde você está! &lt;br /&gt;Olha a partir dessa realidade em que você vive. Uma realidade que talvez, hoje, é muito pequena e limitada. Uma realidade que é frágil e assustadora! Olha daí!&lt;br /&gt;Porque, reparem,  Ló escolheu o bom pedaço da terra. Aquele pedaço  que lhe pareceu bom. As Campinas do Jordão eram uma terra fértil, onde seu gado haveria de crescer e alimentar-se com fartura.&lt;br /&gt;Parece, portanto, que sobrou o pior pra você, não é Abraão?  Você não se sente assim nessa região montanhosa? Olha! Confere a sua realidade. — Porque tudo o que vês eu te darei — diz o Senhor. &lt;br /&gt;O que é que você vê hoje? Se Deus dissesse a você, agora, Gil, olha pro norte, pro sul, pro oriente, pro ocidente de onde você está. Certamente, a Gil veria muito pouco. Nós também veríamos muito pouco.&lt;br /&gt;Mas Abraão olhou.  — Pois é, Abraão, tudo isso que você está vendo Eu darei a você. Mas Eu darei muito mais, porque de onde você está, Abraão, você não pode ver tudo o que Eu posso dar a você. &lt;br /&gt;Porque, prossegue o texto no v.15 — porque toda essa terra que vês, eu a darei, a ti e a tua descendência para sempre.    &lt;br /&gt;Uma terra para Abraão e sua descendência para sempre. Poderia ser uma terra pequena, poderia ser a terra que Abraão conseguia ver de onde estava, mas Deus, diz no v.16 — Farei a tua descendência  como pó da terra, de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência.    &lt;br /&gt; Ah! Abraão!  Você olhou de onde você está?  Você viu a terra que Eu lhe darei? Não! Você não viu, não. Você pensa que viu! Porque a terra que lhe darei é muito maior do que você pode ver. &lt;br /&gt;Porque o que lhe darei será a terra que vai ser habitada por sua descendência incontável, como pó da terra. Não, Abraão, a sua descendência  será tão grande que não caberá na terra que você pode ver de onde você está.&lt;br /&gt;Porque a promessa de Deus é assim... A promessa de Deus é sempre muito maior do que podemos ver. Às vezes, a nossa esperança fica assim tão diminuída, porque só podemos ver de onde estamos. &lt;br /&gt;Será que eu posso ver o Clima Bom de onde estou? Não, não posso! Mas, lá no Clima Bom, estará a Segunda do Tabuleiro. É como se Deus tivesse me dito há quatro anos trás: — Pedro, de onde você está olha e veja a minha igreja. &lt;br /&gt;E eu teria visto a Primeirona, como vi. E Deus me diria — Pois bem, a igreja que Eu lhe darei é muito maior. Ela está no Clima Bom, ela está no Salvador Lira, ela está na Forene. Ela está não sei lá onde. A 2ª, a 3ª, a 4ª IP do Tabuleiro...&lt;br /&gt;— Abraão a terra que darei a você não é essa terra que você vê de onde você está. Não, ela é muito maior. &lt;br /&gt;Portanto, de onde você está, você não vê o que Deus pode oferecer a você. Você vê apenas o que seus olhos alcançam. E é por isso que as pessoas desanimam e enfraquecem, porque vêem tão pouco.&lt;br /&gt;As pessoas somente conseguem ver a sua dor, a sua crise, o seu medo, a sua insegurança, a sua limitação, a sua escassez. E é isso que as pessoas vêem, muitas vezes, de onde estão. &lt;br /&gt;E é isso que as pessoas têm porque é isso o que Deus lhes dá. Mas, meu irmão, vá além disso. Porque se Deus nos desse apenas o que podemos ver de onde estamos, a nossa esperança seria muito pequena.&lt;br /&gt;Ah! eu me lembro quando propus ao conselho da Primeirona as obras que já completamos aqui. Vocês se lembram de como era a Congregação, como era a igreja quando ela foi organizada? Lembram?&lt;br /&gt;Foi como se Deus dissesse ao Conselho — Olhe de onde você está. — E o conselho viu o saldo de caixa da igreja e disse. — É, Senhor, talvez dê pra fazer o gabinete pastoral e nada mais.&lt;br /&gt;Mas Deus disse — Mas é maior, é incontável, e tudo isso darei a Primeirona. E Ele deu! E nós fizemos a obra que era pra ser feita aqui. &lt;br /&gt;Graças a Deus por isso! De onde veio o dinheiro? Não tenho a menor idéia! Foi com sacrifício? Foi! Não me peça para fazer uma obra dessa na sua casa. &lt;br /&gt;Não pense que eu conseguiria do mesmo jeito, porque não coube a mim, nem aos presbíteros, mas coube a esse Deus maravilhoso que diz assim: — Olha de onde você está! &lt;br /&gt;Parece pouco não é, mas Eu darei a você isso que você vê agora e muito mais. Porque a sua descendência, que será incontável como o pó da terra, não habitará essa terra pequena que podes ver. Porque a terra que tenho para você é muito maior.&lt;br /&gt;É isso o que Deus nos fala sempre. É isso que Deus nos propõe sempre. Que olhemos de onde estamos, sim, porque esta é a nossa realidade. &lt;br /&gt;Mas que possamos, na Graça do Senhor, na visão da nossa fé, ver além, muito além. Para que possamos realizar muito mais do que pensamos.&lt;br /&gt;Tem gente que não realiza porque só vê de onde está. E não consegue ver através dos olhos do Senhor. Isso é maravilhoso!&lt;br /&gt;Aí, Deus, depois de dizer isso a Abraão, continua no v.17, confira: — Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na largura; porque eu ta darei. &lt;br /&gt;Disponha-se,  Abraão! Você já olhou, já viu, já percebeu que Eu posso lhe dar muito mais.    Então, agora, se levante e percorre essa terra de Norte a Sul. Do Oriente ao Ocidente. &lt;br /&gt;Sai do seu lugar, Abraão! Sai de onde estás! Vai para mais alto, para que você veja mais longe, para que você amplie a sua perspectiva. Para que a terra que você pode enxergar, agora, seja uma terra muito mais ampla. &lt;br /&gt;Levante-se! Sai do seu lugar! Percorre passo a passo, porque a terra é tão grande que você não pode percorrê-la de uma vez só. Caminha lance a lance. Disponha-se! Mexa-se, agite-se. Sai dessa mesmice, reage! &lt;br /&gt;E Abraão, mudando as suas tendas foi habitar nos Carvalhais de Manre que estão juntos a Hebrom. Abraão deu o primeiro passo. Coisa maravilhosa!&lt;br /&gt;Desde o início, a vida de Abraão foi uma vida de desafio. Desde Haram, lá na Mesopotâmia, quando Deus o chamou pela primeira vez: — Abraão sai da tua terra, da tua parentela e vai para uma terra que te mostrarei. &lt;br /&gt; E Abraão saiu.  Abraão obedeceu. E, agora, novamente, ele se move.  Abraão era um homem de ação, de atitudes. E você? Como é você?  Você também vai se mover? &lt;br /&gt;Que bom que seja assim. Você está olhando aí do seu lugar? Tá olhando? E o quê você está vendo? O quê você está vendo a respeito da sua vida? Parece pouco? Mas Deus vai lhe dar  muito mais.&lt;br /&gt;Entretanto,  você somente poderá ver mais do que você vê hoje, se você sair deste lugar em que você está. Apequenado, diminuído, limitado.&lt;br /&gt;Saia! De um passo para o norte, para o sul, para o oriente, para o ocidente. Vá pra frente, volte atrás se for preciso. Desvie para o lado eventualmente. Mas saia! Vá tomando posse de tudo aquilo que lhe pertence. A promessa é para você. Mas a conquista é sua.&lt;br /&gt;E termina o texto. — E chegando aos Carvalhais de Manre que estão juntos a Hebrom —  a igreja diz —  e levantou ali um altar ao Senhor.&lt;br /&gt;Reparem como termina o texto. Abraão era um homem extraordinário. Ele  levantou ali um altar ao Senhor. &lt;br /&gt;Ou seja, quando ele conquistou aquilo que primeiramente pode, Abraão não perdeu a consciência de que Deus lhe dera a oportunidade. &lt;br /&gt;Abraão não se engrandeceu em si mesmo, não se vangloriou. Não se tornou prepotente, não se achou poderoso demais. Mas levantou um altar ao Senhor e prestou culto. Agradeceu. &lt;br /&gt;E disse: — Senhor, entendi.  Senhor, acredito! Senhor, eu creio e quero Te servir.  Já me deste um pouco, certamente me darás todo lugar que meus pés puderem pisar, porque não ficarei mais parado. &lt;br /&gt;Não estarei mais estacionado. Verei de outros ângulos. Eu Te cultuo, meu Deus! Eu Te bendigo! E é Contigo que vou. E aonde eu chegar e no lugar em que estiver ali erigirei um altar a Ti. E a minha vida será um permanente culto a Ti, Senhor. E cada vitória minha será creditada à Tua Graça e ao Teu poder. &lt;br /&gt;Não perca isso! Porque, às vezes, as pessoas se movem, saem dos seus lugares, conquistam espaços, mas se esquecem de Deus. É ou não é?&lt;br /&gt;Abraão chegando a Manre, junto a Hebrom, levantou um altar ao Senhor. Deus abençoe você nesta noite.  De onde você está! Erga os seus olhos. Levante a sua cabeça. &lt;br /&gt;Veja tudo que pode ser seu. E ainda assim será pouco, porque Deus tem muito mais.  Portanto, mexa-se, ande, saia do seu lugar, de um passo, liberte-se desta realidade que limita a sua vida, que limita a sua a visão, que limita a sua a perspectiva. &lt;br /&gt;E vá por este mundo erigindo altares ao todo Poderoso.  Ao nosso Deus Maravilhoso, ao Senhor Jesus.&lt;br /&gt;Amem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-8358806628388819151?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/8358806628388819151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/visao-ampliada-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/8358806628388819151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/8358806628388819151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/visao-ampliada-de-deus.html' title='A visão ampliada de Deus'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-9173536619501110410</id><published>2009-04-06T07:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:12:20.414-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='25ª hora'/><title type='text'>A Vigésima Quinta Hora</title><content type='html'>Mc 6.45-52 — Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. 48 E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! 51 E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos, 52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.&lt;br /&gt;Reparem que esse texto que lemos nos fala de um momento; nos fala de tempo; nos fala de horas. O v.45 começa dizendo — Logo a seguir... &lt;br /&gt;Ou seja, o texto fala de um tempo seguinte, após a multiplicação dos pães... Esse é um tempo, registrado na cronologia humana, no qual Jesus obrigou os discípulos a embarcar e passar para o outro lado do lago. &lt;br /&gt;O v.47 diz — Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar... — Esse é um outro tempo; uma outra hora, outro registro cronológico. &lt;br /&gt;Nesse tempo agora, estava o barco no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. O v.48 diz assim — E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite...&lt;br /&gt;Aqui o texto fala de um outro tempo, uma outra hora, um outro registro cronológico. Vocês estão acompanhando? Se houvesse relógio, naquela época, certamente o evangelista teria escrito de outra forma. &lt;br /&gt;— Às três horas, lá pelas cinco e meia, ao cair da tarde, lá pelas duas e pouco da manhã... —  A nossa vida é assim! A nossa vida é toda sinalizada por tempos, por registros cronológicos.  &lt;br /&gt;O culto começa às 19:00 horas. A previsão é para terminar por volta das 11 da noite, né? Portanto, dormir, só lá para a meia noite, né?  E assim, vamos.  &lt;br /&gt;E, assim, o relógio se torna parte de nosso corpo. Tem gente que, nem para tomar banho, tira o relógio, e eles são feitos para isso mesmo, a prova d’água, impermeáveis. &lt;br /&gt;Mas, existe uma hora, existe um tempo, há um registro cronológico, que não integra os nossos relógios. Porque essa hora chega sem aviso. &lt;br /&gt;É o tempo do imprevisto. É o tempo daquilo que não se conta; daquilo que não se espera. É o tempo daquilo que não se prevê; daquilo que, muitas vezes, não queremos. &lt;br /&gt;Esse foi um tempo na vida daqueles discípulos. Depois de cair a tarde, eles já estavam longe da terra, no meio do Mar da Galiléia, num tempo que não tem registro preciso. &lt;br /&gt;O evangelista diz no v.48 — por volta da quarta vigília da noite... Era mais ou menos 3 horas da manhã. Nessa hora eles se viram em dificuldade, e o mar se agitou, o barco ficou ameaçado, o vento era contrário, tudo estava escuro. &lt;br /&gt;Isso não estava previsto. Essa é a hora que não está registrada em nossos relógios. Certamente, você já está com a sua noite  toda programada. &lt;br /&gt;Você vai chegar em casa daqui a pouco, é ou não é? Talvez, tome um copo de leite, antes de deitar, ou vá jantar, como eu e Lysia, ou ainda fazer uma visita à sua mãe, ou ver um filme na TV, e é muito justo que seja assim. &lt;br /&gt;Tudo bem definido! Mas, se você sair daqui da Primeirona e ali, no meio da rua, sem qualquer aviso, você for surpreendido por alguma coisa que você não esperava?... &lt;br /&gt;Muda toda a sua cronologia, não muda? Muda todo o seu planejamento. E é assim que acontece com muita gente, com todo mundo. &lt;br /&gt;É a hora que não está em nosso relógio. Essa é a hora mais difícil da nossa vida. Quase sempre! Às vezes, esse não previsto é até bom. Pode ser essa hora não programada que traga uma boa notícia... &lt;br /&gt;Mas ninguém percebe muito essa hora. O que guardamos, o que destacamos é a hora do imprevisto que incomoda, como esta dos discípulos. &lt;br /&gt;A hora de uma tempestade que chegou no meio da noite e que dificultou a navegação e a viagem. É como se fosse a vigésima quinta hora. &lt;br /&gt;Porque, reparem, o relógio marca vinte e quatro horas. Mas essa hora imprevista é como se houvesse uma vigésima quinta. Quem sabe você não está vivendo essa hora, neste momento? &lt;br /&gt;Quem sabe você não está vivendo a sua vigésima quinta hora? Porque, essa vigésima quinta hora, a hora do imprevisto, a hora do não planejado, a hora do que não queremos, é, primeiramente, a hora das trevas, da escuridão, das sombras ao cair da noite. &lt;br /&gt;Estava o barco no meio do mar, e Jesus, sozinho, em terra. E, em seguida, Jesus vendo que eles estavam em dificuldade... Estava escuro. &lt;br /&gt;A noite havia chegado ao Mar da Galiléia. Era a madrugada do Mar da Galiléia! Não era a noite do Tabuleiro. Não era a noite da Primeirona. &lt;br /&gt;Era a noite das trevas, da escuridão, das sombras que envolvem. E nas trevas, é a hora que perdemos as referências. Porque na escuridão não vemos aquilo que nos ajuda a caminhar. &lt;br /&gt;Era uma tempestade. Dizem os outros evangelhos que era uma tempestade. Certamente, o céu estava escuro, a terra estava distante. &lt;br /&gt;Era um mar imenso, encapelado, açoitado pelas ondas. O barco balançando para lá e para cá, e não se via nada. A hora das trevas é a hora da perda das referências. &lt;br /&gt;Nada se vê! Essa é uma hora terrível! Porque, quando temos as nossas referências, nós vamos andando, vamos caminhando. Sabemos para onde vamos, temos a posição de tudo aquilo que orienta a nossa caminhada. &lt;br /&gt;Mas, quando tudo se faz escuro e a luz falta, você sai esbarrando em tudo, tropeça nos outros, e você já não caminha com velocidade... e, ás vezes, resolve parar mesmo. &lt;br /&gt;É melhor ficar quieto, para não se arranhar e esperar que a luz se faça outra vez. A vigésima quinta hora é, antes de tudo, a hora do imprevisto, porque é a hora das trevas, da perda das referências. &lt;br /&gt;Não havia terra para se ver; não havia estrela que orientasse a navegação. Era só o escuro. Quem vive um imprevisto não desejado, sente esta realidade da escuridão que se faz, das trevas que se implantam. &lt;br /&gt;E não há como andar, é ou não é? O caminhar fica difícil. Você tropeça aqui, tropeça ali, bate na parede, se machuca na quina da cama... &lt;br /&gt;Você já viveu isso? A vigésima quinta hora, que é a hora do imprevisto não desejado, não é apenas o tempo das trevas, mas é, também, e por conseqüência, o tempo do medo. &lt;br /&gt;Reparem no v.49 — Os discípulos, porém, vendo Jesus andar sobre o mar, pensaram tratar-se... —  De quê? — de um fantasma!&lt;br /&gt;Aquele que vinha pra salvar, aquele que vinha pra recompor a paz e a tranqüilidade do mar; aquele que vinha para cessar o vento, para tornar clara a noite, para revelar as referências de uma boa caminhada, foi identificado, equivocadamente, por um fantasma. &lt;br /&gt;Por quê? Porque a hora das trevas é a hora, também, do medo! Porque, no escuro, tudo se deforma, nada se vê com clareza e nitidez e, aquilo que é, torna-se uma outra coisa. &lt;br /&gt;O Senhor Jesus se torna um fantasma, e a solução de um problema se transforma em pânico! “É um fantasma!” O Senhor Jesus vira um fantasma. &lt;br /&gt;É assim com muita gente que é alcançada pela vigésima quinta hora, a hora do imprevisto não desejado, a hora que não se registra no relógio: A vigésima quinta hora. &lt;br /&gt;É gente, assim, envolvida pelas sombras e pelas trevas, gente sem referências, gente assustada, que não vê solução, que não percebe a salvação que chega. &lt;br /&gt;É gente assim que identifica tudo de maneira equivocada! São as sombras que assustam. Você já esteve num lugar assim, bem escuro? &lt;br /&gt;Um lugar assim, num sítio como a do Zé Roberto, que mora lá na Grota? Você já esteve num lugar assim? &lt;br /&gt;Lá na casa do Roberto e da Elizama é assim. Se faltar luz, é uma escuridão tremenda. E todo mundo corre para dentro de casa para acender uma vela. &lt;br /&gt;Porque, lá fora, as árvores balançam, os arbustos se mexem, os barulhos se intensificam e nós começamos a ver aquilo que não existe. &lt;br /&gt;Eu conheço uma pessoa que jura que viu uma “mula sem cabeça”. Coitado! Era um cachorro muito grande, abaixado, comendo alguma coisa no chão. No escuro parecia um animal sem cabeça. &lt;br /&gt;Porque tudo se deforma mesmo, na escuridão e na sombra, é ou não é? Os movimentos criam imagens de coisas que não existem. Foi assim que Jesus pareceu para eles um “fantasma”. &lt;br /&gt;Aquele que, antes, multiplicara os pães, aquele que, antes, com poder, havia alimentado a multidão, aquele que chegava com a sua figura que tranqüiliza, é aquele que implanta o medo e o pavor. &lt;br /&gt;— É um fantasma! Foi assim!  — As sombras e as trevas fazem isso conosco. Ninguém gosta de escuridão! &lt;br /&gt;Mas, a vigésima quinta hora é assim &gt; a hora que não está no relógio, a hora do imprevisto, a hora do não desejado. É a hora das trevas, da perda das referências. &lt;br /&gt;E, por isso, é a hora do medo, quando tudo se deforma, quando as imagens se fazem assustadoras, quando o que é deixa de ser e, o que não é, se torna real. &lt;br /&gt;Eles viram um fantasma que não existe. Homens! Eu fico imaginando Pedro vendo um fantasma... O grande Pedro, corajoso, forte, pescador, vibrante, impetuoso, voluntarioso, tremendo de medo: &lt;br /&gt;— Misericórdia, João, é um fantasma! André, me dá a tua mão. —Claro que ele não fez isso! Mas ficou com medo, muito medo sim! Porque tem muita gente grande que treme de medo. &lt;br /&gt;Eu também! Eu não sou tão forte e nem tão grande... O que é que você anda vendo por aí? Nessa sua vigésima quinta hora? Você anda vendo fantasmas? &lt;br /&gt;Será que você NÃO está percebendo a chegada do Senhor Jesus? Será que você somente consegue enxergar as trevas? Será que você não tem referência alguma, em meio às sombras da sua vida, sombras que deformam tudo o que você vê?&lt;br /&gt;Será que você NÃO enxerga a providência chegando por sobre as águas da sua tempestade? Você está com muito medo, não é? &lt;br /&gt;Mas a vigésima quinta hora, a hora que não está no relógio, a hora do imprevisto não desejado, que é a hora das trevas, da perda das referências e, por isso, a hora do medo, que deforma a realidade, é aquilo que nos importa agora. &lt;br /&gt;Reparem no v.50 — Mas, logo, Jesus lhes falou — o quê? — Tende bom ânimo! Sou eu. &lt;br /&gt;A vigésima quinta hora, reparem, é a hora de Deus! Sabem por que? Porque não há tempo que não pertença ao Senhor Todo Poderoso. &lt;br /&gt;E, para o Senhor, não existem imprevistos não desejáveis. Para ele, tudo é conhecido, e o tempo é o tempo que se desfaz em sua eternidade. &lt;br /&gt;A tempestade que espantou os discípulos era a tempestade que estava ao alcance do conhecimento de Jesus que os viu lá da terra. &lt;br /&gt;E, vendo-os em dificuldade, foi a eles, andando por sobre as águas. Porque não há tempestade que impeça o caminhar do Senhor Jesus para buscar a cada um de nós. &lt;br /&gt;Essa é a hora da sua escuridão; da perda das suas referências. É a hora do seu medo, mas é, sobretudo, a hora de Deus. E é ele quem chega, desfazendo as trevas e cancelando o medo, dizendo:&lt;br /&gt;— Tende bom ânimo, sou eu! Paz! Não, não sou um fantasma! Vejam o que sou: O mesmo que tem caminhado com vocês. Eu sou a referência que vocês não podem perder. &lt;br /&gt;Ainda que as trevas se instalem, ainda que as estrelas desapareçam por trás das nuvens escuras da tempestade; ainda que a terra não se possa ver na distância do mar que leva você para longe, Eu sou a referência que vocês não podem perder. Sou eu! Não tema!” &lt;br /&gt;Que coisa maravilhosa! Não podemos perder esta referência do Senhor Jesus. Não podemos nunca confundi-lo com um fantasma, ou com alguma coisa que assusta...&lt;br /&gt;O Senhor Jesus tem que ser a nossa fé. Ele é uma realidade inconfundível, na hora da manhã, na hora da tarde, na hora da noite, na vigésima quinta hora. &lt;br /&gt;Não olhe para o seu relógio na sua crise. Antes de olhar o horário da sua consulta médica, antes de verificar o tempo que você tem que ir ao banco para resolver a sua dificuldade financeira, antes de ver a hora que passa e que lhe tira o sono, nas ansiedades de sua vida, veja uma hora que NÃO está no seu relógio. &lt;br /&gt;Tire o relógio! E veja o Senhor Jesus, porque essa é a hora de Deus! E, somente ele pode chegar sobre as águas, para desfazer as trevas, para aquietar o mar e restabelecer a caminhada com a sua voz poderosa, dizendo a você:  &lt;br /&gt;— Tenha bom ânimo! Não tema! Sou eu! — E, fazendo cessar o vento, subiu para o barco. &lt;br /&gt;Seja assim, não somente hoje. Seja assim, não apenas nesta hora que o seu relógio marca. Seja assim todo o tempo e todos os dias e, particularmente, nas suas vigésimas quintas horas.&lt;br /&gt;Deus abençoe você! Deus abençoe a Primeirona! Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-9173536619501110410?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/9173536619501110410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/vigesima-quinta-hora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/9173536619501110410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/9173536619501110410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/04/vigesima-quinta-hora.html' title='A Vigésima Quinta Hora'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-2248786926008641587</id><published>2009-03-31T07:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T07:51:58.239-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alegria'/><title type='text'>A VERDADEIRA ALEGRIA</title><content type='html'>2 Sm 6.1-23 — Tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil. 2 Dispôs-se e, com todo o povo que tinha consigo, partiu para Baalá de Judá, para levarem de lá para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o Nome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta acima dos querubins. 3 Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo. 4 Levaram-no com a arca de Deus, da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Aiô ia adiante da arca. 5 Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o SENHOR, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos. 6 Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. 7 Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus. 8 Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá; e chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. 9 Temeu Davi ao SENHOR, naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR? 10 Não quis Davi retirar para junto de si a arca do SENHOR, para a Cidade de Davi; mas a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu. 11 Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa. 12 Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi. 13 Sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados. 14 Davi dançava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. 15 Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do SENHOR, com júbilo e ao som de trombetas. 16 Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. 17 Introduziram a arca do SENHOR e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. 18 Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR dos Exércitos. 19 E repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa. 20 Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! 21 Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. 22 Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado. 23 Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.&lt;br /&gt;Todos nós queremos encontrar a Alegria, embora nem todos saibamos onde ou como encontrá-la. Ou, então, quando a encontramos, nem sempre sabemos reconhecê-la. &lt;br /&gt;Muitas pessoas, por não conhecerem a Alegria, a procuram em lugares errados, ou a confundem com outras coisas. Muitos não sabem diferenciar a Alegria de outras emoções, como o contentamento, o entusiasmo, a empolgação. &lt;br /&gt;O que é a Alegria e como encontrá-la?&lt;br /&gt;Este texto fala de um acontecimento importante da vida do povo de Israel &gt; o transporte da Arca de Deus para a recém conquistada cidade de Jerusalém, que fora transformada em capital do reino por Davi. &lt;br /&gt;Davi entendeu que o local da morada do rei deveria ser também o local da morada de Deus, onde a Arca deveria residir definitivamente. &lt;br /&gt;A Arca foi, então, levada pelo próprio rei Davi, escoltada por um número grande de pessoas escolhidas por ele, da cidade onde estava até Jerusalém. &lt;br /&gt;Isso aconteceu não sem atropelos, pois o transporte da Arca se deu em duas etapas. Durante a ida da arca para Jerusalém, ocorreu um episódio que ilustra bem a nossa vida na presença de Deus &gt; Davi, diante de Deus, encheu-se de Alegria.&lt;br /&gt;Agora, o que é A Verdadeira Alegria?&lt;br /&gt;1º.  A Verdadeira alegria é estar na presença de Deus (v.1-5, 21)&lt;br /&gt;É importante definir logo o que é a Alegria. Alegria é conhecer a Deus e estar na Sua presença. Alegria é estar onde Deus está (Sl 21.6). &lt;br /&gt;Alegria é sentir a presença de Deus em qualquer circunstância, quer seja boa ou não. Alegria, mais do que um sentimento, é um estado, uma condição, uma situação extraordinária. &lt;br /&gt;Alegria não é o oposto de tristeza. O oposto de tristeza pode ser contentamento. Não estar contente é estar triste. Não estar Alegre, entretanto,  não é estar triste: É não estar na presença de Deus. &lt;br /&gt;Alegria também não é sinônimo de prazer. Alegria é sentir vontade de celebrar a presença de Deus, a glória de Deus. É estar na presença de Deus e se alegrar com isto, sem outras intenções. &lt;br /&gt;Alegria é glorificar a Deus pelo que Ele é. É sentir-se bem por estar ao seu lado, da mesma maneira que nos sentimos bem por estarmos ao lado do pai de quem tanto gostamos, ou do filho a quem amamos, ou do amigo que nos faz bem, ou da mulher amada, com quem nos contentamos pelo simples fato de estar na sua presença. &lt;br /&gt;Para ficar claro: Alegria é o que o pai sentiu ao ter de volta o filho pródigo (Lc 15.11-32). Alegria é o que ocorre no céu quando um pecador se arrepende (Lc 15.10)&lt;br /&gt;A Arca da Aliança (ou Arca de Deus) era tida pelos israelitas como o local da morada de Deus e simbolizava a Sua presença. Ali Deus habitava. Ali Deus recebia a adoração, ali Deus estava constantemente presente. Sobre a Arca se invocava o Nome (presença) do Senhor. &lt;br /&gt;A Arca era, assim, o objeto que simbolizava o culto a Deus. A Alegria se relacionava a esse culto, simbolizado pela presença da Arca.&lt;br /&gt;Davi se alegrou por estar na presença de Deus, ao lado da Arca. Alegrou-se também por estar fazendo a vontade de Deus, pois Deus queria um lugar especifico para ali estabelecer a sua morada entre os homens. &lt;br /&gt;Davi se alegrou também por estar prestando um culto a Deus e por saber que sem Deus não existe a verdadeira alegria (v. 21).&lt;br /&gt;2º. A Alegria pode ser interrompida, dificultada, ou mesmo adiada, mas nunca vencida (v. 6-10)&lt;br /&gt;Nem sempre a alegria se apresenta diante de nós como gostaríamos. Às vezes ela se apresenta como tragédia. Outras vezes como tristeza. Outras vezes, ainda, como uma situação que não compreendemos. &lt;br /&gt;No texto, estamos diante de uma interrupção por uma tragédia. Um dos homens que estava transportando a arca morreu ao tocá-la. Isto poderia ter representado o fim da alegria, mas não representou. &lt;br /&gt;Nem a morte pode por fim à verdadeira alegria.&lt;br /&gt;Este episódio nos mostra que, mesmo em tempos de profunda alegria, e principalmente durante essa profunda alegria, a reverência, o respeito, o temor a Deus, fonte da nossa alegria, não pode ser deixado de lado. &lt;br /&gt;Há espaços sagrados; há momentos sagrados; há abordagens de Deus que são sagradas e das quais não podemos nos esquecer.&lt;br /&gt;A Alegria não pode ser confundida com satisfação ou bem-estar apenas. É muito mais do que isso. Davi, diante da morte do homem que tocou na arca sem permissão, teve dois sentimentos: se desgostou, isto é, ficou contrariado, aborrecido (v.8) e com medo (v.9). &lt;br /&gt;O aborrecimento e o medo poderiam acabar com a alegria de Davi, mas apenas deixaram a alegria dele adormecida. A alegria continuava presente, apenas não estava se manifestando naquele momento. &lt;br /&gt;Isso muitas vezes ocorre conosco. Às vezes pensamos que a Alegria se foi definitivamente, mas é apenas um afastamento temporário. São os contratempos que teimam em querer separar a alegria de nós. &lt;br /&gt;3º. Quando os obstáculos são vencidos, a alegria retorna com mais força (v. 11-19)&lt;br /&gt;A presença de Deus é capaz de abençoar e alegrar a qualquer um. Isto aconteceu com a família de Obede-Edom, em cuja casa a Arca ficou. &lt;br /&gt;Quando Davi soube disso, ele se recobrou do aborrecimento e do medo que sentira da presença de Deus e resolveu buscar novamente a fonte da sua Alegria.&lt;br /&gt;Agora já era uma alegria ainda mais intensa, pois ele havia provado de um contratempo. Ele sabia da alegria que havia sentido na vez anterior quando esteve próximo da arca (da presença de Deus), e assim perdeu o medo. &lt;br /&gt;Os obstáculos haviam sido vencidos. Era hora de fazer a alegria retornar. Quando a alegria retorna, após um obstáculo ser vencido, ela o faz com mais força (v.14). &lt;br /&gt;Quando a alegria se estabelece, a vontade que sentimos é de compartilhá-la com outras pessoas (v.19; Ne 8. 10-12)&lt;br /&gt;Infelizmente, nem todos alcançam a verdadeira alegria. Muitos estão muito perto dela, mas a deixam escapar (v.20-23). Este é o caso de Mical, filha de Saul e esposa de Davi. &lt;br /&gt;Ela estava muito perto de sentir a Alegria, muito perto da presença de Deus, mas resolveu desprezar a oportunidade. Preferiu censurar a Davi a experimentar ela mesma a Alegria.&lt;br /&gt;E você? Como está a sua relação com Deus? Você tem sentido a Alegria que só Deus pode lhe dar?&lt;br /&gt;E a Sua Alegria, como é? É duradoura? É do tipo que, mesmo diante dos obstáculos da vida permanece firme? Ou será que você nunca experimentou a verdadeira Alegria?&lt;br /&gt;Lembre-se disto: a verdadeira Alegria é estar na presença de Deus.  Que o Senhor abençoe a você, que o Senhor abençoe a Primeirona, e que todos nós possamos nos alegrar na presença de Deus. Amém!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-2248786926008641587?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/2248786926008641587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/verdadeira-alegria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/2248786926008641587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/2248786926008641587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/verdadeira-alegria.html' title='A VERDADEIRA ALEGRIA'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-8452202092612934961</id><published>2009-03-31T03:35:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T03:36:29.568-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Totalidade da Palavra'/><title type='text'>A totalidade da palavra de Jesus</title><content type='html'>João 20.19–23 — Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 20 E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. 21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. 22 E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.&lt;br /&gt;Esse é o relato de uma crise. Crise dos discípulos. Crise de pessoas recolhidas em suas casas, de portas fechadas, com medo, atemorizadas, sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;É ou não é o relato de uma crise? Com certeza! Porque as crises, nos levam a esse tipo de comportamento. As crises nos levam ao recolhimento de nos mesmos. Nos levam a introspecção, nos levam à solidão e nos deixam trancados em nós mesmos.&lt;br /&gt;Toda crise promove isso. Uma crise tira das pessoas o gosto pelo encontro, o prazer da comunhão uns com os outros. Porque quando uma crise se instala nas nossas vidas, pelo menos nos seus primeiros momentos, é quase sempre muito aguda, muito forte. &lt;br /&gt;A crise toma a nossa atenção por completo. Tudo a nossa volta parece deixar de existir. Tudo parece deixar de ter importância. Porque o que importa é a nossa crise. &lt;br /&gt;E ali estavam os discípulos trancados em casa, com medo dos judeus, fora da realidade que estava acontecendo lá fora. Ou seja, fora daquilo que estava ocorrendo na rua. &lt;br /&gt;É interessante observar que a crise que nos tranca, a crise que nos isola, é na verdade a crise que parece estabelecer em nós um comportamento de defesa.&lt;br /&gt;Era assim que os discípulos estavam &gt; Dentro de casa, portas trancadas, com medo dos Judeus. Eles queriam evitar que os judeus, que haviam matado o Senhor Jesus, pudessem entrar e matá-los também. &lt;br /&gt;É exatamente isso o que a crise faz em nós. Ela nos isola, ela nos tranca em nós mesmos, porque em nós mesmos existe essa disposição de defesa, de acovardamento... &lt;br /&gt;É preciso ficar escondido, para que aquilo que provoca a crise, não entre, não chegue perto de nós. Mas, reparem, é interessante que o texto, que sugere de imediato uma defesa dos discípulos, que sugere de imediato uma atitude de quem quer evitar a entrada do perigo, é na verdade aquilo que impede a saída.&lt;br /&gt;Eles estavam trancados SIM, para que os judeus não entrassem. Porque os judeus representavam o perigo, mas eles não perceberam que, trancadas as portas, eles mesmos NÃO podiam sair. &lt;br /&gt;É isso o que a crise tem de pior. Na sua fase inicial e mais aguda,  se não for resolvida, ela nos tranca de tal maneira, que nada entra, mas também NÃO saímos.&lt;br /&gt;E é terrível quando não temos saída. Essa era a crise dos discípulos. Qual era a saída deles? O que eles podiam fazer?&lt;br /&gt;Diante da realidade da crucificação do Senhor, diante da grandeza do poder daqueles que mataram Jesus, diante da vasta capacidade de intimidação do império romano que sufocava a nação de Israel &gt; O que é que eles podiam fazer? &lt;br /&gt;Gente tão simples, tão humilde, tão sem recursos, sem influência naquela sociedade. Gente sem saída, de portas fechadas, não para que não entrassem os judeus, mas sem perceberem, para que eles mesmos não pudessem sair.&lt;br /&gt;Tem gente vivendo crise assim! Tá na crise e não sabe como sair!   Há poucos dias uma pessoa me procurou, expôs seu problema e declarou: — Pastor, não sei o que fazer!&lt;br /&gt;Essa é declaração de quem não tem saída, de quem está de portas trancadas, de quem está procurando evitar que o perigo entre, mas sem perceber que NÃO pode sair. &lt;br /&gt;Aquela pessoa queria uma solução, queria que uma porta fosse aberta. Mas ela se trancou de tal maneira, que não sabia mais abrir. Era tanto o seu medo, era tanta a sua fuga, que ela se trancou de uma maneira que não abria mais. &lt;br /&gt;Era como se aquela pessoa tivesse perdido a chave, ou como se a fechadura estivesse emperrada. Terrível.&lt;br /&gt;Ali estavam os discípulos, em crise. Na crise dos sem saída. Quem sabe essa é a sua crise hoje? Quem sabe você olha a sua volta e não vê uma janela? Você não vê uma fresta, você não vê coisa alguma! Não tem para onde ir e não sabe o que fazer. &lt;br /&gt;E não sabe com quem contar, porque tem medo de tudo e de todos e desconfia de tudo e de todos. &lt;br /&gt;Porque, quem sabe, você foi enganado durante muito tempo. É como aqueles homens pareciam estar. Eles se sentiam enganados por Jesus.&lt;br /&gt;Jesus que lhes acenara com tanto, e agora se revelava morto. Reparem, não era esse o desanimo dos discípulos no caminho de Emaús, quando Jesus caminhou ao lado deles?&lt;br /&gt;Naquela ocasião, o que eles disseram ao Cristo Ressurreto, que eles não haviam conseguido identificar? Eles disseram: — Mas nós pensávamos que Ele haveria de redimir Israel. Nós pensávamos, que ele ia nos transformar numa realidade maravilhosa. E agora Ele está morto! &lt;br /&gt;Fomos enganados por esse homem! É verdade que Ele manifestou muito poder. É  verdade, que Ele sinalizou com uma capacidade extraordinária de realizar. Mas Ele agora está morto!&lt;br /&gt;Assim estavam os discípulos! Ainda que eles tivessem ouvido a noticia das mulheres, que descobriram no túmulo que Cristo havia ressuscitado.      &lt;br /&gt;Quem sabe você não se sente assim! Como quem foi enganado! E aí, para não ser enganado mais, você se tranca. E ninguém entra, mas também você não sai.&lt;br /&gt;Nesse texto, às vezes isso escapa a muita gente! Estava tudo trancado para não entrar. Mas eles não percebem que também não podiam sair.&lt;br /&gt;Porque o medo é assim mesmo, o medo imobiliza, o medo exclui, o medo faz as pessoas solitárias. O medo engessa as pessoas! &lt;br /&gt;A não ser que o medo se transforme em força realizadora. SIM! Porque o medo algumas vezes também faz isso. Tem um filme que passou na TV &gt; “Beijos que matam”. &lt;br /&gt;Esse filme falava de um maníaco sexual, que prendia mulheres num lugar deserto. Um lugar aparentemente sem saída, e elas com tanto medo nada faziam, e obedeciam cegamente as ordens do homem. Até que uma das mulheres, movida pelo medo, resolveu fugir... &lt;br /&gt;Portanto, não se preocupe tanto com seu medo. Preocupe-se com aquilo que você faz do seu medo. Porque o medo não é de todo ruim, não! &lt;br /&gt;O medo que imobiliza é também o medo que faz andar. O medo que engessa, pode ser o medo que liberta. Porque foi assim com os discípulos. &lt;br /&gt;Reparem, eles ali imobilizados pelo medo, aí chega Jesus. Não se sabe como! O texto não diz. Provavelmente, na sua realidade de ressurreto, o Senhor passou pela porta trancada. &lt;br /&gt;Não sei! O texto não diz. Só diz que Ele estava ressurreto. Uma realidade física nova. Uma realidade que nós um dia experimentaremos. E essa realidade física pode ultrapassar as paredes de uma casa, não sei! &lt;br /&gt;Ou quem sabe, Jesus já estava lá? E eles não o tinham identificado. Porque no caminho de Emaús, Jesus caminhou com eles, e eles não reconheceram Jesus. &lt;br /&gt;Quem sabe Jesus já estava dentro da casa e eles não viram. Só depois que Ele lhes mostrou - como diz o texto no v.20 – as mãos e o lado. Leiam com cuidado!&lt;br /&gt;Estou apenas levantando hipóteses, não estou afirmando. Mas a verdade é que lá estava o Senhor Jesus a lhes dizer o quê? Qual é a primeira palavra de Jesus? (v.19 e 21) Paz! Paz seja convosco!&lt;br /&gt;O que é isso? Você poderia imediatamente responder que Jesus está dizendo uma saudação. No oriente era assim! E ainda é! Paz, Shalon! Mas Jesus diz isso duas vezes. Já havia chegado, já havia saudado. &lt;br /&gt;— Paz seja convosco!  — É isso que Ele veio restabelecer. A paz  que seus discípulos haviam perdido. Jesus veio restabelecer a PAZ naqueles homens. Mas sabem por quê?&lt;br /&gt; Porque aqueles que lá estavam dentro da casa somente tinham retido o que era concreto, na palavra de Jesus. — Eu vou morrer! — Não foi isto que Ele disse. E Ele estava morto para os discípulos.&lt;br /&gt;Era disso que eles sabiam, era isso que eles conheciam, essa era a realidade imediata, concreta, palpável dos discípulos. Eles haviam perdido a totalidade da palavra de Jesus — Vou morrer, mas ao terceiro dia ressuscitarei. — Essa parte final eles esqueceram.&lt;br /&gt; Ainda que as mulheres tivessem vindo e tivesse dito — Olha Ele ressuscitou, e vai adiante de vocês! — Ainda que o próprio Senhor Jesus com tanto sinais de poder e força tivesse afirmado: — Eu ressuscitarei e estarei convosco até o fim.  &lt;br /&gt;Ainda assim essa palavra havia se perdido neles. Só lhe restava o que era concreto; a morte do seu mestre. E não é isso que geralmente nos resta?&lt;br /&gt;Porque é que muita gente não traz o dizimo? Ou todo mundo traz? Acho que não. Por que é que há pessoas que não trazem os seus dízimos com fidelidade. &lt;br /&gt;Sabem por que? Porque só conhecem metade da palavra. E trabalham com aquilo que é concreto, que é imediato, que é palpável, com as suas contas e seus saldos.&lt;br /&gt;Não percebem aquilo que ainda virá.  A providencia, o cuidado, o amor, a prosperidade. É só isso. Essas pessoas trabalham com o que têm, não com aquilo que podem ter.&lt;br /&gt;Trabalham com aquilo que é, não com aquilo que pode vir a ser. Os discípulos trabalhavam com a realidade do Cristo morto. Ou seja, não tinham mais a consciência do Cristo que haveria de ressuscitar. E ressuscitado Jesus ali estava. &lt;br /&gt;Não é essa a natureza da nossa fé? — A fé é a certeza das coisas se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem (Hb 11.1).&lt;br /&gt;A fé não se faz nas coisas que são, mas sobretudo nas coisas que serão. Se não, não é fé. Não! Eu trago o dizimo, porque eu não faço as minhas contas para isso, faço para outras coisas.&lt;br /&gt;Eu trago o dízimo porque Deus há de repor o que trago e multiplicado. Ele diz em Ml 3 — Eu abrirei as portas dos céus e derramarei sobre vós bênçãos sem medida.    &lt;br /&gt;Ali estavam os discípulos em crise, não por causa dos Judeus que os ameaçavam, mas por causa deles mesmos. Porque tinham perdido a totalidade da palavra de Jesus, viviam somente da metade da Palavra.&lt;br /&gt;“Eu morrerei!” Essa era a metade deles. Mas Jesus veio trazer a outra metade para recompor a totalidade da palavra e disse (v.20) — Aqui Estou, Ressurreto, vejam as Minhas mãos, olhem o Meu lado.&lt;br /&gt;Em nada eles eram diferentes de Tomé. Porque não acreditaram no testemunho das mulheres, assim como Tomé não acreditou no testemunho deles. Só depois que Jesus chegou e lhes revelou a realidade de seu corpo ressurreto, trazendo as marcas do seu sacrifício. &lt;br /&gt;O que é que você tem nas mãos hoje, de concreto? A sua enfermidade? A sua preocupação financeira? Os seus anseios ainda não atendidos? As suas dores, as suas inquietações, somente isso? Então você só tem a metade. &lt;br /&gt;Você está em crise, você está trancado? Ninguém entra, mas também você não sai! É preciso ouvir a voz de Jesus, que recompõe a inteireza das coisas e diz: — Paz seja convosco.&lt;br /&gt;Porque não há Paz na crise.  Aquilo que vocês esperavam que fosse já é. O saldo que ainda não se recompôs, já está recomposto. O anseio ainda não atendido, já está atendido.&lt;br /&gt;Porque não há porta fechada, parede por mais grossa que seja, que impeça a minha chegada. Porque, na verdade, já estou no meio de vocês!&lt;br /&gt;Eu prefiro até pensar que esta hipótese é melhor. Porque não é assim? Deus está conosco sempre. Porque, no dia que eu fechar a porta, Ele já está lá dentro comigo. E ainda bem!&lt;br /&gt;E o Senhor Jesus está me dizendo o tempo todo: Paz seja contigo! Paz seja contigo! Abre a porta! E ele diz aos discípulos (v.21)  — Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio.&lt;br /&gt;Não é aqui dentro, é lá fora. Não é na solidão da sua vida, mas é na comunhão de todos a sua volta. Não é no imobilismo da sua fé, mas é na dinâmica das suas convicções.  &lt;br /&gt;Onde é que você está? Trancadinho? Todo protegido, que bom? Só que você não sai. Tem que sair, mas não é sair de qualquer jeito. Não é sair decepcionado, como eles estavam. Não é sair sem a certeza.&lt;br /&gt;Mas é sair na confiança que esta palavra de Jesus nos traz. — Paz seja convosco! — E o que será já é. E o que virá, já veio. O que ressuscitará, já ressuscitou. &lt;br /&gt;Deus abençoe você. Deus abençoe a Primeirona. Amem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-8452202092612934961?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/8452202092612934961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/totalidade-da-palavra-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/8452202092612934961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/8452202092612934961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/totalidade-da-palavra-de-jesus.html' title='A totalidade da palavra de Jesus'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-4990804897121378692</id><published>2009-03-30T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T06:22:54.588-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida'/><title type='text'>A Torcida Que Fumega e a Cana Quebrada</title><content type='html'>A palavra de Deus sempre nos faz muito bem, sempre nos alimenta, nos dá ânimo para prosseguir na caminha da vida cristã. Então, abram as suas Bíblias, no Evangelho de Mateus, capítulo 12, e vamos, portanto, nos alimentar. &lt;br /&gt;Mt 12.14-21 — Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida. 15 Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16 advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, 17 para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: 18 Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. 19 Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. 20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. 21 E, no seu nome, esperarão os gentios.&lt;br /&gt;Jesus havia acabado de curar um homem na Sinagoga, no dia de sábado, o que pela lei lhe era proibido fazer. Pela lei dos fariseus, o espírito de observância do dia do descanso havia sido modificado. &lt;br /&gt;Eles transformaram o sábado em um tempo de absoluta impossibilidade, um tempo de nada se poder fazer. Mas foi na Sinagoga, num dia de sábado, que Jesus curou o homem da mão ressequida. &lt;br /&gt;E diz o texto, no v.14, que os fariseus conspiravam contra Jesus em como lhe tirariam a vida. &lt;br /&gt;Ainda que a lei dos fariseus determinasse que quem violasse o sábado deveria ser executado, na verdade, eles não estavam tão interessados assim na lei. &lt;br /&gt;Eles queriam tirar a vida de Jesus por um motivo velado, um motivo encoberto, um motivo ainda não declarado &gt; o ciúme. &lt;br /&gt;Por quê? Porque Jesus vinha, pouco a pouco, ganhando tanto prestígio entre o povo, ganhando tanta notoriedade, que tirava dos fariseus a admiração que o povo nutria por eles. &lt;br /&gt;E, é claro que isto despertou um sentimento ruim naqueles homens. Não lhes interessava que Jesus crescesse em popularidade. &lt;br /&gt;Assim, a vaidade moveu o coração deles, ao ponto e por pretexto da lei, buscarem executar aquele homem chamado Jesus que, aos poucos, crescia, diante dos olhos da nação. &lt;br /&gt;Mas, diz o texto que acabamos de ler, v.15, que Jesus, sabendo disto, que eles procuravam matá-lo, afastou-se dali, retirou-se de perto, evitou o confronto.  &lt;br /&gt;E Mateus nos traz à lembrança a palavra do profeta Isaías, que dizia (v.18-20) — Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo... &lt;br /&gt;Mateus está lembrando a palavra do profeta para definir a figura de Jesus, porque a profecia de Isaías apontava para o Messias que haveria de vir. &lt;br /&gt;A palavra do profeta Isaías caracteriza aquele que dos céus chegaria para redimir a nação de Israel. E Mateus traz à nossa lembrança a palavra do profeta. &lt;br /&gt;Pra quê? Com qual finalidade? Para dizer, a quem pudesse ler, depois, que aquele Jesus, ainda pouco conhecido, mas já muito popular, embora não conhecessem a sua figura como um  todo, que esse Jesus era o Messias, era o enviado da parte de Deus. Era o próprio Deus encarnado. &lt;br /&gt;Essa mesma palavra, lembrada por Mateus, é a palavra registrada no Evangelho, por ocasião do batismo de Jesus. Lembram? Quando Jesus foi batizado por João Batista? &lt;br /&gt;Diz o texto de Lc 3:22 que o céu se abriu e o Espírito de Deus, como uma pomba, desceu sobre Jesus e ouviu-se uma voz do céu que disse: — Este é meu filho amado, em quem a minha alma se compraz. &lt;br /&gt;É a mesma palavra. É a mesma palavra que Mateus vai registrar no monte da transfiguração, quando Jesus aparece resplandecente diante de Pedro, Tiago e João, tendo ao seu lado, Moisés e Elias.&lt;br /&gt;Ali mesmo, eles ouvem a mesma voz, que diz: — Este é meu filho amado, em quem me comprazo. — É a mesma voz... &lt;br /&gt;Por isso é que Mateus traz à lembrança &gt; Para dizer que esse Jesus, de quem pretendiam tirar a vida, não era um homem qualquer, mas era o Messias prometido, o Filho de Deus, o unigênito do Pai, o Deus encarnado, a divindade entre os homens. &lt;br /&gt;É muito importante perceber isso nesse texto. Esse Deus, distinguido pela profecia, reconhecido no Registro Sagrado, traz, em si, e revelado no texto, uma série de atributos. &lt;br /&gt;Reparem. Em 1º lugar - Esse Deus, esse Jesus, esse Messias prometido, essa divindade encarnada e presente entre os homens, é livre no seu agir. &lt;br /&gt;Porque, reparem, na leitura cuidadosa, entendemos o seguinte. Eles procuravam tirar a vida de Jesus, não só porque ele havia violado o sábado, mas, sobretudo, por inveja pela crescente popularidade de Jesus. &lt;br /&gt;Mas Jesus, sabendo disso, afastou-se dali. Entretanto, vejam o que diz o texto: — Muitos o seguiram e a todos ele curou. &lt;br /&gt;Reparem! A ameaça dos fariseus, o perigo iminente, a morte que rondava, NADA impediu o livre agir desse Deus encarnado. E ele, saindo dali, a TODOS curou, como havia curado o homem da mão ressequida. &lt;br /&gt;Jesus Cristo NÃO parou de fazer o bem; não se deixou intimidar; não se abateu diante da perspectiva sombria que se aproximava dele. &lt;br /&gt;Porque Deus é livre no seu agir! Nada pode definir a ação de Deus. Nada pode determinar o realizar divino. Deus age como quer, onde quer, à hora que quer. &lt;br /&gt;Não, irmãos, nós não podemos mover a ação de Deus; nós NÃO podemos determinar o agir divino, nem os nossos méritos podem fazer isso, porque não temos nenhum... &lt;br /&gt;Deus age em liberdade. Por isso é que Jesus sai dali e cura a todos que o seguiram. Mesmo ameaçado. A história tem mostrado isso. &lt;br /&gt;A história tem mostrado que, a despeito de tudo o que se possa ter feito para impedir a ação de Deus, foi tudo em vão. Nem o império romano, em toda a sua grandeza, em todo o seu esplendor, pôde inibir a ação de Deus na Igreja que nascia. &lt;br /&gt;E aqueles discípulos, tão pequenos, tão insignificantes, aqueles homens tão simples, pela ação livre do Senhor, se sobrepuseram às maiores forças da Terra, naquele tempo. &lt;br /&gt;A Igreja venceu. A Igreja subjugou o império romano. Porque Deus é livre no seu agir. Não podemos condicionar a ação de Deus a coisa alguma, porque Deus age como quer, onde quer, no tempo que quer. &lt;br /&gt;E, isso, muitas vezes nos confunde. Isso, muitas vezes, nos surpreende. Porque, às vezes, vemos a ação de Deus em quem não esperávamos ver. &lt;br /&gt;Você já ouviu essa frase? — Mas, por que Deus fez com fulano e não fez comigo? —  É como se a pessoa estivesse dizendo —  Eu não mereço mais? ...Eu não tenho sido muito mais merecedor do que fulano? &lt;br /&gt;Isso é condicionar, é impor a Deus aquilo que não se pode. Deus age em liberdade. Guarde isso na sua mente! &lt;br /&gt;Por isto é que Jesus, saindo dali, vendo a multidão que o seguia, a todos curou, mesmo sabendo, como diz o texto no v.15 — Mas Jesus, sabendo disto... &lt;br /&gt;Sabendo de quê? Que estava sendo ameaçado de morte (...mesmo sabendo disto...), Ele não se importou com isto, não se deixou intimidar, não temeu a ameaça, porque os fariseus NÃO lhe podiam fazer nada, se não lhes fosse permitido. &lt;br /&gt;O que eles fizeram com Jesus, a ponto de levá-lo ao calvário e ali o crucificarem, fizeram-no porque, em liberdade, na sua soberania, Deus permitiu. &lt;br /&gt;Isso era o plano divino, plano para salvar os pecadores arrependidos.  Os fariseus, naquele momento, não fizeram porque não eram fortes o bastante. &lt;br /&gt;Enquanto não chegou a hora, não puderam por as mãos em Jesus. E ali, portanto, vai o Senhor Jesus curando livremente. Maravilhoso isso! &lt;br /&gt;Deus é livre no seu agir. E, outra coisa,  Ele é fiel à sua palavra. O v.17 diz — para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta... &lt;br /&gt;Ou seja, o que foi dito, será feito! Se foi anunciado, será cumprido! Se foi manifesto, será concretizado! E, se o profeta de Deus disse, haverá de se cumprir. &lt;br /&gt;Deus é fiel à sua palavra. O Senhor é tão fiel à sua palavra, que não pode deixá-la de cumprir. Se Deus está obrigado a alguma coisa, é a si mesmo. &lt;br /&gt;Ele é livre em si mesmo, ele é livre de todas as coisas, mas por incrível que possa parecer, Deus é escravo de si mesmo. É escravo da sua própria Palavra. E isso é extraordinário! &lt;br /&gt;Deus é tão fiel, que não pode deixar de cumprir o que diz. E, se Deus diz, na sua palavra que aqueles que lhe pertencem não vivem sós, porque Deus estará com eles sempre, assim será. &lt;br /&gt;Isso significa que, ainda que você esteja vivendo um tempo difícil, ainda que lhe pareça que todos o abandonaram, até mesmo Deus esqueceu de você, certamente ele está com você, porque está escrito, pela boca dos que registraram o texto: &lt;br /&gt;— Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. &lt;br /&gt;E, se Deus disse, assim será! Você nunca está só, ainda que lhe pareça. Deus está com você, o tempo todo, de alguma forma, no mistério da sua onipresença, que escapa ao nosso entendimento. &lt;br /&gt;Aí está o Senhor! Por onde você for, lá vai o Senhor com você. Onde você pousar, lá pousará o Senhor. &lt;br /&gt;Se ele diz que aos seus NÃO faltará o sustento, porque está escrito, que Deus veste a erva do campo, que Deus alimenta as aves dos céus, muito mais a nós, assim é, e nada nos faltará, ainda que assim nos pareça. &lt;br /&gt;A providência do Senhor é infalível, porque Deus, livre no seu agir, é fiel à sua palavra. Você crê nisto? Crê? Que bom! Que bom! Você é bem aventurado. &lt;br /&gt;Porque não existe circunstância que impeça a sua caminhada. Não existe crise que o derrube. Porque, em você, existe a certeza de uma palavra infalível. &lt;br /&gt;E, se Deus diz que, em Cristo, perdoados estão os seus pecados, assim é! Não para que você viva pecando, mas para que você não sofra pela culpa de seu pecado e se castigue em penitências sem fim. &lt;br /&gt;Descanse no perdão divino, infalível. Repouse a sua cabeça no travesseiro, lembre-se da sua transgressão, mas não perca o sono por ela. &lt;br /&gt;Arrependa-se e descanse. E, na apropriação desse perdão, você encontrará todas as condições para não transgredir mais. É isso! Que coisa maravilhosa! &lt;br /&gt;E, se Deus diz, pela boca dos profetas bíblicos, que você estará, para sempre, com ele no paraíso, assim será! Quando o atual tempo de vida, que Deus lhe dá aqui na terra, cessar, a eternidade será definitiva. &lt;br /&gt;Aí sim, você verá Deus face a face, em Cristo Jesus, num lugar que ele prepara para você. E ninguém pode mudar isto, porque a palavra de Deus é infalível. &lt;br /&gt;Não que a gente viva na expectativa do céu, apenas porque vivemos neste tempo e nesta terra. Não é isso! O nosso viver cristão não é viver alienado do presente, mas é ter a perspectiva segura da eternidade. &lt;br /&gt;A eternidade num lugar extraordinário, que nem podemos imaginar.  A vida cristã é viver numa relação de vida, numa relação de comunhão, numa relação de diálogo com o próprio Senhor, e numa relação de uns com os outros. &lt;br /&gt;Assim será, porque o profeta disse, há muito tempo atrás, mas o tempo não invalidou a palavra e, um dia, ela se cumprirá.&lt;br /&gt;Aí está, diz Mateus, o servo amado em quem a alma de Deus se compraz.  É esse Jesus que querem matar. É esse Deus livre no seu agir, infalível na sua palavra e inesgotável na sua misericórdia... &lt;br /&gt;Reparem, vejam o que diz o v.20 — Esse — diz o profeta — Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. &lt;br /&gt;Você sabe o que é a torcida? Alguém sabe o que é torcida, no texto? Quem sabe? Não, não é a torcida do Flamengo, não! Torcida aqui é um pavio. Era uma tira de linho. &lt;br /&gt;Uma tira de linho retorcida, colocada na candeia cheia de azeite. E essa torcida, umedecida pelo azeite, tornava-se um pavio e, na medida em que ia queimando o azeite, a chama ia diminuindo e, cada vez mais e, no final do azeite, ela fumegava muito; soltava muita fumaça. &lt;br /&gt;Era tempo de apagá-la, trocar a torcida. Mas o texto não diz isso. Diz que Jesus, o Messias, o filho de Deus, o Deus entre nós, que age em liberdade, cuja palavra é infalível, é um Deus inesgotável em misericórdia e, em vez de apagar a torcida, ele a reacende. &lt;br /&gt;— Não apagará a torcida que fumega, nem esmagará a cana quebrada. &lt;br /&gt;Ou seja, Deus não se desfaz do que ainda é. Ele não desiste do que ainda é. A cana quebrada ainda é cana. Enquanto todos pisam e esmagam, Jesus a recompõe. &lt;br /&gt;Enquanto todos apagam a torcida e a trocam por outra, Jesus a reaproveita, a refaz, não a apaga, porque a sua misericórdia não é como o azeite que se esgota, mas é graça inextinguível. &lt;br /&gt;Existe, portanto, alguma coisa em você que Deus ainda quer aproveitar. Há alguma coisa em você, a despeito de você parecer uma cana quebrada, que serve apenas para ser esmagada. &lt;br /&gt;Ainda que você pareça uma torcida, que só produz fumaça e deve ser trocada, Deus NÃO quer esmagar você, nem apagar você, porque você ainda é cana, você ainda é torcida. &lt;br /&gt;Nas mãos de Deus, tudo se renova. A cana se ergue e a torcida dá luz.  O Senhor não é um Deus que desiste de você. O Senhor não é um Deus que constata que não tem mais jeito, como nós dizemos, muitas vezes, de nós e dos outros: &lt;br /&gt;— Não tem mais jeito! É caso perdido! – Não é assim? — Esse é caso perdido, este é torcida fumegante; só resta apagá-lo! Este é cana quebrada; basta esmagá-lo. &lt;br /&gt;Deus, não faz isso! Jesus, não faz isso! Porque a sua misericórdia dura para sempre. Deus não apagará a torcida que fumega, nem esmagará a cana quebrada. &lt;br /&gt;Ao contrário. Ele restaura, ele recompõem, ele torna a fazer.  Assim tem sido. Gente de quem se dizia: “Não tem jeito!”  &gt; É gente recuperada, é gente refeita, é gente recriada na graça do Cristo Jesus. &lt;br /&gt;É nova criatura.  E você que tem a impressão de que só sai fumaça de você mesmo.  Você que tem a impressão de que em pé você nem fica mais, porque parece uma cana que se quebrou, saiba que Jesus pode fazer muito mais. &lt;br /&gt;Não! Não! Ele não quer descartar você. Antes, o Senhor Jesus quer renovar você, porque há coisas em você que, nas mãos do Senhor, se renovam. Porque você é criatura Dele. &lt;br /&gt;Deus é livre no seu agir, fiel à sua palavra, inesgotável em sua misericórdia. Por isso, diz o texto, no seu final, v.21 — E, no seu nome, esperarão os gentios.&lt;br /&gt;Quem eram os gentios? Os que não pertenciam a Israel. Eram os “demais”; eram os “restantes”; eram “a sobra”; eram os “excluídos”; eram os “desfavorecidos”. &lt;br /&gt;Esses esperarão em nome do Senhor. Você, quem sabe, excluído da saúde; quem sabe, excluído do bem-estar social; quem sabe, excluído da alegria. &lt;br /&gt;Sua esperança é Jesus! Esse Jesus que age livremente, acima das circunstâncias comuns, sobre os impedimentos ordinários, cuja palavra se cumpre sempre, infalível que é, e que aproveita o que ainda existe. &lt;br /&gt;Esta é a nossa esperança.  Deixe-se recompor por Jesus. Deixe-se reacender por Cristo. Volte a brilhar, volte a balançar sob o vento como uma cana inteira, e que Deus abençoe você, abençoe a Primeirona, neste domingo, e por todo o tempo. Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-4990804897121378692?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/4990804897121378692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/torcida-que-fumega-e-cana-quebrada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4990804897121378692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/4990804897121378692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/torcida-que-fumega-e-cana-quebrada.html' title='A Torcida Que Fumega e a Cana Quebrada'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-1869093131049713740</id><published>2009-03-29T04:54:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T04:55:38.316-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida que vale a pena'/><title type='text'>A sua vida vale a pena?</title><content type='html'>Conhecer a Bíblia Sagrada, informar-se da história que ela conta, é saber a respeito de um homem que deixou o seu nome gravado neste livro, de maneira muito significativa. &lt;br /&gt;Estou me referindo a Saulo de Tarso, posteriormente chamado pelo próprio Senhor Jesus, de Paulo, o apóstolo. Paulo foi um homem que prestou serviços relevantes ao cristianismo, teve um ministério inesquecível, e deixou escritas palavras que valem a pena conhecer e estudar.&lt;br /&gt;Mas, se pudéssemos, em poucas palavras, resumir a vida do apóstolo Paulo, não seriamos tão bem sucedidos quanto ele mesmo foi, ao falar, em poucos versículos, daquilo que foi a sua existência e o seu ministério.&lt;br /&gt;Nós podemos conferir isso, abrindo as nossas Bíblia, na Segunda carta que o próprio apóstolo escreveu a seu companheiro e discípulo de ministério pastoral, Timóteo. 2 Timóteo 4.6–8&lt;br /&gt;Se você perceber que tem alguém do seu lado com dificuldade de encontrar o texto, ajude se puder. Todos encontraram? Vamos ficar de pé, para ler o que diz esse homem extraordinário:&lt;br /&gt;2Tm 4.6–8 — Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. 7 Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. 8 Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda. &lt;br /&gt;Nesses versículos, o apóstolo resume a sua existência e o seu ministério. E isso num tempo não de velhice avançada, mas num tempo de cansaço e de consciência de que sua existência estava terminando.  &lt;br /&gt;Paulo diz isso, na sensibilidade que possuía, na intimidade que ele mantinha com Deus, e esse mesmo Deus já lhe plantava no coração essa certeza de que seu tempo de vida estava por se encerrar.&lt;br /&gt;Por isso ele diz: — quanto a mim, estou já sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. O tempo da minha morte se aproxima.&lt;br /&gt;E ele fala, então, do que foi a sua vida. Resume a sua vida no v.7 — Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.&lt;br /&gt;Ah! Se você pudesse dizer, de você mesmo, o que Paulo fala de si mesmo, sua vida teria valido muito a pena. E reparem que a primeira coisa que o apostolo destaca, é que a vida para ele foi um combate. &lt;br /&gt;Foi um tempo de luta, foi uma oportunidade de muitos desafios a vencer. Paulo viveu a vida intensamente, e na sua existência, que não foi tão longa, enfrentou profundas dificuldades, intensas perseguições. &lt;br /&gt;Paulo foi abandonado por muita pessoas, sentiu-se sozinho muitas vezes, foi encarcerado. Tudo isto por amor ao evangelho. Por amor a seu grande Mestre e Senhor, Jesus Cristo.&lt;br /&gt;E a vida só tem significado, quando ela pode ser qualificada como combate. Como um tempo de lutas, como um tempo de desafios a vencer.&lt;br /&gt;Quem não tem combate a travar; quem não tem desafio a enfrentar; efetivamente não faz de sua vida algo significativo e que valha a pena.&lt;br /&gt;Porque são as lutas, são as adversidades, são as tribulações que nos fazem crescer. Tudo que se opõe à nossa caminhada, quando enfrentado com coragem, e na certeza de que Deus está no comando, tudo isto faz e promove um grande crescimento nas nossas vidas.&lt;br /&gt;Triste daquele que não tem nada a enfrentar. Esse homem, Paulo, esse extraordinário apóstolo, a despeito de toda a sua cultura,  que era inteirado da filosofia grega,  que falava várias línguas, como ele mesmo diz, em suas cartas... &lt;br /&gt;Esse homem, destacado no ambiente religioso de seu povo, não abriu mão das lutas que Deus colocou diante dele. Ao contrário, ele enfrentou todas as lutas, com fé, com perseverança, na certeza de que Deus estava com ele. &lt;br /&gt;Por isso, ao final ele fala: — combati o bom combate. — Isso é extraordinário neste homem. Ele teve lutas, enfrentou adversidades, sofreu muitas perseguições, experimentou a cela de uma prisão, sentiu o abandono, mas de tudo isso, ele fez um bom combate.&lt;br /&gt;A vida lhe foi prazerosa, mesmo diante de tudo que teve de vencer, porque ele tinha essa sensibilidade, de que as lutas o amadureciam a cada combate, de que a Graça de Deus se intensificava na sua vida.&lt;br /&gt;Que coisa maravilhosa! Quando podemos enxergar a vida dessa forma, e chegar ao final dela com essa afirmação clara em nossa boca. Que a vida foi um bom combate!&lt;br /&gt;Isso é extraordinário! Reparem que não é um homem que fala mal da vida, que reclama do que sofreu, que geme o tempo todo, que lança nos outros a responsabilidade pelas suas dores. Não, não e não!&lt;br /&gt;Paulo só pensa que Deus lhe deu oportunidades de atingir uma maturidade que poucos conseguem. Ele enxergou todas essas oportunidades de luta, como oportunidades boas em sua vida. &lt;br /&gt;E viveu a vida assim, lutando as lutas que Deus lhe apresentava. Vencendo-as todas. Ah! Se você puder chegar ao fim de seu tempo e dizer isso:&lt;br /&gt;— Combati o bom combate, a vida me foi boa, a vida valeu a pena, a vida me deu tanto prazer, a vida me foi agradável, a despeito de tudo que enfrentei, durante a existência.&lt;br /&gt;Porque tem gente que vive reclamando da vida. Reclama de Deus. Reclama de tudo e de todos. E lança em todos a responsabilidade por seus fracassos, em vez de produzir sucesso em si mesma.&lt;br /&gt;Você conhece gente assim? Gente que não percebe que as lutas são excelentes oportunidades de fazer da vida um bom combate?&lt;br /&gt;Gosto das lutas que enfrento. Já enfrentei muitas batalhas nessa vida. Muitas, de todos os tipos. Lutas de natureza financeira, de natureza familiar, de natureza profissional, de natureza pastoral, muitas lutas.&lt;br /&gt;Algumas vezes parecia que eu estava sozinho no meio de tudo, mas não reclamo das lutas que Deus me permitiu lutar. E quando olho pra trás, vejo que lutei todas e venci todas. &lt;br /&gt;É por isso que a vida me é agradável. Por isso é que entendo e interpreto esta palavra de Paulo, na intensidade que ela propõe. — Combati o bom combate! Que palavra extraordinária, de um homem tão sofrido.&lt;br /&gt;Que palavra inspirativa, estimulante, para tanta gente que ao primeiro revés, desanima, e desiste. Que você possa dizer a mesma coisa, resumindo a sua existência — Combati o bom combate.&lt;br /&gt;E Paulo vai mais além e diz: — completei a carreira. — Paulo tinha um propósito, porque carreira só tem, quem estabelece objetivos na vida. &lt;br /&gt;Carreira só possui, quem tem projetos, porque quem não tem, anda sem rumo, não sabe para onde vai, não dirige os seus passos, não concentra suas energias naquilo que se propõe fazer.&lt;br /&gt;Por isso é que existe tanta gente que se desgasta, se perde na caminhada, porque não tem carreira. Não, este homem tinha propósito em sua vida, e ao final do seu tempo ele pode dizer isso: &lt;br /&gt;— Completei a carreira, cumpri o meu ministério, tratei de tudo que veio as minhas mãos, zelei por tudo, me lancei por inteiro naquilo em que minha alma estava.&lt;br /&gt;Coisa extraordinária! É bom conhecer e conviver com gente que tem carreira, que tem projeto, seja qual for. É fundamental ter objetivo na vida.&lt;br /&gt;Isso serve muito para os jovens. Porque os jovens vivem na impressão de que são imortais. Eu já fui jovem e sei disso. O tempo da partida é ainda algo muito distante. &lt;br /&gt;E parece que não vai chegar nunca. O jovem tem essa impressão de imortalidade. O tempo não conta. Não é assim? É assim Mayra? Ou não? &lt;br /&gt;Você tem a impressão de que não vai morrer nunca. E nem pensa nisso. Eu já estou começando a pensar porque estou mais perto de ser chamado para a glória.&lt;br /&gt;Mas eu já fui jovem, eu achava que morte era algo que só existia filosoficamente. Por isso muitos jovens não têm carreira. Muitos jovens não têm propósito e gastam o seu tempo naquilo que não constrói, naquilo que não garante futuro, e não dão valor a essa palavra, palavra de quem, ao final, pode dizer: completei a carreira.&lt;br /&gt;Eu estou dizendo isso a igreja porque, se o meu tempo chegar agora, eu posso dizer: — completei a carreira. A vida me foi agradável, combati o bom combate. &lt;br /&gt;Todas as dificuldades promoveram meu crescimento, todas elas enriqueceram a minha alma. Em todas, eu me tornei maior e completei a carreira. Cumpri o meu ministério.&lt;br /&gt;Olho para trás e vejo, os rebanhos que pastoreei pela misericórdia de Deus, os frutos de vidas convertidas, que pela ação do Espírito Santo em mim, eu posso colher. Os frutos de casamentos que celebrei. Os frutos de vidas que ajudei a transformar com as pregações que Deus colocou na minha boca.&lt;br /&gt;Assim, se Deus me chamar agora, eu vou em paz. E posso, com toda humildade, mas com plena convicção dizer: — combati o bom combate e completei a carreira.&lt;br /&gt;Portanto, para mim, ainda que eu tenha gosto imenso pela vida, e tenho dito isso, gostaria de viver até a volta do Senhor, e até espero que demore. A verdade é que, seja qual for o tempo, minha carreira está completada.&lt;br /&gt;E se eu tiver que ir para minha casa hoje. Se Deus me disser: — Meu servo, como disse a Paulo, chega. Chega! Vai pra casa! — Eu vou, dizendo a mesma coisa. Completei a carreira!&lt;br /&gt;São sessenta e seis anos! Estou falando isso não sei nem porque. Eu agora dei para falar isso. Acho que, quando a gente chega nessa idade, tem que falar mesmo. É ou não é? &lt;br /&gt;Porque tem tanta gente que morre muito mais cedo, ou então fica impossibilitado de fazer muita coisa. Mas aos sessenta e seis anos, depois de 34 anos de trabalho na Força Aérea, meu único emprego, com 7 anos como pastor presbiteriano, já trabalhei muito, e continuo trabalhando e também me sinto cheio de vigor. &lt;br /&gt;O que eu quero dizer, não é que estou cansado e desanimado.  Ao contrario. Estou querendo dizer que, se Deus me disser hoje ainda: — Enquanto você tem vigor, vá para casa, vá descansar, vá aproveitar o seu fim de semana, que você não tem a muito tempo. Vá viajar, livre-se das obrigações em quanto você tem vigor.&lt;br /&gt;Mas isso é Deus que tem que me dizer. Portanto, se o Senhor disser que é a hora, eu direi como Paulo: — Combati o bom combate! A vida me valeu a pena, com toda a sua adversidade! Completei a carreira. O que Deus colocou em minha mão para fazer, eu fiz.&lt;br /&gt;E aí Paulo termina: — Guardei a fé. — Isso é fantástico! Quando ele diz, guardei a fé, não é uma afirmação apenas teológica, ou religiosa. Não, é mais do que isso.&lt;br /&gt;Guardar a fé, NÃO É confessar que Jesus é o único e suficiente salvador até o fim. Não é só isso, porque a fé é muito mais do que isso.  &lt;br /&gt;O que Paulo está dizendo é que depois de tudo o que viveu, depois de tudo o que passou, depois das dificuldades que enfrentou, e não foram poucas... &lt;br /&gt;Depois de ter a consciência de que completou o seu ministério, ele guardou todos os valores dessa fé. Não negociou um valor sequer!&lt;br /&gt;E essa palavra chega tão relevante a nós nos dias de hoje, nós que vivemos tempos de valores que se perdem, de padrões que são abandonados, de negócios escusos, de tratos ilícitos, de gente que vende a sua moral. &lt;br /&gt;Como será o futuro do nosso país? Gente com tanto poder, e nenhum coração, gente - a igreja conhece – que compra e que vende a moral da nação. É só ver a TV e ler os jornais. Daniel Dantas, Celso Pita, Nahji Nahas...&lt;br /&gt;Paulo não, nem preso ele negociou os seus princípios, os valores dessa fé que aprendeu na comunhão com o Senhor. Princípios que ele publicou em suas cartas, não abrindo mão de nada. &lt;br /&gt;Não houve ameaça que o intimidasse. Não fez barganhas, foi digno até o fim. Isso é uma coisa muito séria! Não negociar princípios, não vender valores! &lt;br /&gt;É isso o que ele diz — Guardei a fé. — Muitas vezes fui tentado. Os irmãos não tem idéia! Palavras, sugestões... Não! Em troca dos valores da fé nunca. Nunca, nem por salário. &lt;br /&gt;A Primeirona, como todos sabem, não tem condições, ainda, de prover o sustento do pastor. Mas eu não reclamo disso. Deus me deu meios de sobreviver. Não se negocia o ministério!&lt;br /&gt;Não se negocia os princípios da fé! Não se negocia os valores que Deus planta em nossas almas. Por isto é que Paulo diz: —guardei a fé.&lt;br /&gt;Esse mundo tem grandes propostas em troca dos princípios. Princípios que estão plantados no coração de vocês,  jovens. Mas façam da vida um combate, mas que seja um bom combate.&lt;br /&gt;Não reclamem das lutas, aproveitem as lutas para crescer. Estabeleçam propósito, tenham uma carreira. E guardem a fé.&lt;br /&gt;E Paulo conclui, no v.8 —  por causa disso, já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz me dará naquele dia.&lt;br /&gt;Essa é a visão da esperança de alguém que viveu na realidade, não alienada dela, não numa visão mística da vida, mas na objetividade das suas lutas. &lt;br /&gt;Alguém que não perdeu aquilo que o cercava, não tirou o pé do chão, não vivia num êxtase, mas nunca perdeu a visão de tudo aquilo que está além dessa realidade em que nos encontramos. Isso não se pode perder também! &lt;br /&gt;É por isto que ele fez da vida uma coisa boa, é por isso que ele completou a carreira, é por isso que não negociou os seus princípios. &lt;br /&gt;Porque podia ver além de tudo isso, a coroa da vida. Ele podia contemplar a eternidade e ansiava por isso. Por isso a morte não lhe foi assustadora. &lt;br /&gt;E quando sua alma percebeu o tempo que chegava, não se entregou nem se desesperou. Avaliou a sua existência e olhou a recompensa.  —  A coroa da justiça, que me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia.&lt;br /&gt;Ah! Essa ninguém pode tirar de mim. Ninguém! Por isso é que se Deus me chamar hoje, não para me levar para eternidade necessariamente, mas para me levar pra casa. Eu direi assim: —Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. &lt;br /&gt;Mas uma coroa incorruptível e eterna está reservada para minha cabeça, e eu viverei para sempre, com o meu Senhor e com todos aqueles que amam  a  sua vinda.&lt;br /&gt;Deus abençoe a igreja! Deus abençoe você, nesta caminhada! Caminhada que para os jovens ainda será muito longa. Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-1869093131049713740?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/1869093131049713740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/sua-vida-vale-pena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/1869093131049713740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/1869093131049713740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/sua-vida-vale-pena.html' title='A sua vida vale a pena?'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-5510646354236275068</id><published>2009-03-29T04:28:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T04:30:06.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja de Cristo'/><title type='text'>A Santificação da Igreja</title><content type='html'>Ef 5.22-30 — As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo.&lt;br /&gt;No texto que acabamos de ler, estão as instruções do apóstolo Paulo aos Efésios, a respeito das suas relações conjugais. Mas, irmãos, não é sobre isso que vamos falar. &lt;br /&gt;Queremos fazer uma reflexão sobre outra relação, da qual o apóstolo se utiliza para instruir a Igreja de Éfeso. É a relação de Cristo com a sua Igreja.&lt;br /&gt;Devemos meditar um pouco, nesta noite, sobre esta realidade em que vivemos e que nos define: A Igreja do Senhor Jesus. É claro que não existe tempo suficiente para esgotar este tema. &lt;br /&gt;Teremos que fazer, portanto, apenas breves observações sobre esse assunto, sobre a realidade da Igreja na sua relação com o Jesus, que é o Senhor da Igreja, o Cabeça da Igreja, o Comandante da Igreja. &lt;br /&gt;No texto que lemos, uma coisa fica clara: A Igreja é o objeto do amor de Jesus. E o apostolo diz, no v 25: — Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.&lt;br /&gt;O Senhor Jesus não se entregou por outra pessoa. Ele não se entregou por uma outra realidade que não seja a Igreja. Foi pela Igreja que Ele se entregou. Foi pela Igreja que ele se deixou crucificar. Por amor à Igreja. &lt;br /&gt;Isso é extremamente consolador para todos nós. Porque, se somos Igreja de Jesus, somos objeto do seu amor. Isso nos privilegia, isso nos distingue, isso nos faz diferentes de tudo e de todos. &lt;br /&gt;Quem se torna Igreja de Jesus, se integra, se conforma ao objeto único, especial, do seu grande amor. &lt;br /&gt;Deus, em Cristo Jesus, não se entregou pela natureza que ele mesmo criou, porque ele a preserva, apesar de todos os nossos descaminhos ecológicos... &lt;br /&gt;Não! Cristo se entregou na cruz, pela Igreja! É isso que o apóstolo está dizendo: — Que Cristo amou a Igreja de tal maneira que por ela se entregou. &lt;br /&gt;Ou seja, Ele se entregou por você, por mim, pelo Pb Cícero, pela irmã Gilza, enfim por cada um de nós que integramos essa realidade maravilhosa, que é o Corpo de Jesus, a Igreja de Cristo. &lt;br /&gt;A primeira verdade que encontramos nesse texto é essa: Você é o objeto exclusivo do amor de Deus em Cristo Jesus. Um amor tão grande que impôs o sacrifício da vida do próprio Senhor Jesus. &lt;br /&gt;Mas, se isto é verdade, e é. Verdade incontestável, sem dubiedades, sem duplas ou triplas interpretações, cabe, então, uma pergunta à Igreja nesta noite:&lt;br /&gt;— O que é que, na Igreja, promoveu esse amor de Jesus por ela? &lt;br /&gt;Esta é a pergunta que vai possibilitar a nossa meditação. O que é que havia... ou o que existe, na Igreja, para provocar um amor assim? &lt;br /&gt;Porque, reparem, não é um amor qualquer, mas um amor sacrificial, um amor que leva à morte; um amor que se entrega inteiramente. &lt;br /&gt;O que foi que promoveu esse amor em Cristo? Você tem resposta pra isso? Eu vou dificultar, ainda mais, a sua reflexão. &lt;br /&gt;Por que essa Igreja, que Cristo amou, a ponto de morrer por ela, —  e não se esqueça, isso está nos evangelhos — é a Igreja que, no jardim do Getsêmani, dormiu?&lt;br /&gt;Estão lembrados?  Jesus levou consigo os discípulos e adiantou-se com Pedro, Tiago e João e pediu-lhes: — Fiquem aqui orando por mim, enquanto estarei ali, sozinho, falando com meu Pai que está nos céus. &lt;br /&gt;E lá ficaram os três, e adiantou-se Jesus e, na solidão de si mesmo, angustiou-se até a morte, na antevisão da cruz. E o que é que nos conta o evangelho? &lt;br /&gt;Conta que, quando Jesus voltou, encontrou Pedro, Tiago e João... dormindo. É essa a Igreja que Cristo amou até à morte. &lt;br /&gt;Uma Igreja cansada, sonolenta e insensível. Uma Igreja que não percebeu a angústia do Senhor Jesus. Uma Igreja que não se deu conta da sua dor antecipada. &lt;br /&gt;Essa Igreja Cristo amou e, ao terminar o seu momento de angústia e sofrimento, Jesus deixa o Getsêmani, levando consigo Pedro, Tiago e João. &lt;br /&gt;Ele os amou assim mesmo. Não, Jesus não os deixou lá.  Ele os trouxe consigo, porque os amou, apesar do seu cansaço; apesar do seu sono; apesar da sua insensibilidade. Cristo os amou e os levou de volta consigo. &lt;br /&gt;O que é que Cristo viu nessa Igreja para a amar tanto? Uma Igreja que o traiu por trinta moedas. Estão lembrados?   &lt;br /&gt;Uma Igreja que, enquanto Jesus partia o Pão Eucarístico, instituindo a Santa Ceia, Judas Iscariotes, no seu coração, já entregava Jesus ao que queriam prendê-lo. &lt;br /&gt;Não foi assim? É essa Igreja. Mas Cristo amou essa Igreja e Cristo amou Judas Iscariotes ali mesmo, e Cristo chamou Judas de amigo. &lt;br /&gt;Essa Igreja, que não lhe dava motivo algum para a amar,  Cristo a amou. E amou tanto, que a Si mesmo se entregou por ela. &lt;br /&gt;Uma Igreja que o negou três vezes, antes que o galo cantasse. Estão lembrados?  &lt;br /&gt;Enquanto Jesus, sozinho, enfrentava os seus acusadores, confrontava aqueles que queriam executá-lo, Pedro, à distância, dizia: — Eu não conheço esse homem. &lt;br /&gt;Com medo de se comprometer, com medo de ter destino igual ao de Jesus. Esse mesmo Pedro que, antes, dissera:  — Vou contigo, Jesus, até à morte. &lt;br /&gt;Mas, agora, diante do perigo, vendo a situação que Cristo vivia, foge da responsabilidade e, por três vezes seguidas, quando perguntaram: — Tu não és deste homem? &lt;br /&gt;Ele diz: — Nunca o vi; nem sei quem é. &lt;br /&gt;Mas Cristo amou Pedro. Amou tanto que o distinguiu com o Ministério Pastoral:  — Pedro, apascenta o meu rebanho. &lt;br /&gt;Ou seja, Jesus amou tanto a Pedro, aquele que o negara, que lhe confiou o privilégio do pastorado. &lt;br /&gt;Uma Igreja que, na hora de escolher a quem libertar, diante do julgamento de Jesus, na festa da Páscoa, quando era hábito libertar um prisioneiro, por escolha do povo, essa Igreja escolheu Barrabás e deixou que o Cristo fosse executado. &lt;br /&gt;Essa mesma multidão que o acolheu na chegada à Jerusalém, agora dizia, respondendo à pergunta de Pilatos: “Mas quem vocês desejam que eu solte?” &lt;br /&gt;“Barrabás!” E, perguntou Pilatos outra vez:  “O que eu faço com esse Jesus, o nazareno?”  O que é que disse a multidão? “Crucifica-o!” &lt;br /&gt;Essa foi a Igreja que Cristo amou, a ponto de se entregar por ela e, tanto que, no alto da cruz, olhando essa mesma multidão que o trocara por Barrabás, Ele pede ao Pai: — Perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. &lt;br /&gt;Essa é a Igreja que não dava motivo algum a Jesus para um amor assim, tão intenso, tão imenso, tão definitivo e tão sacrificial. O que é que o Cristo viu nessa igreja? &lt;br /&gt;Já perguntei isso! Todavia, é bom você se perguntar a você mesmo, porque você é, exatamente, isso. Você é essa Igreja. De uma forma ou de outra, você está aqui, &lt;br /&gt;E Cristo ama você e por você também morreu na cruz do Calvário. Você...  e você sabe, que algumas vezes pode ter dormido no jardim, insensível ao sacrifício de Jesus por você.&lt;br /&gt;E você sabe que, muitas vezes, não cuidou de sua vida devocional; não insistiu na oração e se deixou vencer pelo cansaço,  pelo sono e adormeceu na sua fé, como Pedro, Tiago e João no Getsêmani. &lt;br /&gt;Quem sabe, você não o traiu por algumas moedas, cuidando de seus próprios interesses, e não pensou no interesse do Reino de Deus? &lt;br /&gt;Quem sabe? Você sabe!  Ou, quem sabe, você já não o negou algumas vezes, para não se comprometer com os outros, sem assumir com integridade, com coragem, a sua fé em todos os ambientes em que você convive? &lt;br /&gt;— É melhor dizer que não sou crente, ou ficar calado, porque aí, ninguém me cobra. &lt;br /&gt;Quem sabe? Ou, quem sabe, você tem trocado o nome de Jesus por outro nome, na confusão das multidões que gritam outros nomes? &lt;br /&gt;A moda agora é gritar e proclamar Barack Hussein Obama! &lt;br /&gt;Você é essa Igreja!  Mas, Cristo amou e ama essa Igreja. Cristo amou e ama você e, por você, se entregou à morte e morte de cruz! &lt;br /&gt;Que razões essa Igreja dava, e dá até hoje, para Jesus a amar assim, se ela era, e é o que é? A resposta está aqui, no v.26-27, reparem: &lt;br /&gt; — para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.&lt;br /&gt;Não!  Cristo não amou a Igreja até à morte pelo que ela era, mas pelo que ela viria a ser, a partir da experiência da Igreja com esse amor infinito, esse amor incondicional de Jesus. &lt;br /&gt;Porque o amor modifica, o amor constrange, o amor transforma. Jesus amou, para que a Igreja fosse o que não era. E foi isso que Cristo viu na Igreja. Não o que ela era, uma Igreja cansada, sonolenta, infiel, traidora, negadora. &lt;br /&gt;Mas, Cristo viu uma Igreja que poderia se tornar uma realidade modificadora do mundo, a partir desse amor que transforma. Por isso Cristo amou até o fim, até à cruz. &lt;br /&gt;E, hoje, a Igreja está aqui, santificada pela palavra e santificando-se a cada dia, na realidade de cada um. &lt;br /&gt;E eu continuo me santificando na graça do Cristo que me constrangeu com esse amor que eu não podia nem compreender, mas que experimentei, por sua pura misericórdia e graça. &lt;br /&gt;Ame-se você também! Não pelo que você é, ou tem sido, mas pelo que você pode ser em Cristo Jesus. Alguém misericordioso também. Alguém pronto a dar, a dividir, a distribuir. &lt;br /&gt;Pronto a ser solidário, a ser companheiro, a ser tolerante, a ser liberal nos seus dízimos e nas suas ofertas. &lt;br /&gt;Ame-se pelo que você pode ser, porque Cristo amou você, não pelo que você era, e você sabe o que você era e tem sido, mas pelo que você vai ser. &lt;br /&gt;Deus não o redime para que você continue sendo o que tem sido, mas para que você seja alguma coisa, ou alguém que este mundo ainda não conhece. &lt;br /&gt;Deus abençoe a Primeirona, Igreja do Senhor Jesus, objeto exclusivo do amor de Deus em Cristo, que por ela morreu, não pelo que ela era, mas pelo que ela haveria de ser.&lt;br /&gt;Amém!!??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-5510646354236275068?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/5510646354236275068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/santificacao-da-igreja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5510646354236275068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5510646354236275068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/santificacao-da-igreja.html' title='A Santificação da Igreja'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-2128534745976833128</id><published>2009-03-28T06:47:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T06:48:27.980-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porta estreita'/><title type='text'>A Porta da Vida</title><content type='html'>Mateus7. 13-14 — Entrai pela porta estreita; larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela, 14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.&lt;br /&gt;Com esta linguagem simbólica e simples, uma das características dos belos e divinos ensinamentos do Senhor Jesus, Ele coloca ao alcance de todas as mentes humanas uma das mais edificantes e profundas doutrinas de seu Evangelho.&lt;br /&gt;Nessa forma figurada, a religião é comparada a uma porta por onde se entra e a um caminho por onde se anda. Como, porém, existem muitas portas e mais de um caminho, que conduzem a destinos diferentes, Jesus foi claro e preciso em caracterizar a única porta e o único caminho que convém à salvação e à vida do homem.&lt;br /&gt;Reparem que Jesus não deixa de indicar também a porta e o caminho que podem levar o homem à perdição. E Jesus faz isso para que, por contraste, o homem possa firmar me¬lhor a sua escolha.&lt;br /&gt;Num assunto dessa importância, o nosso Salvador e Redentor não iria falar numa linguagem que desse margem a uma interpretação hesitante, duvidosa ou contraditória.&lt;br /&gt;Jesus compara a religião a uma porta por onde Ele aconselha a entrar aqueles que desejam vida eterna. E Ele nos faz ver, de maneira muito clara, que estão do lado de fora dessa porta todos os homens que ainda não abraçaram a religião ajustada a esse simbolismo.&lt;br /&gt;Naturalmente, alguém pode pensar que, em face das muitas doutrinas religio¬sas que existem, torna-se sempre difícil determinar qual seja a verdadeira porta que conduz à vida.&lt;br /&gt;Mas reparem, nem mesmo Jesus disse que isso era fácil. Entretanto, Ele apresentou um sábio crité¬rio para seguirmos quando indicou duas circunstâncias específicas dessa porta. &lt;br /&gt;1a Circunstância - Uma porta estreita que conduz a um caminho de idêntica característica — Ou seja, um cami¬nho apertado. Isso ainda em contraste com uma porta larga e um caminho espa¬çoso que devem ser evitados. &lt;br /&gt;2a Circunstância - Uma porta por onde entram poucas pessoas, que conduz a um caminho pouco movimentado e, também, em contraste, com uma porta por onde entram muitas pessoas, que tornam muito transitado o caminho que eles seguem.&lt;br /&gt;A verdade é que estas circunstâncias concorrem para diminuir a possibilidade de encontrarmos a verdadeira porta. Mas, por outro lado, estas circunstâncias aumentam a proba¬bilidade de reconhecermos a verdadeira porta.&lt;br /&gt;Nesta, como em muitas outras passagens das Escrituras Sagradas,  Jesus mostrou que a sua doutrina está muito acima dos mais sábios princípios intelectuais da sua época e de todas as épocas.&lt;br /&gt;Mesmo sobre o ponto de vista humano, o ensino do Senhor Jesus se adiantou de muitos séculos à velha mentalidade de seus dias.&lt;br /&gt;Vemos aqui bem nítido e autenticamente estabelecido por Jesus o grande princípio, ainda hoje espezinhado, do incomparável valor moral das minorias.&lt;br /&gt;Normalmente, aceitamos como verdadeira a opinião seguida ou dada pela maioria dos homens, sobre qualquer assuntos. Entretanto, o testemunho dos próprios fatos confirmam, exatamente, o contrário.&lt;br /&gt;Por exemplo, não foi a minoria que morreu no dilúvio, no tempo de Noé, mas sim a maioria. Salvaram-se apenas oito pessoas, Noé, sua esposa, e seus três filhos com suas esposas. &lt;br /&gt;Também não foi a minoria que pereceu na destruição de Sodoma e de Gomorra, mas sim a maioria, salvando-se apenas a família de Ló. &lt;br /&gt;Não foi a minoria dos discípulos de Jesus que pediu a liberdade de Barrabás e crucificação de Jesus, mas sim a maioria do povo judeu.&lt;br /&gt;E no texto que lemos, também não são muitos os que acertam com a porta estreita,  mas, ao contrário, poucos acertam com a porta da vida.&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, certamente, podemos perguntar — Por que será que pela porta da salvação entram poucos, enquanto são muitos os que entram pela porta da perdição? &lt;br /&gt;Será que o mérito do sacrifício de Cristo é tão limitado que não possa abranger a maioria de pessoas, ou a própria totalidade dos homens?&lt;br /&gt;O caso não é absolutamente este. A porta não é estreita porque Deus a fez assim. Não, não, não... A porta se torna estreita porque não podem entrar por ela os homens com a sua bagagem de pecados e de vícios. &lt;br /&gt;A porta é estreita porque os homens querem a porta com amplitude suficiente para as suas idéias extravagantes e os seus feitos pecaminosos.&lt;br /&gt;Não pode haver salvação sem santificação! E isso é por demais estreito para o homem corrompido.&lt;br /&gt;Cristo mesmo é a porta e, para entrar por Ele, é necessário que o homem se torne cristão. Cristão no sentido de ser um verdadeiro imitador de Cristo.&lt;br /&gt;Esta circunstância não pode deixar de limitar o número dos que buscam a salvação.&lt;br /&gt;Reparem ainda que só existem duas portas e dois caminhos com os seguintes destinos &gt; salvação e perdição. Você pode escolher livremente o caminho que quer seguir. Deus não o obriga a seguir um ou outro. Você é quem escolhe.&lt;br /&gt;(ilustração) Certa vez, um menino catador de papel, realizando seu trabalho diário pelas ruas da cidade, chegou a um estabelecimento muito bonito e grande, repleto de pessoas bem vestidas e ele pensou:&lt;br /&gt;— Aqui deve haver muitas caixas vazias. Após o expediente voltarei para falar com o dono para pedi-las a fim de que possa vendê-las.&lt;br /&gt;Quando o comércio fechou, o menino voltou à loja e viu um senhor muito bem vestido na porta despedindo-se dos visitantes. Aproximando-se, disse:&lt;br /&gt;— Senhor, posso falar com o dono da loja?&lt;br /&gt;— Sou eu mesmo. O que você quer? — respondeu desconfiado o empresário.&lt;br /&gt;— Gostaria de saber se o senhor poderia me dar aquelas caixas para eu vendê-las.&lt;br /&gt;O empresário, raivoso, enxotou o menino aos gritos, ameaçando chamar a polícia, pois não tolerava pedintes em sua loja.&lt;br /&gt;O garoto apanhou seu carrinho de papel e saiu, resignado e muito triste. &lt;br /&gt;Entretanto, alguns metros adiante, ele ouviu gemidos muito fortes vindos da loja. Correu até lá e encontrou o empresário caído no chão, acometido por um enfarto. &lt;br /&gt;O menino gritou por ajuda, mas ninguém o escutou. Então, desocupou seu carrinho de papel e com muita dificuldade colocou o moribundo dentro. Correu até o hospital mais próximo e a vida do empresário foi salva.&lt;br /&gt;Dias depois, o menino passou em frente à loja, e o empresário foi ao seu encontro: — Meu jovem, venha cá. Hoje quero que você vá até minha casa para eu lhe agradecer pelo que fez por mim.&lt;br /&gt;O menino foi recebido com um grande banquete em agradecimento. Após a sobremesa, o empresário chamou-o até um galpão enorme onde estavam iates, carros importados e outras riquezas, todas embaladas em grandes caixas. E disse ao garoto:&lt;br /&gt;— Escolha o que você quiser deste galpão.&lt;br /&gt;— Qualquer coisa mesmo? – perguntou-lhe o menino.&lt;br /&gt;— Sim.&lt;br /&gt;O menino pensou, pensou e disse... — Eu quero as caixas que estão envolvendo tudo o que está no barracão. &lt;br /&gt;O empresário, não compreendeu, mas satisfez o pedido. Passados dez anos, o empresário encontrou o menino, agora um jovem bem arrumado e aparentando estar muito bem de vida. &lt;br /&gt;O empresário, que havia ficado intrigado com o desejo do garoto na época, perguntou-lhe nesta oportunidade:&lt;br /&gt;— Por que você não escolheu um iate, ou um carro, ou outro objeto valioso?&lt;br /&gt;O menino respondeu-lhe: — Porque para o objetivo que eu tracei  para a minha vida, as caixas garantiriam o meu futuro. Com elas paguei meus estudos, tornei-me diretor da empresa de reciclagem na qual trabalhava e com o curso de engenharia que concluí, desenvolvi um projeto inovador que me proporcionou o sucesso.&lt;br /&gt;A maior recompensa que podemos receber é escolher apenas o necessário para conquistar o sucesso nesta vida e na visa futura. &lt;br /&gt;Esta história é também uma parábola, as caixas significam a porta estreita e o caminho mais difícil. Ao contrário, os iates, os carrões, as lanchas, são a porta larga e o caminho que leva à perdição. &lt;br /&gt;Quero lhes dizer também que não existe um destino intermediário, como não há uma porta intermediária, nem um caminho intermediário.&lt;br /&gt;O que agrava, grandemente, o problema para os que se mostram indiferentes em matéria de escolha da religião correta é o fato de que, mesmo assim, eles têm forçosamente de fazer a sua escolha. &lt;br /&gt;E isso, verdadeiramente, eles já estão  fazendo - direta ou indiretamente. Mesmo porque, reparem, a não escolha de uma dessas portas resulta, consequentemente, em entrar pela porta contrária.&lt;br /&gt;Ou seja, entrar é obrigatório, embora a escolha da entrada seja reconhecidamente livre &gt; Ou você aceita a Cristo como o seu Senhor e Salvador, e com Ele a vida, ou você rejeita ao Senhor e caminha para a morte espiritual e para a perdição.&lt;br /&gt;A alternativa fica com você, meu irmão... &lt;br /&gt;Que Deus abençoe a Primeirona e abençoe a cada um de nós... Amém?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-2128534745976833128?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/2128534745976833128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/porta-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/2128534745976833128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/2128534745976833128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/porta-da-vida.html' title='A Porta da Vida'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-5126017188195964180</id><published>2009-03-26T08:33:00.001-07:00</published><updated>2009-03-26T08:34:02.740-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavra que ilumina'/><title type='text'>A palavra que ilumina</title><content type='html'>O medo é algo muito interessante! Por que digo isso? Como pode o medo ser interessante? O medo é interessante porque, às vezes, nos faz parar, nos paralisa. &lt;br /&gt;Existem pessoas que, efetivamente, estacionam por puro medo. Existe, inclusive, a tal da Síndrome do Pânico, que inviabiliza a vida de muitas pessoas. O medo é assim!&lt;br /&gt;O medo é algo que incomoda mesmo. O medo é algo que altera a nossa vida, que desgasta o nosso corpo, que inquieta a nossa alma.&lt;br /&gt;Mas, o medo não é um privilégio dos tempos atuais, se é que podemos dizer assim. Ou melhor, o medo não é privativo do nosso tempo. O medo é uma realidade antiga, e muito antiga.&lt;br /&gt;O medo faz parte da natureza humana. Natureza que se perdeu em suas transgressões e em sua desobediência. Não foi assim que Deus nos criou! Deus não nos criou para sentir medo. O medo é resultado da transgressão do ser humano, da sua desobediência, da NÃO aceitação da lei do Senhor.&lt;br /&gt;E esse medo, que nós herdamos, ainda hoje nos alcança e nos domina. Quem é que, aqui ou ali, de quando em quando, não sente medo? É ou não é?&lt;br /&gt;E nos dias de hoje, claro, isso está muito mais intensificado. O medo está a nossa volta! As pessoas andam sempre com medo. A gente anda pela rua com medo. Todo mundo parece suspeito. Você não sabe se a pessoa que está ao seu lado é ou não é um assaltante. Bem, mas o que fazer? Como tratar o medo? Como conviver com isso?&lt;br /&gt;A Bíblia tem belas palavras de vida a respeito do medo. E nesta noite, quero trazer a meditação da igreja, algumas dessas palavras. &lt;br /&gt;Vamos nos valer, agora, do Salmo 27. Vamos ficar de pé e vamos abrir as nossas Bíblias nesse Sl 27. &lt;br /&gt;E você confere na leitura que passo a fazer. Sl 27.1-6 — O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? 2 Quando malfeitores me sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem. 3 Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. 4 Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo. 5 Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha. 6 Agora, será exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam. No seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao SENHOR. &lt;br /&gt;Para definir tudo que eu já disse e para nos contextualizar na história da própria humanidade a que pertencemos, aí está o salmista declarando o seu medo. Falando do seu medo.&lt;br /&gt;Aí está o Rei Davi, ameaçado de todas as formas, olhando a sua volta e percebendo os perigos que o cercavam. Aí está um homem, que tanto admiramos por sua historia, por sua fé, por seu serviço, por sua dedicação a Deus, enfim, um homem que nos surpreende com esta declaração, ainda que tão poética. &lt;br /&gt;Um homem dominado pelo medo. Um homem atingido pelo medo. Porque, reparem, não importa a qualificação de quem quer que seja. Não importa a cultura, não importa saldo na conta corrente, não importa o físico, absolutamente nada importa, porque o medo se sobrepõe a tudo isso.&lt;br /&gt;E de vez em quando, nos vemos também assim, nesta mesma realidade medrosa e tímida de Davi. É a realidade de um homem que nos surpreende com sua declaração. E é assim mesmo! &lt;br /&gt;Você já sentiu medo? Mas não um medo qualquer. Você já sentiu aquele medo que o domina o tempo todo? Você já sentiu essa sensação ameaçadora, que é uma coisa terrível mesmo?&lt;br /&gt;Nesses momentos de pânico, nós nos descobrimos assim, incapazes, pequenos, limitados. De nada valem os nossos recursos pessoais, as nossas competências intelectuais.&lt;br /&gt;Nós nos descobrimos desta forma, encolhidos e medrosos. Mas o salmista que se revela aterrorizado, no exercício de toda sua experiência de vida e de fé, nos dá instruções importantes. &lt;br /&gt;Reparem que logo nos primeiros versículos do salmo, que lemos, vejam lá, o que é que ele diz de cara no v.1 — O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?&lt;br /&gt;É isso mesmo! Em meio ao medo, é indispensável, que haja luz. Por que? Porque na luz, a gente vê tudo. Na luz, podemos discernir as coisas que estão à nossa volta. Reparem que é de noite que o medo cresce. Porque à noite, a luz diminui de intensidade. Reparem que as crianças têm medo de noite. &lt;br /&gt;Mas não só as crianças. Tem muita gente grande, muito marmanjo que tem medo da noite. É ou não é? Eu me lembro, quando era criança, eu, meu irmão e alguns amigos, à noite ficávamos na varanda lá de casa. &lt;br /&gt;A varanda era iluminada, é verdade, mas a gente não se atreviam a sair da varanda. Porque era muito escuro mesmo. Muito escuro!&lt;br /&gt;Eu me lembro bem que numa noite, um vento começou a soprar e a balançar as arvores, e aí começamos ouvir barulhos, e começamos a ver figuras, e o medo foi tomando conta da garotada e envolveu alguns adultos. &lt;br /&gt;Porque, reparem, o vento bate nas árvores, e faz o seu próprio barulho, o seu próprio som. E cai uma coisa aqui, e quebra um galho lá, ou um animal passa e você não identifica, porque não está acostumado com aquilo. &lt;br /&gt;E aí você começa a ouvir vozes, vozes. As vozes da escuridão! E pior. Você começa a ver figuras, as sombras das árvores se agitando, e aquilo forma imagens. E todos nós ficamos assustados mesmo. &lt;br /&gt;E naquele dia todos nós fomos para dentro de casa, deixamos a varanda, e fomos lá pra dentro. O medo é assim! A escuridão, que impede a visão clara de tudo que nos cerca, promove o medo. &lt;br /&gt;Porque não identificamos o que está a nossa volta. É preciso ver, para desfazer o medo. Mas, agora, não estou falando de sombras, de figuras imaginárias e de sons que se atribuem a coisas que não existem. &lt;br /&gt;Estou falando, agora, da escuridão que muitas vezes se implanta dentro de nós. E é aí que o medo encontra a oportunidade de que tanto precisa. &lt;br /&gt;É aí que ele se intensifica, porque não vemos com clareza o que acontece dentro de nós mesmos. É isso que muitas vezes paralisa  as pessoas. &lt;br /&gt;O medo resultado de uma escuridão que se intensifica na alma, na mente, e no corpo da pessoa.&lt;br /&gt;Certa vez conversei com uma pessoa que havia se submetido a uma cirurgia, mais ou menos simples. Mas o pós-operatório complicou-se, ela não conseguia sair do hospital, e o médico não lhe dizia exatamente o que estava acontecendo, porque o próprio médico não descobriu logo. &lt;br /&gt;E essa pessoa me disse: — Pastor, eu tive medo. Eu tive medo, porque eu achei que o médico estava me escondendo alguma coisa. Eu achei que devia estar com algum tumor maligno, ou alguma coisa dessa grandeza, e o médico não queria me contar. &lt;br /&gt;É isso! Esta é a escuridão que promove o medo! É não saber, na verdade, o que está acontecendo. E ficamos, então, a imaginar um mundo de coisas. A ver figuras! A ouvir sons!&lt;br /&gt;Porque não discernimos o que está acontecendo, porque está tudo sombreado. Mas o salmista diz: — O Senhor é a minha luz!&lt;br /&gt;Sabem o que isso significa, irmãos? O Salmista está falando da Palavra de Deus. O próprio salmista diz que a Palavra do Senhor é luz para o seu caminho. Lâmpada para os seus pés!&lt;br /&gt;É a Palavra de Deus, portanto, que torna claras todas as coisas em nós. Não existe situação na vida que a Palavra de Deus não clareie. Porque a Palavra de Deus fala exatamente do que somos. Porque a Palavra de Deus se dirige ao ser humano, em todas as suas dimensões. &lt;br /&gt;E como é bom contar com essa Palavra, que clareia a realidade. Quando estou com medo, em meio as minhas sombras, eu conto com a Palavra, que ilumina e torna nítida a minha realidade. &lt;br /&gt;Como é bom você se conhecer. Como é bom você saber de si mesmo. Porque quem não se conhece, não sabe de si mesmo, não compreende o que acontece. &lt;br /&gt;Quem não se conhece NÃO interpreta suas emoções, não percebe os seus pensamentos, e se perde em tudo isso, e tudo vai ficando escuro, e o medo chega.&lt;br /&gt;A Palavra de Deus que é luz para nós, é a Palavra que nos esclarece por inteiro. Esclarece nossa mente, esclarece o nosso espírito, esclarece o nosso corpo, esclarece a nossa realidade, esclarece as nossas circunstâncias, esclarece as nossas relações. &lt;br /&gt;É a palavra de Deus que nos fala de tudo isso! Por isso é fundamental conhecê-la, na leitura das escrituras, no ouvir os sermões, no estudo dominical na EBD, enfim, a Palavra é indispensável.&lt;br /&gt;Porque Deus, em sua Palavra, tem respostas para todas as nossas dúvidas e indagações. A partir do momento que tudo se faz luz em mim, tudo se ilumina, o medo desaparece. &lt;br /&gt;Porque eu sei o que está acontecendo. Eu compreendo o que me atinge. Eu sei que emoção é esta que prevalece agora. E aí, posso tratá-la. &lt;br /&gt;Ao me conhecer, irmãos, eu conheço os outros, porque todos somos criaturas humanas. E é bom entender os outros. Este, talvez, seja o maior impedimento das boas relações. É você não conhecer os outros. E só tem um jeito de conhecer os outros, é a partir de um conhecimento de si mesmo. Por que, repare, como posso compreender o outro, se nem compreendo a mim mesmo?&lt;br /&gt;Como posso tolerar o outro? Se não me tolero. Como posso conviver com o outro? Se me odeio. Como posso exigir do outro, atitudes e palavras, que não tenho?  &lt;br /&gt;Ah! Como é bom nos compreendermos, à luz da Palavra de Deus, e a partir daí, compreender os outros. Isto é o que viabiliza as melhores relações humanas.&lt;br /&gt;Ah! Porque o fulano é isso, beltrano é aquilo! A outra pessoa está dizendo a mesma coisa de você. Antes de dizer isso, ou aquilo de alguém, pense em você mesmo. &lt;br /&gt;Desfaça essa sombra que lhe tira a visão correta da sua própria realidade, à luz da Palavra de Deus. Compreenda-se à luz da Palavra.  E aí você compreenderá o seu próximo, o seu irmão, o seu amigo, o seu esposo, o seu colega...&lt;br /&gt;Não há ninguém que não mereça a nossa consideração. Por pior que seja a pessoa! Porque há uma história por trás de cada pessoa. Ninguém é alguma coisa sem motivo. &lt;br /&gt;Ninguém chega a uma situação extrema sem uma razão. Há sempre uma justificativa. E é isso que sobressai na figura bendita de Jesus. Ele nunca condenou ninguém precipitadamente.&lt;br /&gt;Quando lhe trouxeram uma mulher surpreendida em adultério, e todos pediam a sua morte, como dizia a lei, Jesus a absolveu, porque antes de cumprir a lei, Ele fez algo que ninguém pensou.&lt;br /&gt;Por que foi que aquela mulher foi surpreendida em flagrante adultério? Havia uma razão para isso. Todos se apressaram em julgá-la e executá-la. Mas ninguém parou para ouvir a sua história, as razoes da sua atitude. &lt;br /&gt;Não que essas razões fossem elogiáveis, nem Jesus disse isso. Mas Jesus teve o cuidado prévio de compreender a sua história. Quem sabe ela não era uma mulher carente? &lt;br /&gt;Quem sabe era uma mulher a quem ninguém oferecia respeito? Quem sabe era uma mulher desprezada? Eu não sei. Então, quando olhamos para alguém, e nos apressamos em juízos, estamos envolvidos em sombras. Falta-nos a luz que clareia, não a realidade do outro, mas fundamentalmente a nossa própria realidade. E isso é que é maravilhoso!  &lt;br /&gt;É você ter sempre o cuidado de esperar um pouco mais para saber os motivos. Isso não é descuidar! Isso não é liberar! Não! Isso é carinho. Isso é cuidado! Isso é interesse para com a outra pessoa.&lt;br /&gt;Portanto, quando houver sombras em você, e o medo chegar, pense nisso. O Senhor é a nossa luz! A sua Palavra ilumina, clareia, explicita, e nos permite ver a nossa realidade. Isso é maravilhoso!&lt;br /&gt;Dedique-se um pouco mais a palavra, se você já não faz isso. Leia, medite nela, ouça os que a ensinam, preste atenção, dedique-se a reflexão na Palavra. Recolha tudo aquilo que ela tem a lhe dizer. Deixe que ela vá iluminando todo o seu ser, e vá clareando toda a  sua realidade. É a Palavra de Deus! A luz! O Senhor é a minha luz, e aí, de que terei medo?&lt;br /&gt;Aprenda isto! Nós temos insistido muito nisso, no estudo da palavra de Deus, na dedicação a sua leitura. Ainda que lendo a Bíblia, muitas vezes, você de pronto não a entenda. &lt;br /&gt;Muita gente me diz — Pastor, eu leio mas não entendo nada. — É assim mesmo! Ou vocês pensam que os pastores entendem tudo? Estamos sempre descobrindo um pouco mais, porque é  a Palavra de Deus, e por isso ela é  inesgotável.&lt;br /&gt;Leia! Ela é palavra viva, ela não volta vazia. Deixe que ela haja em você. Coloque-a dentro de você, e deixe que o Espírito de Deus derrame luz dentro de você. &lt;br /&gt;E que Ele vá abrindo o seu entendimento, para que você se enriqueça com ela e por ela. E assim, vá desfazendo os medos de sua vida, na compreensão de você mesmo, que lhe permite uma melhor compreensão dos que vivem a sua volta.&lt;br /&gt;Que Deus abençoe você, nesse esforço bendito de se iluminar com a Palavra do Senhor.&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-5126017188195964180?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/5126017188195964180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/palavra-que-ilumina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5126017188195964180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/5126017188195964180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/palavra-que-ilumina.html' title='A palavra que ilumina'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-7680232106368756404</id><published>2009-03-26T06:02:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T06:03:21.822-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tribulação'/><title type='text'>A Bênção da Tribulação</title><content type='html'>Romanos 5:1 — Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. 6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo um tempo litúrgico após ressurreição de Jesus. Tempo em que o Senhor redivivo se manifestou, particularmente, aos seus mais íntimos, mas também a muitas outras pessoas. &lt;br /&gt;Essa é a nossa celebração nesse tempo. Mas, o tempo das aparições do Cristo ressurreto aponta para o seu retorno aos céus, de onde Ele veio para se fazer carne. &lt;br /&gt;E, assim, haveria de ser. Mas, também, esse tempo aponta o retorno de Jesus para o lugar dos vivos e dos mortos, para consumar, no tempo, toda a realidade da sua obra redentora. &lt;br /&gt;A parusia,  ou a segunda vinda de Jesus, é a grande expectativa da Igreja. Por isso é que o apóstolo diz, no v.2, que “nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus”...&lt;br /&gt;Ou seja, na expectativa da sua volta triunfante, em todo o esplendor da sua pessoa bendita, divina, ressurreta. Nós somos um povo assim! &lt;br /&gt;Com os olhos postos num futuro que há de chegar; numa eternidade que há de ser toda nossa, na presença do Senhor. Somos uma família em expectativa da glória de Deus. &lt;br /&gt;Mas, muita gente vive apenas esta expectativa, apenas esta esperança da manifestação inteira da glória de Cristo Jesus, que há de voltar. &lt;br /&gt;E, gente assim, é gente que vive, em parte, a beleza da sua fé em Cristo Jesus. &lt;br /&gt;Eu digo “em parte”, porque é gente que se exclui da realidade presente, se aliena daquilo que é nosso, agora. E tenta se esconder nessa esperança da glória de Deus, fugindo de tudo aquilo que cerca a todos nós. &lt;br /&gt;A nossa fé se fixa nessa esperança da glória de Deus, nessa expectativa segura da volta de Jesus. A nossa fé é a fé que coloca no chão os nossos pés e nos enquadra naquilo que é concreto, hoje, e nos insere na realidade em que vivemos, agora. &lt;br /&gt;Não se pode viver, apenas, nessa expectativa da volta de Jesus! Não devemos, apenas, nos gloriar na esperança da glória de Deus, em Cristo Jesus. &lt;br /&gt;Isso é alienação religiosa! Isso é fuga da realidade! Isso é algo frustrante! Isso imobiliza as pessoas! Isso exclui! Por esse motivo, é que o apóstolo diz, no v.3 —  E não somente isso... &lt;br /&gt;Perceberam a frase? Não apenas nos gloriamos na esperança da glória de Deus, mas, também nos gloriamos, nas próprias tribulações. &lt;br /&gt;Aqui, o apóstolo coloca os nossos pés no chão. Ainda que tenhamos esta expectativa maravilhosa e, de fato, não podemos perdê-la. &lt;br /&gt;Porque, se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida, diz, também, o apóstolo Paulo: “somos os mais miseráveis dos homens, as mais miseráveis das mulheres”. &lt;br /&gt;Não! A nossa esperança está lá, SIM. É isso que  nos anima sempre. Entretanto, nós vivemos um tempo presente, real, concreto, que nos surpreende tantas vezes, e muitas dessas vezes com tribulações. &lt;br /&gt;Jesus advertiu o seu povo pra isto, quando declarou: — No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.&lt;br /&gt;Portanto, a nossa esperança NÃO É, apenas, a esperança da eternidade, mas é a certeza do presente, e o presente é este mesmo, ainda que tenhamos alegrias, ainda que tenhamos razões para celebrar, nós NÃO podemos evitar as tribulações que chegam. &lt;br /&gt;E as tribulações chegam das mais variadas maneiras... Nas enfermidades, que sempre incomodam — não existe, é claro, enfermidade que estabeleça alegria — nas crises que se instalam, nas circunstâncias que envolvem e confundem as pessoas, nas relações pessoais, sociais, familiares, conjugais que, tantas vezes desequilibram as nossas vidas. &lt;br /&gt;Esta é a nossa realidade concreta, real. Este é o nosso presente, embora tenhamos motivos de alegria e razões para celebrar. Mas vivemos o tempo das  tribulações, também. &lt;br /&gt;Mas é aí que o apóstolo diz: — Gloriemo-nos, também, nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança. — Isso parece um contra senso, um trem doido, como dizem os mineiros. &lt;br /&gt;Isso parece um convite ao sofrimento! Mas não há aqui nenhum convite à dor! A proposta do evangelho, da Palavra de Jesus, nunca foi e nunca será um chamado ao sofrimento, mas é uma constatação de que o sofrimento faz parte da nossa existência presente. &lt;br /&gt;É nesse ponto que vem o apelo do apóstolo: — Devemos nos gloriar nas tribulações. —  Ainda que elas nos incomodem. E o que é “gloriar-se”?  Aí é que está! A Igreja sabe o que é isto? &lt;br /&gt;Estamos repetindo esta palavra desde o começo, mas você sabe o que é gloriar-se? Se você não sabe, é preciso saber... O que é gloriar-se? &lt;br /&gt;Quem quer dizer? Se é que sabe! Alguém sabe? Você sabe, Cícero Antônio? Gloriar-se, é jactar-se. Ficou mais difícil, né? Jactar-se é envaidecer-se. &lt;br /&gt;Pronto! (como diz o alagoano). Pronto! Vocês aprenderam! Então, nós devemos nos envaidecer, não somente na esperança da volta de Jesus, na glória de Deus, mas, também, devemos nos envaidecer, porque temos tribulações. &lt;br /&gt;É contraditório isso? Não, não é! Sabem por que? Porque o apóstolo diz... Vejam lá, no v.3  “...porque a tribulação produz?... perseverança”. &lt;br /&gt;A tribulação em Deus, sob a bênção de Deus, sob a orientação de Deus, é alguma coisa que nos impulsiona pra frente, porque ela produz perseverança. &lt;br /&gt;Porque, quem não persevera, quem não insiste, não caminha. A perseverança não se deixa imobilizar, não pára, não estaciona, não se conforma. &lt;br /&gt;A tribulação, muitas vezes, faz isso com as pessoas &gt; Abate, de tal maneira, que a pessoa não sai do chão; não sai do seu lugar, se rende à tribulação e desiste da caminhada. &lt;br /&gt;Entretanto, a tribulação, na esperança da glória de Deus, é tribulação que nos joga pra frente, porque produz perseverança e, perseverar, é insistir, é não desistir, é ir pra frente, a despeito da tribulação e a partir da tribulação! &lt;br /&gt;Se a enfermidade me alcança, eu não me deixo imobilizar no leito da enfermidade. Eu vou reagir a ela, eu vou tratar o meu corpo, eu vou buscar ajuda competente, eu vou buscar auxílio em Deus, eu vou lutar contra aquilo que fere o meu corpo, que tira as minhas energias. &lt;br /&gt;A tribulação produz perseverança, em Deus. A tribulação não acaba comigo. Ao contrário, ela me anima, me estimula. A tribulação me desafia ao combate.&lt;br /&gt;Coisa boa! Quem persevera, caminha; quem persevera, vai adiante; quem persevera, vence a tribulação, em Deus. E tem mais, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança produz?  O quê?... Experiência. &lt;br /&gt;Ah, quando perseveramos em Deus, a cada tribulação temos a experiência da graça de Deus em nossa vida, da bênção de Deus sobre nós. &lt;br /&gt;Porque não há tribulação que nos vença! Por isso é que Jesus diz: — No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo — Ou seja, muito mais venço a sua tribulação, que lhe parece imensa, mas que, para mim, é tão pequena! &lt;br /&gt;Eu venci o mundo, eu venci a morte. Como não vencerei a sua enfermidade, a sua crise, o seu vazio, o seu anseio, o seu nervosismo, a sua depressão? &lt;br /&gt;E, a cada tribulação, perseverantemente, eu vou acumulando experiência com Deus, experiência de cuidado, de bênção, de assistência e de misericórdia. &lt;br /&gt;A cada uma! É isso o que fortalece a minha fé; é isso o que aprofunda a minha certeza. Por isso é que o apóstolo diz em Rm 1.17: “...de fé em fé.” &lt;br /&gt;Esse é o sentido! Não são diferentes tipos de fé; são expressões diferentes da mesma fé. A cada tribulação, perseverantemente, vem uma nova experiência. &lt;br /&gt;E, a cada experiência com Deus, as tribulações se tornam cada vez menores, porque eu sei que, se ele me ajudou a vencer uma, há de, certamente, fazer com que eu vença  a outra. &lt;br /&gt;O povo de Deus é gente confiante no cuidado de Deus. Gente que não se espanta com a tribulação. Ao contrário, reconhece a tribulação como uma circunstância desta vida, como algo inevitável. &lt;br /&gt;Não há, no povo de Deus, quem não experimente tribulação, seja ela de que natureza for, é ou não é? Cada um tem as suas próprias tribulações. &lt;br /&gt;Mas, a cada tribulação, quem persevera acumula novas experiências, e ter experiências com Deus é algo extraordinário! São experiências tremendas, são experiências duradouras, são experiências estimulantes. &lt;br /&gt;E, a cada experiência, nós adquirimos maior esperança. E, ter esperança... ter esperança, é viver. &lt;br /&gt;Por isso, é que me impressiona muito, muito mesmo, aquilo que Dante Alighieri escreveu nas portas do inferno que ele imaginou e registrou no seu livro, A Divina Comédia. &lt;br /&gt;Ele diz lá: “Deixai aqui toda a esperança, vós que entrardes”. E não é isso?  O inferno é isso! É não ter esperança, é ter absoluta consciência de que se está, para sempre, separado de Deus.&lt;br /&gt;É ter consciência nítida de que não há resposta nem  solução. Isso é inferno. Não é, propriamente, um lago ardendo em fogo. Não é um diabo, com um tridente, espetando você o dia inteiro. &lt;br /&gt;É a consciente separação do Criador, do Todo Poderoso. E não dá mais como clamar “ai, meu Deus”, porque Deus não está. E as pessoas saberão que ele não está e, eternamente, não estará. &lt;br /&gt;Mas nós, não! Porque temos tribulações, nós nos gloriamos nelas, não pelo gosto da dor, não pelo prazer de sofrer, mas pela oportunidade de insistir, de perseverar, de ir mais adiante, de dar mais um passo, de enfrentar o desafio. &lt;br /&gt;E, a cada ato de perseverança, temos a experiência maravilhosa do cuidado divino, lance a lance. Isso é maravilhoso. Deus se pronuncia pouco a pouco. &lt;br /&gt;É preciso ter sensibilidade para perceber, porque, às vezes, as nossas dores são tantas, que não percebemos as respostas de Deus que vão chegando, e vão se juntando numa solução maior. &lt;br /&gt;É passo a passo! Isso não quer dizer que Deus NÃO possa resolver tudo de uma vez, mas, tantas vezes ele age assim, aos poucos, porque você, às vezes, não está pronto para a solução inteira. &lt;br /&gt;Você já pensou nisso? Você já meditou sobre isso?  Tem gente que quer a solução inteira, mas, às vezes, a pessoa não está pronta para a solução inteira. &lt;br /&gt;Por isso é que Deus resolve, muitas vezes, por partes, aos poucos. Essas são as experiências que vão se somando e criando em nós essa esperança inabalável, não apenas na volta do Senhor, mas no seu cuidado infalível. &lt;br /&gt;Cuidado que chega sempre,  não falta. Deus abençoe você nesta noite! Alegre-se! Alegre-se na sua tribulação! &lt;br /&gt;Essa é a oportunidade de você perseverar, de insistir, de voltar ao combate, de ir em frente para saber o que é cuidado, para saber o que é bênção, para adquirir experiência que há de consolidar sua esperança. &lt;br /&gt;E, quando Jesus voltar, você estará prontinho para ser arrebatado. Porque, quem sabe, do jeito que você anda, tão desanimado, você não tem condições pessoais de se encontrar com a glória do Senhor. &lt;br /&gt;Esse encontro pode ser até fatal para você. Não é interessante isso? Às vezes, a bênção de Deus nos assusta. Que a bênção de Deus não assuste você. Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-7680232106368756404?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/7680232106368756404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/bencao-da-tribulacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/7680232106368756404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/7680232106368756404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/bencao-da-tribulacao.html' title='A Bênção da Tribulação'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-7207733490126968181</id><published>2009-03-01T12:46:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T12:47:05.633-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tocar a trombeta'/><title type='text'>Toca a tua trombeta</title><content type='html'>Josué  1 &lt;br /&gt;Mas antes de lermos o texto, quero levar à consideração da igreja, e situar os irmãos, numa época que é marcada por acontecimentos extraordinários, e que são divisórios na história do povo judeu e também na própria história da igreja cristã. &lt;br /&gt;Não podemos contar a história do povo de Deus sem falar da experiência do Êxodo. Ou seja, sem falar da experiência da saída do povo de Deus de um cativeiro prolongado. &lt;br /&gt;Um cativeiro que durou mais de quatrocentos anos, lá na terra do Egito. Libertação extraordinária, liderada por Moisés, um dos grandes servos de Deus.&lt;br /&gt;Moisés é um homem que simboliza a lei do VT. E Deus usa o seu servo para retirar o seu povo das terras do Egito. Deus usa o seu servo para retirar o seu povo do poder de Faraó, o dono do mundo daquela época.&lt;br /&gt;Também, não podemos contar a história do povo de Deus sem deixar de lembrar da abertura do mar Vermelho, por onde passou, a pé enxuto, todo o Israel do Senhor.&lt;br /&gt;E depois de ter deixado o Egito, de forma tão extraordinária, através de Moisés, Deus conduz esse povo à terra prometida a Abraão desde o começo. &lt;br /&gt;E surpreendentemente, antes de levar esse povo à terra que mana leite e mel, o Senhor dirige o seu povo ao deserto, em vez de introduzi-lo imediatamente na terra da promessa.&lt;br /&gt;E, por conta disso, mais quarenta anos se passam, até que eles chegam perto daquele território pelo qual tanto ansiavam. E é nessa hora de entrada. &lt;br /&gt;Nessa hora de conquista da terra tão esperada, que Deus chama Moisés para si mesmo. E o recolhe à eternidade, e agora, surge um outro grande líder.&lt;br /&gt;Cujo o nome é?... Josué. Josué vai substituir Moisés. Tarefa imensa. Uma responsabilidade enorme. E essa história começa narrada no próprio livro de Josué, no capitulo primeiro, que você agora vai conferir comigo.&lt;br /&gt;Vamos ficar de pé. Livro de Josué, capítulo primeiro, desde o primeiro versículo. O Livro de Josué é o 6º livro do VT, depois de Deuteronômio.&lt;br /&gt;Vamos ler — Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: 2 Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. 3 Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. 4 Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso limite. 5 Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. 6 Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. 7 Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. 8 Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. 9 Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. &lt;br /&gt;Que Palavra forte! Palavra que nos envolve por si só. Se eu parasse aqui, se eu não falasse mais nada, tudo já estaria dentro do coração da igreja, porque é uma narrativa forte...&lt;br /&gt;Mas, vamos meditar em algumas coisas desse texto que nos tocam e nos servem ainda hoje. Reparem, encerrava-se o tempo do grande líder Moisés, homem de fé extraordinária. &lt;br /&gt;Homem intrépido, corajoso, que enfrenta a faraó. Que lidera o povo, de forma extraordinária. Que, pela ação de Deus, realiza feitos extraordinários. Abre o mar.&lt;br /&gt;Dá ao povo alimento no deserto. Que toca numa pedra e dá de beber ao povo de Israel que estava sedento naquele deserto terrível.&lt;br /&gt;Extraordinário! Moisés foi um homem que viveu as dificuldades do seu ministério. Mas, agora estamos ouvindo falar de Josué, o seu sucessor.&lt;br /&gt;E reparem bem no que cabe a esse novo líder fazer. Nada mais nada menos do que invadir a terra prometida. Enfrentar todos os povos que lá habitavam, dominá-los, e possuir aquele chão.&lt;br /&gt;Tarefa incrivelmente difícil, perigosa. Era a expectativa de grandes combates e de grandes lutas. Mudou o nome do lugar, mas não mudou a realidade.&lt;br /&gt;Se Moisés enfrentou faraó, se Moisés se viu diante de um mar que impedia a caminhada do seu povo. Se Moisés passou pelo deserto, e em tudo isso foi vitorioso...&lt;br /&gt;Agora, Josué, liderando uma multidão de pessoas, se vê diante de um desafio sem igual. E de pronto, Josué se depara com as muralhas de Jericó.&lt;br /&gt;Jericó era uma fortaleza Cananéia, perto do Rio Jordão, inexpugnável. E Josué tinha que enfrentar essa fortaleza com um povo não adestrado para a batalha. Porque o povo de Deus não possuía experiência de guerra.&lt;br /&gt;Mudou o líder, mas não mudou o desafio. E ainda hoje é assim. Mudam os nomes, mas os desafios permanecem. Para cada um de nós é assim.&lt;br /&gt;Eu não sei quais são os seus desafios! Eu não sei que povo você lidera e conduz. Pode ser a sua casa, os seus filhos. Pode ser um ambiente mais amplo da sua família, pela qual você se sente responsável.&lt;br /&gt;Podem ser pessoas que você conduz no seu trabalho. Pode ser você sozinho, a conduzir-se nesta vida, deparando-se com barreiras intransponíveis. Desafios assustadores.&lt;br /&gt;A verdade é que as lutas existem ainda hoje e vão existir por muito tempo. Nada mudou. Como foi com Moisés, haveria de ser com Josué, e certamente é assim comigo e com você. &lt;br /&gt;Quais são as suas lutas? A da irmã Neuza, por exemplo, é a sua enfermidade, a diabetes. Essa nós já sabemos, porque ela declara isso.&lt;br /&gt;Qual é a sua? Quais são as dificuldades que se colocam diante de você? Cada um tem a sua guerra e o seu combate. No corpo, na alma, na consciência, na família, na igreja.&lt;br /&gt;Quais são os seus desafios? O que quero dizer é que você podia colocar, no lugar de Josué, o seu próprio nome. Porque ainda hoje é assim.&lt;br /&gt;Se Moisés enfrentou a faraó e se deparou com o mar que não se abria, Josué haveria de se confrontar com povos, com guerreiros, com fortalezas.&lt;br /&gt;Assim como você, hoje, se vê em meio a grandes combates. Ou seja, como foi com Moisés, e como foi com Josué, assim é com você. &lt;br /&gt;Essa é a palavra que nos chega agora. Não como uma palavra do passado, mas como uma palavra altamente atualizada. Uma palavra própria para os dias de hoje.&lt;br /&gt;E o Senhor diz a Josué e diz a você hoje (v.6; 7; 9) — Sê forte e corajoso, tão somente, sê forte e mui corajoso.  &lt;br /&gt;O que Deus está dizendo é que a sua benção NÃO é privativa de ninguém. Reparem no que ele diz (v.5) — como eu fui com Moisés, assim serei contigo.&lt;br /&gt;Nada mudou. As dificuldades de um, tornaram-se nas dificuldades do outro, e são as nossas dificuldades hoje. Nada mudou. A promessa é para todos.&lt;br /&gt;— Assim como eu fui com Moisés, serei contigo Josué; serei contigo Cícero Alves. Serei contigo Irmã Francisca. Serei contigo Mayra. Serei contigo Gal. Serei contigo irmão João.&lt;br /&gt;Porque a benção de Deus não é privativa de ninguém. Não importa a grandeza individual. Não importa o que somos, ou o que temos.&lt;br /&gt;— Assim como eu fui com Moisés, assim eu serei contigo Josué. Eu serei contigo Janim. Coisa maravilhosa!  Nada mudou! As lutas são as mesmas. As muralhas são iguais. &lt;br /&gt;Os mares são idênticos. Os desafios são semelhantes. E a benção é, absolutamente, imutável. Porque o nosso Deus é fiel e não muda.&lt;br /&gt;— Como eu fui contigo Moisés, eu serei contigo, Josué. Eu serei contigo, irmão Amadeu. Eu serei contigo, irmã Gilza. Que coisa maravilhosa!&lt;br /&gt;Porque, quando eu penso em Moisés, naquele homem extraordinário, educado no palácio de Faraó, fugido do Egito, a contemplar o Senhor, num alto monte, numa sarça, que ardia e não se consumia, ao ouvir-lhe a voz profunda a ser capacitado a um ministério que exigia tanto.&lt;br /&gt;Quando eu penso nesse homem, desafiando o rei do mundo. Quando eu vejo esse homem liderando uma multidão tão grande. A levantar o seu cajado e separar as águas de um mar, que se interpunha entre o povo e a liberdade.&lt;br /&gt;Quando eu vejo esse homem, conduzindo essa gente num deserto árido, a trazer do céu o maná e as codornizes. A fazer da pedra brotar água.&lt;br /&gt;A receber do próprio Senhor, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. Eu penso, cá comigo. Quem sou eu? Quem sou eu? O quê que eu fiz? Que faraó eu enfrentei? Que monte eu subi? Que mar eu abri? Que deserto atravessei?&lt;br /&gt;Quem sou eu? Ah! Mas vem a palavra do Senhor e diz assim:  —Como eu fui com Moisés,  eu serei contigo, Pedro. Porque minha benção não se mede, na medida de cada um.&lt;br /&gt;A minha bênção não é proporcional ao tamanho das pessoas.    Mas a minha bênção tem apenas uma referência, a minha graça. Não se mede. Não cabe nas medidas humanas.&lt;br /&gt;Como eu fui com Moisés, como eu fui com Josué, eu serei contigo, Cícero Antônio. É a mesma coisa!&lt;br /&gt;É aí que nós percebemos que temos enfrentado poderes e temos vencido pela graça de Deus. Ai, é que percebemos que, ao nos deparar com o mar, ele tem sido aberto pelo poder do Senhor.&lt;br /&gt;Aí, é que nós nos damos conta, que atravessamos desertos e que conduzimos tanta gente conosco. Nada mudou. Assim é com comigo e assim é com você!&lt;br /&gt;Quantos poderes você já enfrentou? E enfrenta? Quantos mares você já atravessou, ou diante deles você se encontra agora? Quantos desertos?&lt;br /&gt;Deus está com você... Não, não se diminua. O mesmo Deus que era com Moisés! Era com Josué! É comigo! É com você! Tudo igual! Repare como é grande a sua oportunidade. Veja como, em Deus, somos todos iguais.&lt;br /&gt;Só tem uma coisa diferente, diz o Senhor, lá no final (v.9) — Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, &lt;br /&gt;A diferença está aqui, na resposta de cada um. A diferença está na disposição de cada um. As circunstâncias, as realidades são sempre as mesmas, as lutas e os desafios são os mesmos.&lt;br /&gt;A benção não é privativa de quem quer que seja. É para todos. Mas a resposta é que define tudo — Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes.&lt;br /&gt;É aqui. É aqui que as coisas se diferenciam.  Não é em Deus, não. Em Deus a benção é sempre a mesma. Também, não é na realidade da vida, que é sempre a mesma. &lt;br /&gt;As coisas se diferenciam é na resposta de cada um. Na coragem que brota da alma. No desassombro que toma conta de cada um. — Não te espantes. &lt;br /&gt;Preste atenção nesta palavra! Deus já estava prevenindo Josué de uma coisa muito séria, que Josué ainda não conhecia. Deus já estava prevenindo Josué a respeito das muralhas de Jericó.&lt;br /&gt;— Vai lá Josué, toma a terra que por promessa eu guardei e reservei para o meu povo. Vai lá. Sê forte e corajoso, mas cuidado, não te espantes.&lt;br /&gt;E eu fico imaginando Josué, conduzindo aquela gente, e se deparando com as muralhas de Jericó. Deviam ser impressionante. &lt;br /&gt;O que Josué ia fazer? Com aquela multidão desarmada, sem experiência de guerra, fazer o quê? Escalar as muralhas e receber as pedras que caiam lá de cima, ou as setas que eram disparadas. Era assim?&lt;br /&gt;E agora, faço o quê? Esse era o espanto de Josué. — Josué reúna os teus homens e toca as tuas trombetas. Não to mandei eu?&lt;br /&gt;— Mas Senhor, trombetas?  — Não to mandei eu. Sê forte e corajoso e não te espantes. Toque isso ai. Toque essas trombetas, Josué. Pare de discutir e toque as trombetas!&lt;br /&gt;Ah!  Que cena, não é? Uma grande orquestra de trombetas. E as muralhas vieram abaixo. Era preciso não somente ter coragem, mas era preciso ter desassombro, não se espantar.&lt;br /&gt;Às vezes, nos lançamos em direção às muralhas, e elas se agigantam de tal maneira que nos sentimos espantados. E ó, corremos.&lt;br /&gt;Ah! Mas o Senhor nos diz —  Não to mandei eu. Não te espantes. Toca a trombeta! — Mas, Senhor, a minha barra, a minha muralha é muito forte! É falta de emprego! É doença grave! É briga de família! É desarmonia conjugal!&lt;br /&gt;— Seja o que for. Não to mandei eu? Como eu fui com Moisés, e com Josué, eu serei contigo. Tão somente, sê forte e corajoso; e não te espantes. Toca a trombeta!&lt;br /&gt;— Toca a tua trombeta, Irmã Gil! Não te espantes. A história é a mesma. Mudam os nomes. Coloque o seu nome ai, no lugar do nome de Josué. &lt;br /&gt;— Assim como eu fui com Moisés, serei contigo. Tão somente, nas lutas que se repetem e que repete a história, sê forte e corajoso e não te espantes. &lt;br /&gt;Toca a trombeta, porque eu estarei do teu lado.  E estarei contigo por onde quer que andares. &lt;br /&gt;Vamos tocar a trombeta, cheios de fé, com a nossa alma plena de coragem e sem assombro. Vamos fazer isso agora. Vamos curvar a nossa cabeça.&lt;br /&gt;Se você quiser vir à frente agora, venha... Eu e os presbíteros queremos orar com você e por você. Se há muralhas a sua frente, espantando a sua caminhada. Venha a frente...&lt;br /&gt;Venha tocar a trombeta da sua alma. Venha cheio de fé e confiança. As suas muralhas vão cair, como caíram as muralhas de Jericó... — (orar com os irmãos)&lt;br /&gt;Senhor abençoa a tua igreja, a Primeirona do Tabuleiro. Deus bendito, por essa noite, nós te damos graças em Cristo Jesus...&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-7207733490126968181?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/7207733490126968181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/toca-tua-trombeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/7207733490126968181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/7207733490126968181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/toca-tua-trombeta.html' title='Toca a tua trombeta'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-1660217463919972548</id><published>2009-03-01T10:31:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T12:15:40.318-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bater à porta'/><title type='text'>Nossos barulhos Interiores</title><content type='html'>Ap 3.20 — Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. &lt;br /&gt;Apenas este versículo basta para a nossa reflexão nesta noite, como basta também para a nossa meditação de todo momento, porque a Palavra de Deus não se esgota em seu conteúdo, em sua mensagem, em seu significado. &lt;br /&gt;O que queremos conversar com a igreja, hoje, é uma realidade singela, simples, que esse texto nos ensina &gt; É que Jesus sempre nos alcança, sempre nos procura, sempre está por perto de nós. &lt;br /&gt;Reparem que o texto começa dizendo “Eis que estou à porta e bato”. Eis que me aproximo, eis que me achego a vocês, eis que me torno acessível, eis que me ofereço a vocês.&lt;br /&gt;Essa é a maravilha da graça de Deus em Cristo Jesus &gt; é Ele quem nos procura, é Ele quem nos encontra, é Ele quem se aproxima de nós. &lt;br /&gt;Esse Deus tão imenso, tão transcendente, tão grandioso, é o Deus que chega perto, que se interessa por nós. Não é o contrário! Nunca! &lt;br /&gt;Não somos nós que buscamos a Deus. Porque se o encontro acontecesse, a partir da nossa procura, jamais aconteceria. Porque NÃO temos em nós mesmos condições de encontrar o Senhor. &lt;br /&gt;A nossa realidade transgressora, a nossa índole pecadora, nos afasta profundamente do Senhor. Assim, a iniciativa é dele. Foi Deus quem nos amou primeiro e veio ao mundo para oferecer vida, e vida eterna. &lt;br /&gt;É Deus que vem ao nosso encontro, e é, exatamente, isso que ele está dizendo: — Eis que estou à porta e bato. Eis que me aproximo, eis que me achego a vocês...&lt;br /&gt;Porque Deus, em Cristo Jesus, é o Deus que sabe onde estamos, sabe o nosso endereço, sabe onde habitamos, sabe o lugar que ocupamos, os espaços que preenchemos, e não há como nos esconder desse Senhor que sabe tudo. &lt;br /&gt;É por isso que ele chega e encontra, porque sabe onde buscar. Eis que estou à porta e bato. Coisa maravilhosa! &lt;br /&gt;Mesmo quando nem nos lembramos dele, Jesus se aproxima da nossa porta, da entrada da nossa vida, batendo, insistentemente, à nossa porta. &lt;br /&gt;Se alguém ouvir a minha voz...  Não! Ele não chega apenas e se aproxima! Jesus não nos alcança e se esconde. Não! Mais do que bater em nossa porta, ele anuncia a Sua presença com a sua voz. &lt;br /&gt;Ele não nos deixa inseguros, ficando do lado de fora, como alguém que bate e não se identifica. Não!&lt;br /&gt;Nós vivemos hoje essa realidade terrível da insegurança, e ninguém entra, nem em nossos prédios, ou em nossas casas, antes de se anunciar. &lt;br /&gt;Ninguém que bata em nossa porta terá nossa porta aberta antes que se identifique. E é assim que Jesus faz &gt; Ele está à porta, se aproxima, nos alcança, bate, e se identifica — Se alguém ouvir a minha voz... &lt;br /&gt;É como se ele dissesse — eu estou me identificando, eu estou dizendo quem sou. — Mas é preciso ouvir mais do que a batida na porta. É preciso ouvir a voz que identifica o Senhor Jesus. &lt;br /&gt;Reparem que, muitas vezes, não ouvimos aqueles que estão à nossa porta. As pessoas batem na nossa porta e se anunciam, porque, dentro da casa, às vezes, os ruídos são tão intensos, o barulho é tão grande, que não percebemos os que estão lá fora. &lt;br /&gt;Não é apenas o som da música que ouvimos, não é apenas o barulho da televisão a que assistimos. São os ruídos maiores. São ruídos produzidos dentro de nós que nos tiram toda a capacidade de ouvir a batida na porta e a voz identificadora do próprio Jesus que se anuncia. &lt;br /&gt;São as vozes dos nossos medos, dos nossos ressentimentos, das nossas mágoas, das nossas dores, das nossas incertezas, das nossas inseguranças. &lt;br /&gt;Essas são as vozes que abafam o toque aproximador de Jesus à nossa porta, a sua voz que o identifica. Ouvimos muito mais a nós mesmos, e não ouvimos Jesus, é ou não é? &lt;br /&gt;Eu sei disso porque ouço, no gabinete pastoral, as vozes que brotam da alma dos irmãos. São vozes intensas, são barulhos enormes, problemas terríveis que não permitem ouvir outras coisas, muito menos a voz de Jesus que é doce e suave. &lt;br /&gt;Jesus NÃO se anuncia com gritos. Ele se anuncia com a sua voz que pacifica. É preciso diminuir o volume daquilo que em nós abafa a voz do próprio Cristo. &lt;br /&gt;São vozes e barulhos intensos e, muitas vezes, justos. Qual é o corpo enfermo que não clama pela cura? Qual é a alma inquieta que não implora pela paz? Qual é a consciência mais atingida que não suplica o perdão? &lt;br /&gt;Tudo é justo, mas nada disto responde, nada disto é maior do que aquilo que é preciso ouvir  &gt; A voz de Jesus, o seu toque na porta. &lt;br /&gt;Quantas vezes você NÃO ouviu a voz do Senhor? Pare para pensar nisto e, rapidamente, não precisa muito tempo de reflexão, se você fechar os olhos nesta hora, certamente você há de se lembrar: &lt;br /&gt;— É verdade, hoje mesmo eu não ouvi a voz do Mestre. Ouvi a voz da minha alma sofrida, do meu coração inquieto, da minha consciência aflita. Não é? &lt;br /&gt;— Ouvi a voz de outras pessoas que me atingiram e me desestruturaram, guardei no coração aquilo que me fizeram e dei toda a atenção a essas vozes. &lt;br /&gt;Eis que estou à porta, eis que vou ao seu encontro, eis que me aproximo de você, eis que chego e bato na sua porta. &lt;br /&gt;E mais, Jesus diz — eu me identifico; se alguém ouvir a minha voz; se alguém for capaz de diminuir o volume dos seus ruídos inquietantes, aí, SIM! &lt;br /&gt;Se quiser, poderá abrir a porta, porque não basta ouvir. Porque, às vezes, ouvimos, é ou não é? Ouvimos, mas não abrimos a porta. &lt;br /&gt;Estou falando ao povo de Deus que sabe muito bem sobre isso, porque a Palavra de Deus está no coração dos irmãos, porque a Palavra de Deus está na sua igreja, reclamando resposta, mas, às vezes, ouvimos a voz do Senhor Jesus, identificamos a Sua presença, mas NÃO abrimos a porta. &lt;br /&gt;Preferimos ficar sozinhos com as nossas crises, com as nossas inquietações, com as nossas dores, com as nossas mágoas, alimentando-nos de tudo isso, porque, se abrirmos a porta, o Senhor Jesus entrará e já não poderemos viver como estávamos. &lt;br /&gt;Mas, às vezes, as nossas dores são tantas que nos acostumamos com elas e delas até tiramos algum prazer. Vocês estão entendendo o que estou dizendo? &lt;br /&gt;Existem pessoas ressentidas, que preferem continuar ressentidas. Por isso, ouvem, identificam a presença de Jesus, mas não abrem a porta. &lt;br /&gt;Por isso é que Jesus diz: “... se abrires a porta...” Não! Ele não invadirá a privacidade de quem quer que seja, Ele não ultrapassará os limites da liberdade de cada um. &lt;br /&gt;Não! Jesus diz — Eu aguardarei o convite; eu me achego, eu me torno acessível, mas eu quero ser convidado, eu quero ser chamado para dentro, eu quero ser atraído à sua intimidade, porque, se eu entrar, eu cearei com ele, eu cearei com o que abre a porta.&lt;br /&gt; Ou seja, Jesus diz — Eu me assentarei à mesa, eu estabelecerei intimidade com você, porque a mesa é sinal, é símbolo de intimidade. &lt;br /&gt;Você pode até receber pessoas em sua casa, mas quantas delas você convida para a sua mesa? Por exemplo, 3ª feira passada, o Cícero Alves jantou lá em casa. &lt;br /&gt;Mas, eu nunca jantei, por exemplo, na casa do irmão Amadeu. Ele nunca me convidou pra mesa. Já estou garantindo um jantar aqui, né? &lt;br /&gt;Mas eu já almocei na casa da irmã Francisca. Coisa boa! &lt;br /&gt;Porque é assim mesmo! A mesa é lugar de grande intimidade e é isso o que Jesus quer estabelecer &gt; não apenas chegar; não apenas falar do lado de fora; não apenas ficar na porta que se abre, mas entrar na casa e assentar-se à mesa. &lt;br /&gt;Na mesa, se estabelece uma comunhão mais profunda. Não é verdade? Portanto, vou logo avisando, estou à disposição para todos os convites. &lt;br /&gt;Eis que estou à porta, também, e bato... se alguém ouvir a minha voz e me convidar, lá estarei eu ceando, como Jesus. &lt;br /&gt;Porque, quando se estabelece este tipo de intimidade, como Jesus pretende com aquele que abre a porta, é que se conhece a efetiva necessidade da casa. &lt;br /&gt;Porque é sobre a mesa que se coloca o que se tem, e é na intimidade da mesa que se descobre o que se tem na casa, quais são as dificuldades, é ou não é? &lt;br /&gt;E é isso que Jesus quer descobrir quando se assenta à mesa:  —...eu cearei com ele, eu descobrirei a sua real situação, eu perceberei todas as suas necessidades, eu descobrirei os seus limites, ainda que a comunhão seja gostosa e intensa. &lt;br /&gt;E é por isso mesmo!  Ali eu descobrirei, na conversa profunda, na intimidade maior. Pouco a pouco, porque só quando se freqüenta a casa de alguém, e se conhece a mesa de alguém, é que se sabe dos problemas e das tribulações reais das pessoas. &lt;br /&gt;Pode ser que, eventualmente, eu vá à casa de alguém e não descubra nada, porque, certamente, a mesa será servida com todo o cuidado, porque é o pastor. &lt;br /&gt;Mas um encontro só, não define a realidade. É na refeição que se segue, é na refeição que se repete, é nos encontros que nunca se acabam, que Jesus descobre aquilo que é, porque não há como estabelecer refeição farta onde não há provisão, onde não existe recurso. &lt;br /&gt;“Entrarei em sua casa e cearei com ele...”. Descobrirei tudo. É na mesa, é na intimidade com Jesus, é na refeição contínua, repetida, seqüente, que, não apenas Jesus descobre a nossa realidade, mas percebemos e atualizamos em nós a fartura da graça do Senhor Jesus. &lt;br /&gt;E aí, ceamos com ele. E aí, descobrimos quão inesgotável é a sua misericórdia, a sua providência, o seu amor, o seu carinho. &lt;br /&gt;É nessa mesa de Cristo que me alimento sempre e quero me alimentar, porque não só ele conhece a minha necessidade, como a supre com sua graça. &lt;br /&gt;E cear com Jesus é fartar-se de carinho, de amor e de paz, porque nele nada nos espanta, e é isso o que Jesus está propondo nesta palavra tão breve e tão singela, mas de tão profundo significado: &lt;br /&gt;“...eis que estou à porta e bato...”; eis que me aproximo; eis que me achego; eis que me faço ver. Se alguém ouvir a minha voz, se alguém diminuir os ruídos da sua vida, e ouvir a minha voz, mansa e doce, e abrir a porta, eu entrarei e cearei e descobrirei a realidade, mas oferecerei a fartura do meu cuidado, porque também ele ceará comigo. &lt;br /&gt;Deus abençoe a Primeirona. Aí está a mesa.  Aí está a ceia do Senhor Jesus. Ele está perto, o Senhor se anunciou a você pela sua palavra. &lt;br /&gt;Diminua, diminua o volume. Deixe as suas angústias e preocupações um pouco de lado. Ouça a voz do Senhor! Abra a porta e ele se assentará à sua mesa. &lt;br /&gt;Mas que você se assente à mesa do Cristo e dele se alimente para o bem da sua vida, da sua família e da sua casa. Amém!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-1660217463919972548?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/1660217463919972548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/nossos-barulhos-interiores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/1660217463919972548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/1660217463919972548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/nossos-barulhos-interiores.html' title='Nossos barulhos Interiores'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2772735619967510962.post-6617165075586724667</id><published>2009-03-01T10:04:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T12:14:18.997-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='careca'/><title type='text'>Perdendo a Noção do Sagrado</title><content type='html'>Abram suas Bíblias no Segundo Livro dos Reis.  Esse livro faz parte dos chamados Livros Históricos do Velho Testamento. É de lá que vamos tirar o texto para nossa reflexão nesta noite. &lt;br /&gt;2 Rs 2.23 em diante. Todos encontraram? Veja se há algum irmão do seu lado, com dificuldade. Ajude! Nem todos têm a mesma facilidade.  Essa é uma história interessante. &lt;br /&gt;Pouca gente conhece.  Quem é que conhece esta história que está registrada aí, no 2 Rs 2.23 a 25?  Levante a mão! São poucas pessoas, hein! Poucas pessoas! &lt;br /&gt;Então vamos ler a história para que todos, ou alguns lembrem e, outros, aprendam — Então Eliseu, o profeta, subiu dali a Betel; e, indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo! — Melhor traduzindo: Sobe, ô careca; vai, ô careca! — 24  Virando-se ele para trás, viu-os e os amaldiçoou em nome do SENHOR; então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles. 25  Dali, foi ele para o monte Carmelo, de onde voltou para Samaria.&lt;br /&gt;É uma história impressionante, não é? Lá ia o profeta, o Eliseu, o Homem de Deus, em sua jornada, deixando a cidade, dirigindo-se para o Monte Carmelo e, de repente, ouve ao longe, a brincadeira de rapazinhos, que o chamavam de careca. &lt;br /&gt;Coisa de rapazinho. Não é assim? Você já brincou assim com alguém?  Ô lá vai, o careca!  Vai ô rolha de poço! — Sabem o que é rolha de poço? É quem é muito gordo. &lt;br /&gt;Vai, ó filé de borboleta! E outros apelidos. A garotada gosta é disso.  Eu, quando era menino, lá onde nasci, em Belo Horizonte. Belzonte foi lá que nasci. &lt;br /&gt;Morava numa rua de terra, Rua Diagonal, ali a gente jogava bola, soltava pipa, era um beleza!  Mas ali, também a garotada brincava com as pessoas. E, à noite, então, era uma festa. &lt;br /&gt;Ficávamos do outro lado da rua, atrás das moitas de capim, deixávamos, do outro lado, uma espada de São Jorge... Sabem o que é espada de São Jorge, né? &lt;br /&gt;E, lá, a espada de São Jorge, do outro lado da rua, amarrada com uma linha preta e esperávamos alguém passar, de preferência uma mulher. &lt;br /&gt;E, quando ela ia chegando, nós puxávamos  a espada de São Jorge. Aquilo parecia uma cobra rastejando, e era um susto danado! A mulher gritava, depois xingava — Seus moleques...&lt;br /&gt;Mas era muito engraçado! E tinha lá no bairro também um cara meio maluco, que não gostava de ser chamado de “Brasil”. Então, uma das melhores diversões era chamá-lo de BRASIL, quando ele passava, porque ele saía correndo atrás da gente. &lt;br /&gt;E é claro que não pegava, né? E o Brasil xingava, jogava pedra, e era aquela farra com o pobre do Brasil. A Igreja está se divertindo, né? &lt;br /&gt;Mas não tem nada de engraçado! Porque, aqui, o que o texto que lemos está querendo dizer é uma coisa muito séria! Reparem que aqueles rapazinhos chamavam de careca, insistentemente, um homem de Deus, um profeta, um símbolo da Palavra do Senhor. &lt;br /&gt;Porque era assim que o profeta iniciava qualquer discurso: —“Assim diz o Senhor”. O profeta era o oráculo, ele era o porta-voz de Deus, ele era o intérprete dos desejos e das mensagens do Senhor. O profeta era, portanto, de certa forma, sagrado. &lt;br /&gt;Mas aqueles rapazinhos haviam perdido a noção do Sagrado.   É terrível quando se perde a noção do Sagrado!  &lt;br /&gt;Aquele homem de Deus se torna “o careca”, o objeto da brincadeira e da galhofa, quando  tudo aquilo que ele representa já não merece o respeito e se esvazia de significado e de sentido. &lt;br /&gt;E, quantas vezes, nós, nos dias de hoje, perdemos a noção do Sagrado?  E quando isso acontece, nós perdemos a noção daquilo que sinaliza a grandeza, a soberania, o poder, a divindade, a presença do que é mais santo, mais transcendente. &lt;br /&gt;Como, por exemplo, este lugar. Aqui é um santuário de Deus. Ainda que tudo isso aqui seja de madeira, de pedra, de ferro, de plástico; ainda que tudo isso tenha sido construído pelas nossas próprias mãos. Tudo isto leva a marca santificadora da presença de Deus! &lt;br /&gt;Aqui é a Casa de Deus, para nós, quando nos reunimos como povo de Deus,  como família cristã, como igreja do Senhor Jesus. &lt;br /&gt;E quantas vezes perdemos a noção de que isto tudo aqui é sagrado? É como se estivéssemos dizendo ao profeta: “Vai, ô careca! Careca!” &lt;br /&gt;E fazemos isso quando perdemos, aqui dentro, a noção do que é sagrado, e nos distraímos com as calvícies alheias, ou com as nossas próprias, e estabelecemos conversas que não dizem respeito a este lugar. &lt;br /&gt;Quando, em vez de orar e adorar ao Senhor, nos distraímos com outras coisas, brincamos com alguém que está perto de nós. Perder a noção do sagrado é não ter a devida reverência por aquilo que sinaliza a presença do Senhor. &lt;br /&gt;Este mundo, de alguma maneira, agora está tentando resgatar aquilo que é sagrado, a natureza criada por Deus. Mas, talvez seja tarde demais! &lt;br /&gt;Porque este mundo, esta tecnologia que se desenvolveu, e tudo o mais, tudo isso fez o homem perder a noção da sacralidade da natureza. &lt;br /&gt;As florestas são devastadas, espécies de plantas e de animais são extintas e, muito pior, não há respeito por aquilo que é o mais sagrado na face da Terra, o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus e um pouco menor do que Deus, diz a Palavra. &lt;br /&gt;As pessoas perderam a noção da sacralidade humana! As mulheres vendem seus corpos como se fossem mercadorias. Os homens, igualmente, se prostituem. Terrível isso, não é? &lt;br /&gt;“Vai, ôCareca! Careca!” Vai, Deus! E aí vem as “engraçadas” piadas sobre Deus!  É a perda mais terrível da noção do sagrado. &lt;br /&gt;Este mundo precisa resgatar a consciência de sacralidade; precisa recompor em si mesmo, toda esta dimensão sagrada de tudo o que existe. &lt;br /&gt;Porque, quando se perde a noção do que é sagrado, viram o que acontece?  Está aí no texto que acabamos de ler. O que aconteceu? Hein? &lt;br /&gt;É... o profeta, virando-se para trás, viu os rapazinhos e os amaldiçoou em nome do Senhor e, então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. &lt;br /&gt;Era uma turma grande!  Quando se perde a noção do sagrado, as ursas chegam! E despedaçam e dilaceram, e quebram, e arrancam pedaço! E correm atrás e não há tempo de fugir. &lt;br /&gt;Cuidado com a consciência do sagrado que você não pode perder jamais. A sacralidade deste espaço. Ou este lugar é sagrado, ou ele é igual a todos os lugares. &lt;br /&gt;Reparem, o templo aqui não é sagrado, porque o cimento é sagrado, porque as pedras são sagradas. Ele é sagrado, pela presença santificadora de Deus. &lt;br /&gt;E, se este lugar é sagrado, você tem que tratá-lo com muito respeito. E a sua postura tem que ser uma postura correspondente à sacralidade deste lugar. &lt;br /&gt;Se a sua família é sagrada, trate-a como tal. Se este mundo, se esta natureza maravilhosa é sagrada, preserve-a. Você joga papel na rua? &lt;br /&gt;Confesse! Joga, não é? De vez em quando? Joga, não joga?  Não jogue, não! Não jogue, não! Guarde no seu bolso, espere o lugar, descubra um coletor de lixo. &lt;br /&gt;— Ah, já está suja mesmo... mais um pedaço de papel ou...  Por isso, eram mais de quarenta e dois! Porque um começou, os outros foram atrás. &lt;br /&gt;Porque, então, você não começa uma outra coisa, para que as pessoas caminhem atrás de você na sacralidade da vida? Porque você não larga na frente, em vez de caminhar no vácuo daqueles que perderam a noção do sagrado? &lt;br /&gt;Cuidado com as ursas. Quando eles se deram conta, elas já estavam tão perto, que despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. Apenas duas ursas. &lt;br /&gt;Já imaginou isso? Não eram quarenta e duas ursas, não; eram duas, somente! Mas, sabem por que eles perderam a noção do sagrado? &lt;br /&gt;Está aí, no texto. Vejam lá, v. 23 — Indo Eliseu pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade. &lt;br /&gt;Ou seja, eles estavam onde não deviam estar! O lugar deles era lá dentro da cidade, no cumprimento das suas obrigações, no exercício da sua juventude, no lazer observado, com limites. &lt;br /&gt;Mas estavam fora da cidade. Lugar, apenas, de passagem, como Eliseu, que estava ali porque se dirigia ao Monte Carmelo. &lt;br /&gt;A vida estava dentro da cidade. Lá estava o limite do sagrado! Mas eles estavam fora do lugar. Por onde você tem andado? Onde você tem estado? Você tem estado no lugar certo? Ou você anda passando dos limites que Deus e a sua Palavra estabelecem? &lt;br /&gt;E, reparem que os limites que Deus e a sua Santa Palavra estabelecem, são limites tão amplos, que ninguém precisa sentir-se enclausurado! &lt;br /&gt;Não, não! Os limites de Deus são, absolutamente, confortáveis! Não há necessidade de ultrapassá-los. Tem gente que pode até dizer: — Ah, pastor, mas é muito apertado! Deus me aperta muito, exige muito de mim... &lt;br /&gt;Não, não é verdade! Em Jo 8:36 está escrito &gt; Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. —  1Co 10:23 &gt; Todas as coisas são lícitas, mas nem todas edificam.&lt;br /&gt;Este é o bom limite da Santa Palavra de Deus! O bom limite de uma consciência alimentada por esta escritura maravilhosa, interpretada pelo próprio Espírito dentro de nós. &lt;br /&gt;Não, os limites não são os limites impostos pelo pastor ou pelo conselho da Igreja. Não! Nunca fizemos isto aqui!  Os limites são os limites que o Espírito Santo define em você, para que você esteja sempre no lugar exato, dentro da cidade. &lt;br /&gt;Porque, fora dela, no lugar de passagem, no lugar dos viajantes, dos que vão para outro lugar, há grande perigo! Por trás das árvores, há perigosas ursas. &lt;br /&gt;Cuidado com os apelidos que você pretende colocar no pastor da Igreja! É verdade que, o máximo que vocês podem dizer, é: &lt;br /&gt;— Puxa, o pastor Pedro é um gato! É ou não é? Bonitão! Aí tá bem! Não vai acontecer muita coisa com você, não. Talvez uma ursa loira... se vingue!  &lt;br /&gt;Ou eu sou o pastor, ou eu sou o homem de Deus, ou eu não sou nada.  Ou a Igreja me identifica, ou ela não volta mais aqui. Por que é que a Igreja vem aqui? &lt;br /&gt;Porque ela quer ouvir a Palavra de Deus, através de um homem de Deus, seja careca, gordo, magro, não importa! &lt;br /&gt;Mas, quem sabe, são os homens de Deus que estão perdendo a noção do sagrado?  Quem sabe eles estão saindo da cidade? Quem sabe? &lt;br /&gt;Mas isso é outra história. Hoje é para a Igreja pensar. Pense em você primeiro. Há uma dimensão sagrada em tudo que diz respeito à sua vida: &lt;br /&gt;Você, sua família, seu trabalho, a Igreja, sua comunidade. Não perca essa dimensão! Não saia do lugar certo! Não vá para lugares que não lhe convêm. &lt;br /&gt;Porque, se vocês perderem a noção do sagrado, vocês podem ser alcançados pelas ursas, que despedaçam, que matam, que dilaceram, que arrancam partes, que mutilam, que incapacitam, que imobilizam, sem que você tenha muita chance de escapar. &lt;br /&gt;Apenas duas ursas despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. Faça como o profeta que não perdeu a dimensão da sacralidade do seu ministério, a despeito dos seus poucos cabelos, e não admitiu que rapazinhos, sem noção do sagrado, o ridicularizassem. &lt;br /&gt;O v.24 diz — Virando-se ele para trás, viu-os e os amaldiçoou em nome do SENHOR; E lá foi o profeta para o Monte Carmelo, lugar de simbologia sagrada, para, ali, se recompor; para,  ali, aprofundar a sua consciência sagrada de ministério e, então, voltar para Samaria. &lt;br /&gt;Se você NÃO tem visto pastores que lhe inspirem a consciência do sagrado, é uma pena! Mas ainda há muitos que guardam essa sacralidade. &lt;br /&gt;Não abrem mão dela e, em nome dessa sacralidade, hão de pregar a Palavra  de Deus com fidelidade, com poder, com força, com emoção, com paixão! &lt;br /&gt;Que Deus abençoe a Igreja. Acho que dá para pensar durante uma semana, não dá?  Deus abençoe a vocês todos. Amém?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2772735619967510962-6617165075586724667?l=sermoespedro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sermoespedro.blogspot.com/feeds/6617165075586724667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/perdendo-nocao-do-sagrado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/6617165075586724667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2772735619967510962/posts/default/6617165075586724667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sermoespedro.blogspot.com/2009/03/perdendo-nocao-do-sagrado.html' title='Perdendo a Noção do Sagrado'/><author><name>Pastor Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14959296050649164906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_CUxyFwePvQs/SYGyh6350eI/AAAAAAAABBA/Wy8SIeQnDIM/S220/P5010003+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
